Pastor Josias Moura

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Estudo: O Espírito Santo – O Consolador (Estudo Bíblico para o culto de doutrina da Igreja Betel Brasileiro Geisel)

O Espírito Santo: O Consolador

TEXTO BÁSICO: João 14.16-31

INTRODUÇÃO

Jesus estava caminhando para a cruz e durante aquele percurso conforta aos seus discípulos falando-lhes sobre a vinda do Espírito Santo.

Podemos esboçar este ensino da seguinte maneira:

  • A procedência: o Espírito seria enviado pelo Pai (Jo 14.16, 26; 15.26).
  • O tempo em que viria: quando Jesus fosse para o Pai (Jo 16.7; 7.39).
  • O cumprimento da promessa: deu-se no Pentecostes (At 2.32-36).
  • O local de habitação: não no mundo, mas com os crentes e nos crentes (Jo 14.16-17, 23).
  • A duração da habitação: para sempre ou eternamente (Jo 14.16; 16.22).

Além destes aspectos destacados por Jesus, indicaremos ainda os nomes e a missão do Espírito Santo, conforme aparecem no texto.

1. OS NOMES DO ESPIRITO SANTO

Na intimidade que as três pessoas da Trindade mantêm, constatamos o carinho que Jesus Cristo dispensa ao Espírito Santo. Além de chamá-Lo de Espírito Santo, Jesus o chama de o Consolador e o Espírito da Verdade.

1.1. O Consolador

Jesus chama o Espírito de o "Consolador" – Parakletos, no grego (Jo 14.16, 25; 15.26; 16.7). A palavra grega traduzida por "Consolador" ou "Auxiliador" era usada na linguagem jurídica para o advogado de defesa (1 Jo 2.1), isto é, alguém que ajudava ou apoiava um réu. O sentido ganha amplitude, pois o Espírito, assim como Jesus, não apenas foi um advogado, mas uma pessoa que provê encorajamento, conselho, força, entusiasmo, motivação e poder. É comparável ao apoio e o carinho de um pai. Por isso Jesus diz "não vos deixarei órfãos".

A palavra "órfãos" é encontrada exclusivamente neste texto e em Tiago (1.27), e o seu melhor sentido é "destituídos". Era comumente usada para indicar filhos destituídos de seus pais e de tudo aquilo que uma paternidade responsável oferece. Não vos deixarei órfãos! Jesus Cristo não nos deixou: sem amor (Jo 13.1); sem exemplo (Jo 13.15); sem lei (Jo 13.34); sem recompensa (Jo 14.1); sem destino (Jo 14.6); sem serviço (Jo 14.12); sem paz (Jo 14.27); sem esperança (Jo 14.18).

O Espírito é o Consolador, alguém que está conosco e ao nosso lado para nos ajudar. Lucas registra que a Igreja caminhava no conforto do Espírito Santo (At 9.31). No ministério de confortar e encorajar o cristão, o Espírito derrama amor divino no coração (Rm 5.5), testemunha que são filhos de Deus (Rm 8.16), unge com alegria e discernimento (2 Co 1.21), derrama paz e esperança na mente e no coração (Rm 15.13), concede alegria na luta (Rm 14.17), assiste na fraqueza (Rm 8.26), produz a frutificação espiritual (Gl 5.22) e capacita para o serviço (1 Co. 12.11).

1.2. O Espírito da Verdade

Jesus usa outro nome: "o Espírito da Verdade" (Jo 14.17; 16.13). Há um duplo significado: o Espírito é a essência da verdade e quem revela aquilo que é verdadeiro. Por isso João testifica o Espírito Santo é a verdade (1 Jo 5.6).

Ele é o autor divino das Escrituras (2 Pe 1.20-21), a verdade escrita (Jo 17.17); Ele dá conhecimento da verdade salvadora que é Jesus Cristo (Jo8.32,36). Não existe. a possibilidade humana de conhecer as verdades de Deus senão pelo Espírito Santo.

Uma mentira contra o Espírito Santo foi instantaneamente punida com a morte (At.5.1-11).

1.3. O Espírito Santo

Deus é santo ou santíssimo e esta santidade é natural às três pessoas da Trindade (1 Pe 1.16). Jesus qualifica o Espírito de Santo (Jo 14.26). Por que Ele é chamado o Espírito Santo? Primeiro, por causa da sua natureza santa e perfeita (1 Jo 2.20). Segundo, por causa do seu ministério que é o de produzir santidade. "Por que, pois, é Ele chamado santo? Seguramente, a explicação consiste em que é Sua obra especial produzir santidade e ordem em tudo o que Ele faz na aplicação da obra salvadora de Cristo" (Martyn Lloyd-Jones). E o seu ministério é santificar o povo de Deus (SI 51.11; Mt 1.20; Lc 11.13; Rm 1.4).

O pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo não tem perdão! (Mt 12.31-32)

2. AS MISSÕES DO ESPÍRITO SANTO

Jesus apresenta algumas das tarefas que seriam realizadas pelo Espírito Santo junto aos crentes.

Quais são as obras realizadas pelo Espírito Santo?

2.1. Ele ensina e relembra

Disse Jesus aos seus discípulos: "Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (Jo 14.26). Jesus promete aos Seus apóstolos que o Espírito trará à memória deles as coisas que Ele tinha dito, e assim, por sua inspiração, eles serão habilitados a escrevê-las e a pregá-las. Temos aqui a ação do Espírito no processo de revelação e inspiração das Escrituras (2 Pe 1.20-21; 1 Co 2.6-16).

O Espírito agirá na mente dos apóstolos para lembrar o que Cristo ensinou.

2.2. Ele dá testemunho de Jesus

"Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim" (Jo 15.26). O Espírito testemunha, testifica, declara, fala bem do Filho confirmando que Ele é o único Salvador e Senhor. Este é o testemunho externo.

Também "o Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rm 8.16). O Espírito Santo testifica no coração do cristão que ele é filho de Deus, por causa da fé em Jesus Cristo (Jo 1.12; 1 Jo.5.10). Este é o testemunho interno.

Observe novamente que a missão do Espírito está vinculada à obra de Cristo.

2.3. Ele convence o mundo

"Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo" (Jo 16.8).

O verbo "convencer" (elegsei) significa "trazer à luz", "expor", "mostrar", "persuadir", "convicção interior" (Jo 3.20; 8.46; Ef 5.11; Tt 1.9). Há um outro sentido para o verbo que é o de "reprovar", "corrigir", "disciplinar" e "punir" (Mt 18.15; Lc 3.19; 2 Tm 3.16; Hb 12.5; Ap 3.19). O Espírito é o responsável pelo convencimento interno das pessoas quanto ao verdadeiro sentido do pecado, da justiça e do juízo.

A palavra mundo "kosmos" refere-se à humanidade inteira.

A obra do convencimento é tríplice: do pecado, pois somos pecadores por natureza (Rm 3.23); da justiça salvadora que nos é oferecida em Cristo Jesus (Rm 5.1); e do juízo que será o julgamento daqueles que rejeitam a salvação em Jesus (Jo 3.18-19).

2.4. Ele guia a toda a verdade

"Quando vier, porém, o Espirito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade" (Jo 16.13).

O Espírito tem a missão de guiar, liderar e instruir aos homens, em seus corações, sobre o significado de Cristo (At. 8.31). Os homens ouvirão e verão a glória de Cristo, por meio do Espírito (Jo 5.37-38).

Há pessoas ou líderes espirituais que falam fraudulentamente em nome do Espírito, conduzindo pessoas ao erro (Jr 23.15ss). O Espírito jamais nos guiará à mentira ou ao erro. O Espírito nos revela a verdade da nossa natureza caída e nos conduz à verdade santificadora de Deus.

O apóstolo Paulo, no capítulo oito de Romanos, destaca quatro aspectos do ministério do Espírito, no processo de santificação do crente:

  • O Espírito domina a nossa carne (Rm 8.5-13)
  • O Espírito dá testemunho da nossa posição como filhos de Deus (Rm 8.14-17)
  • O Espírito garante ou assegura a nossa herança como herdeiros de Deus (Rm 8.18-25).
  • O Espírito nos ajuda a orar convenientemente (Rm 8.26-27).

2.5. Ele glorifica a Cristo

A obra principal do Espírito é glorificar a Cristo. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar (Jo 16.14). Ele revela à alma dos pecadores as riquezas da pessoa de Jesus, de tal maneira, que ninguém pode reconhecer que Jesus é Senhor senão pelo Espírito (1 Co 12.3).

É o Espírito quem produz a vivificação espiritual ou quem aplica a salvação ao indivíduo. O termo "salvação" compreende a vocação eficaz (Mt 9.9), a regeneração ou o novo nascimento (Tt3.5), adoção espiritual (1 Jo 3.1-3), união com Cristo (Jo 15.1-16), conversão (Mt 18.3), arrependimento e fé salvadora (2 Tm 2.25; Ef 2.8), justificação (Rm 5.1) e santificação (1 Pe 1.13-16). Toda esta obra salvadora é realizada pelo Espírito.

A obra do Espírito está vinculada à obra de Jesus.

Jesus Cristo nos advertiu que a vida cristã é cheia de lutas e tribulações (Jo 16.1-4). Você. então, não deve esperar o fim das dificuldades e dos problemas, mas o conforto de Deus. Você não está órfão ou destituído de paternidade. Temos o Consolador! O Espírito Santo é o nosso ajudante, conselheiro e defensor.

Até a próxima semana.

É formado em Teologia,  Análise e desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. Especializado  em Tecnologias de aprendizagem a distância,  produção de conteúdos digitais para a Internet e Mestre em Teologia.

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