Pastor Josias Moura

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Estudo para EBD Betel Geisel. Tema: Onde está o arbitro. (Para o dia 2 de junho de 2013)– Acesse: sao quase 3 milhoes de acessos)

Site: www.josiasmoura.com Estudo Bíblico para a Escola dominical da Igreja Betel

Texto da Lição: Jó 9.3033; 16.19-21; 33.23-28 – Texto Básico: Jó 19.23-29; Cl 3.8-22; 1 Tm 2.1-7; Hb 9.11-22; 1 Jo 1.5-2.2

Onde Está o Árbitro?

 

Para Decorar: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Tm 2.5).

INTRODUÇÃO

Em uma reunião missionária alguns jovens estavam discutindo o texto: “Vós sois o sal da terra” (Mt 5.13). Uma sugestão após outra foi feita quanto ao significado da palavra “sal” neste versículo. “O sal dá sabor”, disse alguém.

“O sal impede a deterioração”, sugeriu outro.

Finalmente, uma mocinha chinesa falou com base de uma experiência que nenhum dos outros possuía. “O sal dá sede”, disse ela, e houve um silêncio repentino na sala. Todos estavam pensando: “Já deixei alguém com sede do Senhor Jesus Cristo?”

As aflições de Jó fizeram com que tivesse sede de um árbitro que pudesse ser o mediador entre ele e Deus. O que satisfaria por completo a sede de Jó? Quem seria capaz de desempenhar os deveres do árbitro de Jó?

JÓ PEDE UM ÁRBITRO (Jó 9.30-33; 16.20,21; 33.23-28)

O discurso de Bildade em Jó 8.1-22 tinha enfatizado o caráter reto de Deus e a justiça por Ele dispensada. Jó reagiu, respondendo: “Na verdade sei que assim é: porque, como pode o homem ser justo para com Deus?” (Jó 9.2). Observe que não se trata de como o homem pode ser justificado, mas como poderia ele ter um caráter justo. Jó desejava um árbitro, porque não passava de um pecador aos olhos de um Deus santo. A santidade de Deus exigiria imediata e completa justiça. (Veja Rm 6.23.)

Mesmo que Jó se lavasse com neve e cáustico, a perfeita santidade de Deus demonstraria ainda a condição de pecado de Jó, a tal ponto que até mesmo suas roupas rejeitariam a imundície de seu corpo (w. 30,31). A ilustração de Jó retratou sua condição. Para que pudesse ter alguma esperança de remediar a situação, ele teria de conseguir comunicar-se de algum modo com Deus a esse respeito. Um árbitro poderia representar Jó diante de Deus.

A figura mostrada por Jó no versículo 33 é a de um homem que se interpõe entre dois contendores e os reconcilia. Este árbitro teria de “pôr a mão” sobre os dois contestantes. Na situação particular de Jó, ó árbitro precisaria tocar Deus com uma das mãos e com a outra o homem.

Os conselheiros de Jó, que não foram capazes de confortá-lo, também demonstraram a sua necessidade de um árbitro. Esses homens foram incapazes de compreender perfeitamente a situação de Jó. Como resultado, passaram a zombar dele e Jó voltou-se para Deus com lágrimas nos olhos (Jó 16.20). Nenhuma súplica das Escrituras é mais pungente do que a sua: “Ah! se alguém pudesse contender com Deus pelo homem, como o filho do homem pelo seu amigo!” (v. 21). O conceito que Jó está apresentando é de que alguém deve suplicar a Deus da mesma forma que um ser humano suplica a outro que é seu igual (“amigo”).

Eliú, um quarto amigo de Jó, foi o último a entrar na conversa (Jó 32.1-37.24). Este, que era o mais moço dos amigos, passou a considerar a atitude errada de Jó em relação aos seus sofrimentos.

Já ficou evidente o fato de que um árbitro entre o homem e Deus deve corresponder às necessidades do homem e às exigências de Deus. Este árbitro deve ter capacidade para compreender por inteiro a posição do homem e satisfazer plenamente o caráter de um Deus santo (Jó 9.32,33). Para ser “amigo” de Deus seria preciso que o árbitro fosse também Deus (Jó 16.21).

Eliú fez um acréscimo à descrição do árbitro feita por Jó, afirmando que ele deve ser um “mensageiro”, “um intérprete”, e “um entre milhares” (Jó 33.23). Acima de tudo, este árbitro deve ser especial — único.

Uma outra característica do mediador de Jó (ou árbitro) é encontrada na descrição do libertador-redentor (w. 24,28). O mediador deve ter um “resgate” pela vida de Jó (v. 24). Jó perderá a vida se o resgate não for pago. Uma vez que Deus já havia proibido Satanás de tirar a vida de Jó (Jó 2.6), Ele com certeza sabia do árbitro desejado por Jó assim como do resgate a ser pago. A situação era a mesma de quando Abraão ofereceu Isaque a Deus no monte Moriá (Gn 22.1-14). Deus proveria.

