Pastor Josias Moura

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Estudo EBD dia 20.09.2015. Expondo o evangelho de Marcos – Capitulo 09

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Expondo o evangelho de Marcos – Capitulo 09

Jesus estava a caminho de Jerusalém para morrer. À medida que os Doze caminharam com ele, tiveram várias experiências que os preparariam para o ministério vindouro deles. Compreender as experiências rela­tadas nesse capítulo pode ajudar-nos em nosso ministério.

1)  Confirmação da esperança (Leia 9:1-13)

O versículo 1 poderia estar no capí­tulo 8 por causa da culminância das palavras de nosso Senhor a respei­to do discipulado e de seu retorno em glória. Ele confirmou essas pa­lavras ao mostrar a glória prometida a Pedro, Tiago e João (Jo 1:14; 2 Pe 1:16-18). Essa é a única ocasião em que há registro de que nosso Senhor revelou sua glória interior para ou­tros durante seu ministério. Isso foi realmente uma confirmação do rei­no que Deus prometeu ao seu povo, Israel (Mt 16:28).

Moisés representava a Lei, e Elias, os profetas, e os dois se cum­prem em Jesus Cristo (Hb 1:1-2; e veja Ml 4:4-5 e Lc 24:25-27). Eles falaram com nosso Senhor a respei­to da partida dele (ou “êxodo”; veja Lc 9:31), que ele cumpriría em Jeru­salém. A cruz é tema de conversa e de louvor celestiais (Ap 5).

Os discípulos dormiram (Lc 9:32); portanto, as palavras de Pe­dro são resultado da confusão e do medo. (É melhor ficar quieto quan­do estamos confusos e com medo! Veja Pv 18:13.) Ao sugerir que to­dos permanecessem em glória no monte, Pedro, mais uma vez, tenta­va impedir o plano de nosso Senhor de ir para a cruz (8:32-33). Enquan­to uma nuvem de glória envolvia o ambiente, a voz do Pai interrompe Pedro e repreende-o com gentileza: “A ele ouvi”. Hoje, precisamos pres­tar atenção a essa ordem. Podemos crer na Palavra de Deus.

Imagine ter essa grande expe­riência e não poder compartilhá- Ia (v. 9)! Sem dúvida, os outros nove discípulos perguntaram o que aconteceu no monte, mas eles tive­ram de ficar quietos. Eles viram a glória do Filho e foram lembrados da infalibilidade das Escrituras e da realidade do reino. Jesus também respondeu às perguntas deles. João Batista era “o Elias” prometido a Is­rael (Ml 3:1; 4:5-6; Lc 1:16-17; Jo 1:21; Mt 17:13).

2)  Demonstração de fé (Leia 9:14-29)

Ao mesmo tempo que, no alto do monte, Pedro, Tiago e João vivenciavam a glória de Deus, no vale abaixo os outros nove discípulos foram envolvidos em uma situação desagradável. Um pai perturbado trouxe seu filho, surdo e mudo, pos­suído por um espírito imundo (v. 25) para que os discípulos o curassem, mas eles não conseguiram expulsar  o demônio. Jesus dera-lhes poder para isso (3:15; 6:7,13), contudo eles foram incapazes de libertar o rapaz. Claro que os líderes religio­sos estavam amando discutir com os discípulos (v. 14) a fim de tentar desacreditá-los diante do povo.

Jesus libertou o rapaz; todavia, o demônio fez uma última tentati­va para destruí-lo (v. 26; Lc 9:42). Com freqüência, o demônio, pouco antes de a pessoa ser libertada, pa­rece conseguir uma grande vitória; porém, no fim, o Senhor ganha a batalha. Por que os discípulos não conseguiram expulsar o demônio? Por causa da descrença deles (vv. 19,23; Mt 1 7:20) e pela falta de ora­ção e disciplina (v. 29). Aparente­mente, os homens descuidaram de seu caminhar espiritual durante a ausência do Senhor. Como é impor­tante manter-se renovado espiritu­almente! Você nunca sabe quando alguém precisará de sua ajuda. O Senhor preocupava-se muito com a falta de fé dos discípulos (4:40; 6:50-52; 8:17-21).

