Pastor Josias Moura

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Sermão: A tempestade não vai te afogar

A TEMPESTADE NÃO VAI TE AFOGAR

Atos 27:27-44 e 28:1-5 

ATOS 27:27-44

27 Duas semanas depois, à noite, continuávamos sendo levados pela tempestade no mar Mediterrâneo. Mais ou menos à meia-noite, os marinheiros começaram a sentir que estávamos chegando perto de terra. 28 Então jogaram no mar uma corda com um peso na ponta e viram que a água ali tinha trinta e seis metros de fundura. Mais adiante tornaram a medir, e deu vinte e sete metros. 29 Eles ficaram com muito medo de que o navio fosse bater contra as rochas. Por isso jogaram quatro âncoras da parte de trás do navio e oraram para que amanhecesse logo.
 30 Aí os marinheiros tentaram escapar do navio. Baixaram o bote no mar, fingindo que iam jogar âncoras da parte da frente do navio. 31 Então Paulo disse ao oficial romano e aos soldados: —Se os marinheiros não ficarem no navio, vocês não poderão se salvar. 32 Aí os soldados cortaram as cordas que prendiam o bote e o largaram no mar.
 33 De madrugada Paulo pediu a todos que comessem alguma coisa e disse: —Já faz catorze dias que vocês estão esperando e durante este tempo não comeram nada. 34 Agora comam alguma coisa, por favor. Vocês precisam se alimentar para poder continuar vivendo. Pois ninguém vai perder nem mesmo um fio de cabelo. 35 Em seguida Paulo pegou pão e deu graças a Deus diante de todos. Depois partiu o pão e começou a comer. 36 Então eles ficaram com mais coragem e também comeram. 37 No navio éramos ao todo duzentas e setenta e seis pessoas. 38 Depois que todos comeram, jogaram o trigo no mar para que o navio ficasse mais leve.

 39 Quando amanheceu, os marinheiros não reconheceram a terra, mas viram uma baía onde havia uma praia. Então resolveram fazer o possível para encalhar o navio lá. 40 Eles cortaram as cordas das âncoras, e as largaram no mar, e desamarraram os lemes. Em seguida suspenderam a vela do lado dianteiro, para que pudessem seguir na direção da praia. 41 Mas o navio bateu num banco de areia e ficou encalhado. A parte da frente ficou presa, e a de trás começou a ser arrebentada pela força das ondas. 42 Os soldados combinaram matar todos os prisioneiros, para que nenhum pudesse chegar até a praia e fugir.
 43 Mas o oficial romano queria salvar Paulo e não deixou que fizessem isso. Pelo contrário, mandou que todos os que soubessem nadar fossem os primeiros a se jogar na água e a nadar até a praia. 44 E mandou também que os outros se salvassem, segurando-se em tábuas ou em pedaços do navio. E foi assim que todos nós chegamos a terra sãos e salvos.

ATOS 28:1-5

1 Quando já estávamos em terra, sãos e salvos, soubemos que a ilha se chamava Malta. 2 Os moradores dali nos trataram com muita bondade. Como estava chovendo e fazia frio, acenderam uma grande fogueira.
 3 Paulo ajuntou um feixe de gravetos e os estava jogando no fogo, quando uma cobra, fugindo do calor, agarrou-se na mão dele. 4 Os moradores da ilha viram a cobra pendurada na mão de Paulo e comentaram: —Este homem deve ser um assassino. Pois ele escapou do mar, mas mesmo assim a justiça divina não vai deixá-lo viver. 5 Mas Paulo sacudiu a cobra para dentro do fogo e não sentiu nada.

 

1. Introdução

Quando falamos em tempestades é comum lembrarmos de dificuldades. A visão de um barco açoitado pelas ondas e pelo vento nos traz claramente uma comparação com as aflições que passamos em nosso cotidiano: problemas financeiros, familiares, emocionais, entre outros.

Epicteto em seu livro diz: “São as dificuldades que revelam que os homens são”.

Geralmente quando passamos por tais momentos, a tendência é que sejamos tomados por sentimentos que querem nos roubar, tais como, o medo, o desespero, a angústia, a ansiedade, e dos quais Satanás se aproveita para querer nos afogar.

