Pastor Josias Moura

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ESTUDOS EBD IGREJA BETEL. TEMA: JESUS CRISTO: FILHO E SENHOR. PARA O DIA: 13.10.2013

JESUS CRISTO: FILHO E SENHOR

‘Creio em Jesus Cristo, seu único filho, Nosso Senhor. João 1.1-14

Quem é Jesus?” – Muitas respostas poderiam ser dadas a esta questão apa­rentemente simples, mas, na verdade, bastante complexa.

Afinal, “quem é Jesus?” Esta intrigante questão vem ocupando a atenção da igre­ja cristã há séculos. Heresias várias eram apresentadas na tentativa de explicar a natureza de Jesus como Homem-Deus, negando um ponto vital da doutrina cris­tã. 0 Credo Apostólico, por exemplo, nas­ceu principalmente com a finalidade de dirimir muitas dúvidas que preocuparam os cristãos dos primeiros séculos. Na épo­ca perguntavam: “Jesus é mais homem ou mais Deus?” ou: “Ele nasceu como Fi­lho ou foi adotado como tal?”. Compre­ende-se, então, o motivo do Credo con­templar principalmente afirmações de fé referentes à pessoa de Jesus, combaten­do doutrinas heréticas como a dos ebionistas, arianos, nestorianos, docentistas, apolinarianos, dentre outros.

A afirmação: “Creio em Jesus Cristo” é portanto, decisiva para a fé cristã, e envolve mais do que uma simples declaração uma vez que compreende diferen­tes e importantes aspectos vitais, a saber:

CREIO EM JESUS CRISTO… O ENVIADO DE DEUS

Jesus (de Nazaré) é o Cristo, o Messi­as, o enviado de Deus. Neste primeiro as­pecto, concebe-se Jesus como aquele que era esperado para a redenção de Israel, con­forme prometido na antiga aliança. Desde o Antigo Testamento (Gn 3.15), Deus prometeu enviar aquele que haveria de destruir a serpente. As páginas vétero- testamentárias encontram-se permeadas da expectativa da vinda do Messias que mu­daria o curso de toda a História.

Disse Pedro: “Tu és o Cristo” (Mc 8.29) – esta confissão expressa a convic­ção não apenas do apóstolo, mas também de toda a comunidade crente. Esta decla­ração ocupa lugar vital na história da sal­vação, confirmando que Deus cumpre fiel­mente as suas promessas e redime ao seu povo.

No prólogo de seu Evangelho (Jo 1.1-11), o apóstolo João apresenta Jesus como o próprio Deus que se encarna e vem habi­tar entre nós (para sempre!). Ainda que afir­ma que Ele “veio para o que era seu e os seus (isto é, os judeus) não o receberam” (Jo 1.11). Infelizmente, ainda hoje, muita gente não reconhece Jesus como o Messi­as enviado por Deus. Destes, muitos aguar­dam a vinda de um líder político, e não de um libertador espiritual. Porém, enfatiza a Palavra que “a pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pe­dra, angular…” (I Pe 2.6-8). No testemu­nho e experiência da igreja, não resta dúvi­da quanto a identidade de Jesus, o Cris­to, o Filho do Homem, o Senhor. Em sua obra Jesus Cristo Libertador, Leonardo Boff argumenta que os títulos são conseqüência da autoridade de Jesus. Ele diz que os títulos “querem decifrar e expli­car essa autoridade… Nenhum título con­seguiu exprimira radicalidade do bom sen­so, da fantasia criadora e da soberania de Jesus. Não são os títulos que criaram esta autoridade, mas a autoridade deu origem aos títulos. Nenhum deles, contudo, con­segue exaurir a riqueza da figura de Je­sus, diante da qual todos, até os demôni­os se admiravam. Quem és tu afinal, Je­sus de Nazaré?”

CREIO EM ESUS CRISTO… O DEUS-HOMEM

Esta declaração é, fatalmente, matéria de fé, pois envolve um conceito inexplicável do ponto de vista humano: “Jesus é Deus ou homem?” Por séculos, esta questão in­comodou a teologia cristã. 0 Concilio Ecumênico de Calcedônia (451 a.D.) defi­ne que Jesus é, ao mesmo tempo e o tem­po todo, Homem e Deus, afirmando que: “Um e o mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, confessado em duas naturezas, sem confusão, sem conversão, sem divi­são, sem separação”.

