Pastor Josias Moura

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Estudo EBD. Tema: Os elementos do culto. Dia: 22.12.2013

Os Elementos do Culto

1 Coríntios 14.26-40

Introdução

Os elementos do culto são os meios usados pelo adorador para expressar o culto. São as "formas e funções por meio das quais a recepção e a ação litúrgica se efetivam e, mediante sua coopera­ção orgânica, suscitam e expressam o evento cultuai" (0. Haendier). *

Os principais elementos de culto são: a Bíblia, a oração, a música, os sacra­mentos e as ofertas.

0 Catecismo de Heideiberg, redigido por Zacarias Ursino e Gaspar Oliviano, publicado em 1563 e usado pelas Igre­jas Reformadas, diz que o cristão deve "freqüentar assiduamente à Igreja, para ouvir e aprender a Palavra de Deus, par­ticipar dos Sacramentos, invocar publi­camente ao Senhor e contribuir para as necessidades".

Reflitamos, portanto, sobre os ele­mentos do culto e a sua utilização hoje.

1. A bíblia sagrada

A Bíblia é a Palavra de Deus. Ela é o elemento mais importante do culto cris­tão, pois "todo ato cristão de adoração é sustido pela Palavra de Deus. Sem ela o culto esvaziar-se-ia de sua substância e perderia o traço que o separa de um cul­to não cristão" (J.V. Allmen). As verda­des bíblicas devem modelar o ato de culto, bem como as idéias e o compor­tamento do adorador (1 Sm 15.22-23; Mt 15.9).

A Bíblia aparece no culto sob diver­sas formas. As principais são a leitura (individual, conjunta e alternada), a pre­gação, 0 canto (congregacional, coral, conjuntos e solos) e as saudações e bên­çãos pastorais (1 Tm 4.13; 1 Ts 5.27; Ap 1.3; 1 Co 11.23-29; Lc 4.16-30; 2 Co 13.13).

2. A oração

Orar é cumprir uma ordem do Se­nhor (Lc 18.1 e 1 Ts 5.17). A oração é indispensável ao cristão, que deve praticá-la individualmente e coletivamen­te (Mt 6.5-8 e At 12.12). A oração é "o privilégio supremo dos cristãos, conce­dido por Deus ao elevá-los à categoria de filhos. A oração só é possível dentro da família de Deus: é o exercer os direi­tos de filhos no contexto dessa família (Rm 8.15 e Gl 4.6). Os filhos são herdei­ros, participantes responsáveis, por con­seguinte, de toda a economia da famí­lia. Na família do Pai os filhos têm o di­reito de tomar a palavra. A oração é, portanto, a autorização que Deus dá a que os filhos digam o que têm a dizer com referência aos assuntos que a eles dizem respeito" (citado por V. Allmen).

A Bíblia nos ensina que a oração faz parte do culto particular e público. As ora­ções nas reuniões da Igreja, devem ser uma constante hoje, como foi no passa­do (At 1.14; 4.24; 12.5; 21.5; Lc 1.10; Mt 18.19). As mesmas devem ser dirigidas a Deus (Mt 4.10), por meio e em nome de Jesus Cristo (Ef 2.18; Hb 10.19), acompanhadas de humildade e ação de graças (Gn 18.27; Fp 4.6; Cl 4.2). Podem ser feitas em silêncio e audivelmente, nas posturas diversas (Mc 11.25; At 20.36; Mt 26.39).

3. A música

A música também se destaca como um elemento indispensável ao culto. A Igreja sempre usou hinos e cânticos na expressão do seu culto (Rm 15.9; 1 Co 14.15; Ef 5.19; Cl 3.16; Tg 5.13; Ap 5.9; 14.3; Mt 26.30).

O professor Bill Ichter, autoridade em música, descreve algumas característi­cas da música que devem ser usada na Igreja:

3.1. Quanto à Expressão. Deve expressar uma verdade bíblica.

3.2. Quanto à Doutrina. Deve expressar doutrinas corretas.

3.3. Quanto à Devoção. Deve ser caracteristicamente devocional.

3.4. Quanto à Forma. Deve possuir boa forma literária.

3.5. Quanto ao Estilo. Deve ter um bom estilo musical.

3.6. Quanto à Ocasião. Deve ser apropriada à ocasião em que estiver sendo usada.

3.7. Quanto ao Uso. Deve ser adaptada ao uso da con­gregação.

3.8. Quanto ao Alcance. Deve ser apropriada e ao alcance da capacidade dos cantores.

O apóstolo Paulo nos revela que mú­sica na Igreja deve ser "salmos, hinos e cânticos espirituais", entoados para o louvor a Deus e a edificação mútua dos irmãos (Cl 3.16).

Cuidado, não é qualquer música que deve ser utilizada pela Igreja, principal­mente no ato de culto.

4. Os sacramentos

"Os sacramentos são santos sinais e selos do pacto da Graça, imediatamente instituídos por Deus, para representar Cristo e os seus benefícios e confirmar o nosso interesse nele, bem como para fa­zer uma diferença visível entre os que pertencem à Igreja e o resto do mundo, e solenemente obrigá-los ao serviço de Deus em Cristo, segundo a sua palavra" (C. Fé, cap. XXVII, 1). Esta definição nos mostra que o sacramento é "um sinal externo de uma graça interna".

Há somente dois sacramentos insti­tuídos por Jesus: o batismo e a Santa Ceia (Mt 28.19 e 26.26-30). Ambos de­vem ser celebrados publicamente admi­nistrados somente pelos pastores orde­nados (Hb 5.4).

5. Ofertório

O ato de ofertar ou dizimar faz parte do culto. O ofertar sempre foi um elemento inte­grante da adoração a Deus e uma ex­pressão de fidelidade (Dt 12.4-7; Ml 3.10; Mc 12.41-44; 2 Cr 8.12-18; Hb 13.16).

"Ninguém se iluda: o reino de Deus não se edifica com dinheiro, mas com pessoas. Após o novo nascimento, con­tudo, não devemos deixar de dar o dízimo, pois esta é uma questão de obediência, consciência e compromisso com a obra de Deus. 2 Co 9.5,10 Em suma, ofertar é cultuar e cultuar é ofertar.

CONCLUSÃOCONCLUSÃO

Algumas comunidades estão acres­centando, inovando, introduzindo coisas como expressão corporal, palmas, unções, exorcismo no culto, justificando- as como bíblicas. Tais práticas perten­ceram a um culto primitivo, onde a vista e a emoção eram prioridades, como ocor­re nos cultos pagãos. O culto neo-testamentário lança por terra tudo isto, exi­gindo do adorador coração reto e contrito (SI 51.16,17; Os 6.6) e amor integral (Mc 12.30; Jo 4.19-24).

PONTOS PARA DISCUTIR

1. Qual o elemento mais importante do culto?

2. O que Paulo quer dizer com a expressão "cânticos espirituais", em Cl 3.16?

3. O exorcismo, a sessão de cura, a unção com óleo não seriam elementos do culto? Se não, seria errado introduzi-los no culto hoje?

É formado em Teologia,  Análise e desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. Especializado  em Tecnologias de aprendizagem a distância,  produção de conteúdos digitais para a Internet e Mestre em Teologia.

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