ILUSTRAÇÃO: A experiência dos salva-vidas diz que muitas pessoas morrem afogadas porque se deixam tomar por um desespero de tal forma que, mesmo aquelas que sabem nadar, acabam por serem tragadas pelas águas. E muitas vezes o que acontece é que pelo desespero aquele que estava tentando salvar pode até morrer junto; por isto fazem treinamento para salvar sem serem massacrados pelo que está afogando.

Traçando um paralelo com o mundo espiritual, podemos dizer que muitos cristãos apesar de saberem nadar, ou seja, apesar de conhecerem a palavra e as promessas de livramento do Senhor, se permitem envolver com as águas ao seu redor e não se posicionam para viverem a bonança (calmaria). E muitas vezes ainda levam outros junto com seu peso e seu desespero.

Hoje é tempo de recebermos a unção do Espírito Santo de Deus e nos posicionarmos para passarmos ilesos pela tempestade em nome de Jesus!

 

2. qual O propósito de Deus na tempestade? – At 20:22-24

22 Agora eu vou para Jerusalém, obedecendo ao Espírito Santo, sem saber o que vai me acontecer lá. 23 Sei somente que em todas as cidades o Espírito Santo tem me avisado que prisões e sofrimentos estão me esperando. 24 Mas eu não dou valor à minha própria vida. O importante é que eu complete a minha missão e termine o trabalho que o Senhor Jesus me deu para fazer. E a missão é esta: anunciar a boa notícia da graça de Deus.

 

O apóstolo Paulo não sabia exatamente o que lhe iria acontecer em Jerusalém, mas ele estava consciente e desejoso de que à vontade de Deus se cumprisse em sua vida.

Temos que entender que o Senhor tem o melhor para nossas vidas, independente das circunstâncias ao nosso redor (Rm 8:28). 28 “E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

Era necessário que Paulo testemunhasse acerca de Jesus em Roma, diante de César, e o Senhor,  já lhe havia revelado isso. Ele foi preso em Jerusalém e passou por terríveis dificuldades, tendo se apresentado ante Félix, Festo e Agripa, e sendo depois conduzido a Roma. Mesmo fazendo a vontade de Deus, muitas vezes seremos levados a tempestades. Discípulos no barco em meio à tempestade haviam sido mandados para aquele lugar pelo próprio Jesus.

O propósito de Deus é nos transformar e nos fortalecer nas tempestades. O mundo está em meio a uma grande tempestade. E tenho visto como a Igreja tem pregado mais o evangelho nesse momento.

Deus também permite tempestades, para que saiamos do comodismo e despertemos para busca-lo. Quando veio a perseguição a Igreja em Jerusalém eles saíram de onde estavam e começaram a pregar em muitos outros lugares. As tempestades servem para nos tirar muitas vezes de uma posição comoda.

 

 

3. Como se posicionar na tempestade?

Paulo estava agora em meio a uma forte tempestade, mas o Senhor já tinha um livramento preparado.

Vemos que 03 posicionamentos foram fundamentais para que eles não perecessem:

3.1) Lançar o prumo

Ter o equilíbrio em meio à tempestade, buscando de Deus o discernimento a cada passo – At 27:27-29 diz: “Quando chegou a décima quarta noite, sendo nós ainda impelidos pela tempestade no mar de Ádria (Mar Adriático), pela meia-noite, suspeitaram os marinheiros a proximidade de terra; 28 e lançando a sonda, acharam vinte braças; passando um pouco mais adiante, e tornando a lançar a sonda, acharam quinze braças. 29 Ora, temendo irmos dar em rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, e esperaram ansiosos que amanhecesse.”

O prumo era um instrumento formado por uma peça de metal ou de pedra, suspenso por um fio, que serve para determinar a direção vertical, usado para verificar a profundidade e evitar que o navio fosse levado para águas rasas, onde haveria o perigo de um naufrágio.