DEUS FORNECE O ÁRBITRO (Jó 16.19)

A paciência de Jó com os três amigos se desgastara o bastante para que dissesse: “Tenho ouvido muitas coisas como estas; todos vós sois consolado­res molestos” (Jó 16.2). A paciência de Jó (ou a falta de paciência) com respeito aos amigos, foi um meio de fazê-lo voltar-se novamente para Deus. Não tendo achado consolo nos conselheiros, Jó apresentou seu caso a Deus com lágrimas (v. 20).

Deixando de lado seus conselheiros, Jó afirmou com convicção: “Já agora sabei que a minha testemunha está no céu, e nas alturas quem advoga a minha causa” (v. 19). Jó queria dirigir a atenção dos amigos para um fato da vida espiritual que estava ao alcance deles, bastando que tivessem fé.

A posição da testemunha ou advogado é da maior importância. Esta testemunha está “no céu” e “nas alturas”. Este advogado teria acesso contínuo ao Deus de Jó, a fim de fazer sua defesa contra o adversário. (Jó 1.6,7; 2.1,2. Veja a Lição 3 com relação ao adversário de Jó.)

Depois de tantas coisas serem reveladas a respeito da necessidade de um árbitro, da natureza do árbitro e da posição do árbitro, a identidade do mesmo deveria ter ficado perfeitamente clara. Evidentemente, o Filho de Deus preencheria o papel de mediador de Jó. 1 Timóteo 2.5 diz simplesmen­te: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”.

O Mediador de Jó é também sua Testemunha e Advogado (Jó 16.19). Jesus é também descrito como a “fiel testemunha” (Ap 1.5). O Advogado seria alguém que tudo sabe e tudo vê. Ele poderia reponsabilizar-se por Jó, porque conhecia o coração dele. (1 Jo 3.19,20; Hb 9.16.)

As descrições de Paulo, João e do escritor da epístola aos Hebreus estão todas de acordo com o que Jó declara. Jesus Cristo preencheu de todas as formas as qualificações para ser o Arbitro de Jó.

Em Gálatas 3.8-22, Paulo explica como Abraão, um gentio, foi justificado pela fé no Redentor prometido. Nem mesmo a lei mosaica poderia prejudicar as promessas de Deus feitas a Abraão. Todos os gentios receberiam as bênçãos emanadas da semente final de Abraão, Jesus Cristo. A razão pela qual a promessa foi mantida deve-se ao resgate pago pelo Mediador (G1 3.17-22).

Escrevendo ao jovem Timóteo, Paulo associou o Mediador com a vida de oração do crente (1 Tm 2.1,2). O Mediador era a um só tempo Deus (v. 3) e homem (v. 5). O resgate é mencionado na instrução de Paulo a Timóteo (v. 6). A descrição de Jesus como “único mediador” corresponde ao conceito de singularidade.

João associou o sangue purificador de Jesus Cristo com o Advogado celestial (1 Jo 1.7). A confissão de pecados faz parte da obra do Mediador (v. 9). A posição do Advogado de João é semelhante à do Arbitro de Jó: no céu, na presença de Deus Pai (1 Jo 2.1; Jó 16.19). (Jó 16.17; 9.32,33; 33.24,28; 33.23; 9.30,31.)

O escritor de Hebreus também menciona a posição celestial do Mediador- Redentor (Hb 9.23-25). A descrição da função de Mediador de Cristo juntamente com seu Sumo Sacerdócio, apresenta a satisfação da necessidade de um Deus-Homem como Arbitro entre o homem pecador e um Deus santo (Hb 8.1-13). A satisfação no tocante a Cristo como Sumo Sacerdote é “porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, antes foi ele tentado em todas as cousas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4.15,16). (Hb 9.11-22.)

Como o Filho de Deus pôde ter simpatia por Jó antes de Sua encarnação? O Arbitro de Jó tratou com ele à luz do cumprimento da profecia do Velho Testamento. Deus operou no Velho Testamento sobre o fundamento de que a obra de Cristo fora completada antes da criação do mundo (Ef 1.4; Hb 4.3; 1 Pe 1.20; Ap 13.8). A fé possuída por Jó, aplicada a ele mesmo, estava ainda para vir, da mesma forma que nós agora aplicamos, pela fé, aquilo que já passou. Essa a razão pela qual Jó pôde proclamar: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25).

EXAMINE SUA VIDA

As aflições de Jó o aproximaram de Deus. E as suas? Você tem Cristo como Mediador diante de Deus? Nosso Mediador conhece todas as nossas fraquezas e dificuldades. Você sente que Ele simpatiza com as suas provações . Já deixou alguém com sede do Senhor Jesus Cristo?

É formado em Teologia,  Análise e desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. Especializado  em Tecnologias de aprendizagem a distância,  produção de conteúdos digitais para a Internet e Mestre em Teologia.

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