A natureza “hipostática” de Jesus (ser homem e Deus ao mesmo tempo) consti­tui-se em um grande mistério da fé cristã. Os esforços intelectuais são insuficientes para explicar o mistério da Encarnação. As Escrituras afirmam a Encarnação, sem questioná-la: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… E o Verbo se fez carne e ha­bitou entre nós, cheio de graça e de ver­dade, e vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai” (Jo 1.1,14. Compa­re com I Jo 1.1-3).

Por isso, Jesus nasceu por obra do Es­pírito Santo, vestiu-se de humanidade e identificou-se com a nossa realidade: co­meu, bebeu, dormiu, sorriu, chorou, con­viveu com todo tipo de gente, sentiu do­res, angustiou-se, sofreu, morreu etc. Ele foi tentado, mas sem jamais pecar. Ele nos deu o exemplo: .. No mundo passais por aflição. Mas, tende bom ânimo. Eu ven­ci o mundo” (Jo 16.33). Jesus ensinou a possibilidade de uma vida pura e santa. E hoje, coloca-se ao nosso lado para nos aju­dar em nossa caminhada: “Pois naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tenta­do, é poderoso para socorrer aos que são tentados” (Hb 2.18).

CREIO EM JESUS CRISTO… ÚNICO SENHOR E SALVADOR

Ao afirmarmos “Creio em Jesus Cris­to”, declaramos, também, reconhecê-lo como único Senhor e Salvador. Esta con­vicção baseia-se na Palavra de Deus que afirma: “antes, crescei na graça e no co­nhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno” (II Pe 3.18). Jesus é o Salvador, porque primeiro Ele é o Senhor absoluto (Fp 2.9-11).

Segundo a contagem de L. Sabourim e W. Taylor, o Novo Testamento contém 55 nomes diversos para Jesus. Destes, o títu­lo de “Senhor” atribuído a Jesus, ocorre 350 vezes. A afirmação de fé: “Jesus Cris­to é o Senhor” (Rm 10.9; I Co 12.3) é cur­ta, mas uma das primeiras confissões de fé dos cristãos que confrontavam aquela proposta pelo Império Romano, que exigia de seus súditos a declaração de que “César é Senhor” – exigência de imperadores como Nero e Domiciano. Dentre outras ênfases bíblicas, Jesus aceitou título de Senhor (Jo 13.13), pois é o Senhor do Sábado e da lei de Deus (Mc 2.28). Ele é o Senhor sobre o mundo e a humanidade (Rm 14.9), e sobre os poderes e potestades (Ef 1.20). E ainda Senhor dos senhores e Rei dos reis (Ap 17.4); Senhor da Igreja (I Co 4.19) e Se­nhor sobre a morte, em sua ressurreição.

Ele é também o Único e Suficiente Sal­vador que veio “buscar e salvar o perdi­do” (Lc 19.10), isto é, todos os pecado­res, dentre os quais o apóstolo Paulo se considera um dos principais (I Tm 1.15). Ele quer que todos se salvem (I Tm 2.3), de graça, mediante a fé (Ef 2.5-8). Afinal, Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

Não basta simplesmente afirmar que Jesus é o Senhor, pois Ele alerta: “Nem todo aquele que me diz; Senhor! Senhor! Entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7.21-23). Jesus também pergunta: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lc 6.46). Torna-se urgente e necessário, declarar que Jesus é o Senhor e Salvador, mas também e, principalmente, dispor-se a viver pela fé, obedecendo à Palavra de Deus.

Para concluir, julgamos oportuno o co­mentário de L. Boff: “Convém ressaltar: os títulos e nomes, mesmo os mais divinos, não querem apagar o homem-Jesus. An­tes, querem ressaltá-lo. Não querem fun­damentar a soberania e autoridade de Je­sus, mas exprimi-la e realçá-la. No final de tudo, após longo processo de meditação sobre o mistério que se escondia em Je­sus, chegaram a dizer: humano assim como foi Jesus de Nazaré, na vida, na morte e na ressurreição, só podia ser Deus mesmo. Com isto, rompem-se todos os conceitos humanos… Homem e Deus são distintos, mas em Jesus Cristo, chegaram a formar uma unidade sem confusão e sem muta­ção”.

Com segurança e fé, podemos sempre reafirmar: “CREIO EM JESUS CRISTO!”.

DISCUSSÃO

1. Como podemos provar a nossa fé em Cristo?

2. Por que tantas pessoas professam crer em Cristo e depois, com sua conduta, negam a fé?

É formado em Teologia,  Análise e desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. Especializado  em Tecnologias de aprendizagem a distância,  produção de conteúdos digitais para a Internet e Mestre em Teologia.

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