Pastor Josias Moura

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Estudo bíblico para o encontro dos departamentos de homens, mulheres e jovens. Tema: Inimigos do crente Parte III (a carne)

Inimigos do crente Parte III (a carne)

Romanos 8.12-14

 

INTRODUÇÃO

A carne é considerada o pior dos inimigos do crente. Isto se deve principalmente à sua localização geográfica (entre o corpo e a alma) e também pela sua sutileza. A carne é como um animal feroz que “se agacha, e se esconde antes de atacar”. Seu perigo se intensifica na atitude de seu “hospedeiro” (o crente).

Pela regeneração, o crente passa a ser “a morada do Espírito Santo”, e o seu desafio a partir daí consiste em viver permanentemente sob a sua sábia direção. É um caminho difícil, pois consiste de renúncia do ego e crucificação do velho homem, mas o Espírito “nos assiste” (8.26), nos fortalece e ajuda, e no final, nosso esforço será recompensado com a vida eterna (“vivereis”, v. 13). Não podemos ser santos (viver no Espírito) e profanos (viver na carne) ao mesmo tempo, e o cristão que busca santificar-se deve manter sua vontade sujeita a Cristo e esmurrar o seu corpo (veja I Coríntios 9.27) para que o “fruto do Espírito” se manifeste naturalmente (G15.22).

PROPOSIÇÃO: Derrotamos a carne por meio de constantes exercícios espirituais.

 

I      – “PORQUE, SE VIVERDES SEGUNDO A CARNE, CAMINHAIS PARA A MORTE”.

       A palavra “carne”, como é tratada aqui, não tem nada a ver com o tecido muscular dos animais que empregamos como alimento (kreas; veja Romanos 14.21). No contexto do que estamos estudando, “carne” é sarx, no grego, e significa segundo o Dicionário Vine: “O estado não regenerado dos homens; o lugar do pecado no homem; o elemento mais baixo e temporário nos cristãos”. E outra definição mais popular revela ser a natureza humana caída, corrupta de antes da conversão, o velho homem (Romanos 6.6).

       O que é viver segundo a carne? Manter uma conduta ou procedimento de acordo com a antiga vida de pecado, ou de antes da regeneração. João afirma que quem continua na vida de pecado ainda não conheceu a Deus (l João 3.8-10). Quando recebemos a Jesus como Salvador e Senhor, Ele nos liberta da corrente do pecado que nos mantinha preso a Satanás (João 8.34).

       Jesus Cristo declarou que “…Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mt 16.25). O que Ele quis dizer com isso? Que precisamos assumir um compromisso verdadeiro com Ele; que devemos dizer não ao “velho eu”, cortar de nossa vida tudo o que não combina com Deus (veja Mateus 16.24).

       A Escritura declara: “Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção” (G16.8), e isto quer dizer que se optarmos por viver para nós mesmos (e não para Deus), de maneira dissoluta e conforme as obras da carne (5.19-21) o resultado será a perdição eterna no inferno.

 

II     – “MAS, SE, PELO ESPÍRITO, MORTIFICARDES OS FEITOS DO CORPO (…) VIVEREIS”.

       O corpo é o campo de lutas, a zona de perigo. A alma anima (ou controla) o corpo, mas se não for restaurada pela Palavra (veja Tiago 1.21) poderá mantê-lo em escravidão, em hábitos

nocivos e incompatíveis com a nova vida em Cristo. Nosso corpo (soma) deve ser apresentado a Deus todos os dias, na forma
de um sacrifício vivo e santo (separado, limpo, incontaminado). Ele também é o templo do Espírito de Deus na terra (ICoríntios 6.19) e está destinado à ressurreição gloriosa naparousia de Jesus (Romanos 8.11).

      Tiago afirma que a origem das contendas e disputas (que é motivada pela cobiça, sede de honra, arrogância etc.) que há entre as pessoas, vem dos “prazeres que militam na vossa carne” (4.1). O termo “prazeres” de hedone, prazer em um sentido negativo, pecaminoso (hedonismo: “doutrina moral que considera ser o prazer a finalidade da vida” – Dicionário Koogan Larousse), tem livre curso “na vossa carne” ou em nossos membros (por exemplo: a língua, as mãos, os olhos, a mente etc.).

      Para que o pecado não tenha livre curso nos nossos membros, precisamos “mortificar” (thanatoute – presente do indicativo ativo), isto é, matar ou colocar à morte o tempo todo esses impulsos pecaminosos, esses desejos que fazem parte do velho homem, da vida anterior ao nosso encontro com Jesus. Fazemos isso por meio de atos concretos, como vigiar o que falamos e fazemos, fugir da imoralidade (veja I Coríntios 6.18) e de toda aparência do mal (l Tessalonicenses 5.22), manter uma vida regular de oração (Mateus 26.41) e de estudo meditativo da Palavra de Deus (Salmo 1.1,2).

      “Mortificamos os feitos do corpo” ou crucificamos a carne, nos revestindo do Senhor Jesus Cristo (veja Romanos 13.14). Revestir de Cristo é o mesmo que nos vestir “do novo homem” (Ef 4.24) ou do caráter de Cristo e isso nos dá a condição para não darmos ocasião paia a carne se manifestar (“nada disponhais para a carne”). Precisamos “cortar as fontes de sustento” da carne.

      O apóstolo Paulo, escrevendo aos colossenses, aconselha-os a: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena” (3.5). O termo grego para “fazer morrer” é nekrosate, e significa o mesmo que apodreça-te, não tome a existir, desapareça. Nosso velho homem – com suas paixões – deve permanecer crucificado com Cristo (veja Gálatas 2.19).

      Paulo relata que o Espírito Santo pode e quer nos ajudar a vencer os “impulsos da carne”, e faz isso infundindo poder em cada um de nós para vivermos intensamente a vontade de Deus (por exemplo: por Ele vencemos a ganância, a avareza e distribuímos de modo liberal o que Deus nos dá; veja Atos 4.31-35). Mas esse poder vem se o buscarmos com sinceridade (Salmo 105.4). Obediência à direção ou voz do Espírito Santo é o mesmo que semear “para o Espírito” e isso é garantia de excelente colheita no futuro: a “vida eterna” (G16.8b).

 

III- “…OS QUE SÃO GUIADOS PELO ESPÍRITO DE DEUS SÃO FILHOS DE DEUS”.

      A nossa filiação a Deus é evidenciada pela nossa submissão à orientação e direção do Espírito Santo. Somos obedientes à sua voz e admoestação? O que significa ser “guiado pelo Espírito de Deus?”. É ter certeza que não somos mais escravos do pecado, do diabo e do mundo (estamos livres pela “lei do Espírito da vida” – 8.2) e que nossa vontade agora é dirigida para o alvo ou propósito certo da vida.

 

CONCLUSÃO

 

Conseguiremos vencer esse terrível inimigo chamado carne ao nos submeter ao nosso mais próximo e amoroso amigo: O Espírito Santo. Na vida do crente, o pecado nasce da sua falta de consagração a Deus, de santificação (veja Hebreus 12.14), em conseqüência disso a came – a inclinação pecaminosa – se manifesta nas suas mais variadas formas: a prostituição, a avareza, a idolatria, a bebedice e a glutonaria, a fofoca, a inimizade, a divisão etc. Jesus ensina em Marcos 7.18-23 que o coração não regenerado é a fonte de toda malícia e pecado.

É formado em Teologia,  Análise e desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. Especializado  em Tecnologias de aprendizagem a distância,  produção de conteúdos digitais para a Internet e Mestre em Teologia.

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