Precisamos também de um prumo em nossas vidas, pois em meio à tempestade o inimigo quer nos fazer perder o equilíbrio ou a prudência, ou nos ver afundamos em sentimentos ou emoções negativas, para que sejamos roubados de nossa capacidade de discernir as situações, tomar decisões, enfim, enxergar a saída que Deus já preparou de antemão. Precisamos passo a passo da direção do Espírito Santo, ancorando nossas vidas nEle, para não irmos de encontro aos rochedos.

3.2) Alimentar-se

Veja o que diz At. 27:33-34: “De madrugada Paulo pediu a todos que comessem alguma coisa e disse: —Já faz catorze dias que vocês estão esperando e durante este tempo não comeram nada. 34 Agora comam alguma coisa, por favor. Vocês precisam se alimentar para poder continuar vivendo…”!

Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais e permaneceis em jejum, não havendo provado coisa alguma. 34 Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança..”.  Era um momento de muita tensão física e emocional e o apóstolo Paulo sabia que aqueles homens debilitados não teriam forças para superar o mínimo obstáculo que surgisse. Eles precisavam se alimentar e recobrar suas forças, reunir energias para vencer o desafio que estava por vir.

Do mesmo modo precisamos nos alimentar das promessas do Senhor para sermos fortalecidos e enfrentarmos e superarmos os obstáculos.

O diabo quer que nós entremos num jejum, onde deixamos de nos alimentar da palavra para nos alimentarmos de sentenças malignas e pensamentos de morte e destruição. É tempo de nos alimentarmos de Jesus Cristo o pão da vida, a palavra de Deus encarnada, e revigorar nossas forças nEle – Jo 6:48-56.

3.3) Aliviar o Navio

Em tempestades antigas era muito comum aliviar o navio de fardos e pesos para que este mais leve não afundasse rápido.

Da mesma forma precisamos lançar fora as deformações de nossa alma para não naufragar em meio a tempestade.

Apesar de Jesus Ter dito que o Seu fardo é leve e suave, muitos cristãos têm levado cargas pesadíssimas que obviamente têm sido determinantes para que o barco afunde.

Que cargas são essas? São deformações da alma, como traumas, negativismo, incredulidade, medo, falta de fé, etc…, que roubam o fluir pleno do Senhor em nossas vidas; nos roubam a verdadeira liberdade no Espírito Santo e nos impedem de realizar e conquistar.

Lance fora hoje todas as deformações e se aproprie das promessas dEle em Sua vida conforme diz  I Pe 5:7: “…lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”

4. COMO VIVER BEM após AS TEMPESTADES?

Depois de viver o livramento da tempestade a graça de Deus trará sobre a tua vida conseqüências poderosas:

Após aquela tempestade, Paulo, que havia sido tomado como um assassino, agora é colocado em honra e é usado como instrumento para que aquele povo fosse curado.

Em lugar da vergonha haverá dupla honra. Vemos isso nas palavras que Deus declara para seu povo em Is. 61:7 quando diz: “A vergonha e a desgraça que vocês passaram eram duas vezes mais do que mereciam; mas agora vocês viverão no seu país, onde receberão o dobro de riquezas e serão felizes para sempre.”

Os náufragos daquele navio em que Paulo estava, ficaram 03 meses naquela ilha, e após este tempo Deus providenciou o livramento(At.28:11). Nesse meio tempo, eles foram supridos com tudo o que precisavam para a viagem.

De modo semelhante nós estamos também há cerca de 03 meses em uma situação de isolamento social. Assim como Deus não deixou faltar nada para aqueles que estavam naquela ilha, também acredito que fará o mesmo pelo seu povo.

O seu livramento pode parecer estar custando a vir, mas virá no tempo certo. Espere em Deus.

5. CONCLUSÃO

O propósito de Deus é nos transformar:

ILUSTRAÇÃO: Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais  quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que esta sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem  aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.

Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas  pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No  entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras, a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.

MORAL: Algumas lutas vem para nos transformar e nos fortalecer. “Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.” Mas, quem passa pelo fogo amadurece e ressurge transformado e fortalecido por Deus.

É formado em Teologia,  Análise e desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. Especializado  em Tecnologias de aprendizagem a distância,  produção de conteúdos digitais para a Internet e Mestre em Teologia.

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