 

3)  Confirmação do amor (9:30-50)

A. O amor de Cristo pelos pecado­res (vv. 30-32)

Essa é a segunda vez (veja 8:31) que Jesus fala abertamente aos discípu­los a respeito de sua morte iminen­te, mas eles ainda não apreenderam a respeito do que ele fala. O verbo “entregue” indica que sua morte não é acidental nem assassinato; é resultado de um plano divino (Rm 4:25; 8:32).

B.     O amor pelo próximo (vv. 33-37)

Jesus fala a respeito de sofrimento e morte, mas os Doze debatem sobre quem é o maior! Eles entenderam de forma errônea o ensinamento de Jesus. Eles viviam em uma socieda­de em que poder e posição eram importantes e pensavam que a con­gregação cristã funcionava da mes­ma f
orma. Mesmo no cenáculo, an­tes de Cristo ir para a cruz, os Doze ainda debatiam sobre quem era o maior (Lc 22:24-30). Deus quer que sejamos como crianças, mas não infantis. No aramaico, a língua que Jesus falava, a palavra usada para “criança” e “servo” é a mesma. En­contramos a verdadeira grandiosi­dade no caráter e no serviço, não na posição e nas posses (Fp 2:1 -13).

C.     O amor pelos que não pertencem à nossa congregação (vv. 38-41)

João achou que impressionaria Jesus com seu zelo; no entanto, ele repre­endeu-o, de forma amorosa, por sua falta de amor e discernimento. Os Doze pensavam que eram os úni­cos que serviam a Jesus? E os nove que ficaram esperando embaixo do monte tinham esquecido seu fracas­so em expulsar o demônio do rapaz? Como gostamos de criticar os outros

por alcançarem o sucesso que não conseguimos! O versículo 40 e Ma­teus 12:30, juntos, ensinam a im­possibilidade de permanecer neutro quando se trata de Jesus. Se não es­tamos com ele, estamos contra ele, e vice-versa. É perigoso achar que nossa comunhão com ele é a única certa e a única que o Senhor aben­çoa e usa em seu ministério.

D.     O amor pelo perdido (42-50)

Essa é a admoestação mais longa e aterradora de nosso Senhor a res­peito da condenação futura. Se não servimos aos outros (v. 35), pode­mos fazê-los tropeçar (“ofender”, v. 42) e levá-los à condenação eterna. Temos de lidar de forma drástica com o pecado que há em nossa vida tanto por nossa causa como dos ou­tros, pois o fogo do inferno é real e eterno.

Jesus comparou o inferno a uma fornalha acesa (Mt 13:42) e a um fogo inextinguível. A imagem aqui é a do depósito de lixo do vale do Hinom, fora de Jerusalém (2Rs 23:10; Is 66:24), no qual os restos eram queimados pelo fogo e comi­dos pelos vermes. A palavra grega para inferno (geenna) vem do termo hebraico Geh Hinnóm — “o vale de Hinom”. O inferno é um lugar real, e as almas perdidas sofrerão lá, e para sempre. Amamos o perdido ou apenas nos preocupamos em ser “o maior”? Na verdade, o povo de Deus dever ser “salgado com fogo” (sofrer perseguição — v. 49), e é importante que tenhamos “sal em […] [nós] mesmos” (manter o ver­dadeiro caráter e integridade cris­tãos — Mt 5:13). Provavelmente, os crentes que leram o evangelho de Marcos durante “o fogo ardente” da época de Nero sentiram-se enco­rajados por essas palavras de Jesus (1 Pe 4:12ss).

 

 

É formado em Teologia,  Análise e desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. Especializado  em Tecnologias de aprendizagem a distância,  produção de conteúdos digitais para a Internet e Mestre em Teologia.

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