Pastor Josias Moura

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Estudo para o encontro de homens mulheres e jovens. Tema: Quem pode entrar no paraíso celestial

Quem pode entrar no paraíso celestial

Lucas 23.39-43

INTRODUÇÃO

Jesus Cristo encarou a Sua crucificação praticamente mudo (veja Isaías 53.7). Mas após estar crucificado, Lucas registrou apenas três máximas de Cristo, a primeira delas foi: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (v. 34), a segunda nos diz: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (v. 43), e finalmente antes de morrer Jesus falou: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (v. 46). Diante do claro arrependimento do “bom ladrão”, Cristo proferiu o segundo período de palavras (v. 43), onde fez referência a um lugar no céu denominado paraíso. Em face disso perguntamos: Quem pode participar das alegrias celestiais após a morte? Precisamos estar ligado a alguma religião para ser admitido no céu? Devemos ser caridosos e ajudar os necessitados para merecermos um lugarzinho no céu? Ou somente aqueles que tiveram um encontro salvador com Cristo são dignos do paraíso?

PROPOSIÇÃO: O paraíso celestial é o lugar de todos os crentes nascidos de novo.

I- ARREPENDIMENTO E CONVERSÃO SÃO A ÚNICA FORMA DE ENTRADA NO PARAÍSO!

Deus não espera que venhamos “merecer” o paraíso, porque isto é impossível (veja Atos 16.31; Efésios 2.8), já que Ele nos oferece a salvação e a vida eterna de graça. Cristo é o presente de Deus para a nossa entrada no paraíso, pois Ele mesmo disse: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo” (Jo 10.9). Seu sacrifício no Calvário é o salvo-conduto, é o pagamento pelos nossos pecados, e só precisamos aceitá-lo.

Pedro diante de uma multidão de pecadores interessados na salvação disse: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At 3.19). Arrepender não é sentir remorso, mas é uma mudança radical de mente, e conversão é uma alteração ou guinada de 180° na direção em que estamos, é voltar-se para Cristo de corpo e alma.

Ao ladrão convertido, Jesus disse: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (v. 43). Estas palavras produziram principalmente segurança no coração do homem, já que ele não buscava simplesmente o livramento daquele suplício – como o outro ladrão (v. 39) -, mas a garantia de estar perdoado e apto para entrar no céu.

O cristianismo não oferece somente bênçãos após a conversão, mas de alguma forma todos precisarão fazer o seguinte: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24). Quem deseja entrar no paraíso deve identificar-se com Cristo a tal ponto de fazer de Sua vontade o seu objetivo de vida.

II- ANALISANDO A PROMESSA DE CRISTO!

A segunda expressão de Cristo na cruz é uma promessa solene para o ladrão arrependido (“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” – v. 43), mas também estende-se a todos os que crêem em Cristo de coração. O paraíso é o lar ou o destino final dos cristãos genuínos. Lá existem coisas (cores, sons, sensações etc.) que no dizer de Paulo “…não é lícito

ao homem referir” (2Co 12.4), ou seja, o homem natural não pode compreender, pois o paraíso é algo sagrado.

Quando nos referimos ao paraíso, lembramos logo do jardim do Éden (veja Gênesis 2.8,9), onde Adão e sua mulher viviam em completa perfeição moral, espiritual e física. Portanto, paraíso é sinônimo de um lugar de delícias sem fim. Paulo teve um vislumbre desse maravilhoso lugar e em suas palavras o paraíso fica no terceiro céu e é o lugar onde os verdadeiros cristãos habitam com Deus (2Coríntios 12.2,4; Apocalipse 2.7).

Essa promessa de Cristo de nos dar o paraíso é a mesma coisa que restituir o estado original do homem antes da Queda. Fala de pureza e paz espiritual e isto foge à nossa capacidade de compreensão. Cristo deu ao homem arrependido a certeza de salvação, e isso também pode ocorrer com quem fizer de Jesus o seu único Salvador e Senhor: “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10.13).

III- ANALISANDO A NOSSA CONDIÇÃO DIANTE DE DEUS!

Os dois ladrões que ladearam Cristo no Calvário são os representantes de toda a humanidade, de um lado estão aqueles que desejam o céu, mas querem isso por esforço ou mérito pessoal (por exemplo: boas obras, “purificação do carma” etc.), do outro lado estão aqueles que também desejam o céu, mas reconhecem que seus pecados os impedem de chegar lá (veja Isaías 59.2), e decidem aceitar o presente de Deus para a salvação do homem, a saber, a Redenção ou a morte de Cristo na cruz do Calvário.

O ladrão arrependido declarou uma grande verdade acerca da nossa condição diante de Deus: “Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem” (v. 41). Em outras palavras, nossos pecados podem nos levar direto para o inferno, mas se nos arrependermos em tempo (antes de morrer) e aceitarmos a graça de Deus em Cristo, seremos salvos, isto se justifica pelo fato de a Bíblia dizer: “…ele nos amou primeiro” (lJo 4.19).

É difícil encontrar alguém que assuma sua culpa, é preciso ser muito espiritual para isso (veja ICoríntios 6.7), normalmente queremos nos justificar, mas diante do Senhor “…todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23), e ainda: “Não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.10). Nossa única saída é pelo reconhecimento de nossos pecados e a busca do perdão e amor divino. Devemos notar que o “bom ladrão” não exigiu nada, apenas disse para Cristo: “…lembra- te de mim” (v. 42).

CONCLUSÃO

Deus é absolutamente imparcial, não faz preferência de ninguém! Ele não escolhe alguns para o paraíso e outros para o fogo eterno, ao contrário, Deus dá ao homem o livre-arbítrio para fazer escolhas, desejar o paraíso celestial ou não, a escolha é sempre nossa. Quando desprezamos ao Senhor, vivendo uma vida dissoluta, e se nesse estado viermos morrer, já fizemos a nossa escolha. Paulo diz que Deus deseja que todos os homens conheçam a verdade e sejam salvos (veja I Timóteo 2.4), mas nem todos conseguirão atender a esse desejo divino (Apocalipse 20.15).

Jesus disse ao ladrão arrependido: “…hoje estarás comigo no paraíso” (v. 43). A promessa é para hoje! Se crermos em Cristo, somos salvos hoje (veja João 5.24), não é para amanhã, do mesmo modo, devemos abrir nossos corações hoje e recebê-lo como Senhor e Salvador pessoal (Hebreus 3.7,8).

É formado em Teologia,  Análise e desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. Especializado  em Tecnologias de aprendizagem a distância,  produção de conteúdos digitais para a Internet e Mestre em Teologia.

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