Pastor Josias Moura

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Estudo: CUIDADO COM OS SEUS SENTIMENTOS. Estudo bíblico para encontro de homens, mulheres, jovens e crianças.

CUIDADO COM OS SEUS SENTIMENTOS

SALMO 37:1-7:

1 Não te aborreças por causa dos homens maus, nem tenhas inveja dos malfeitores.
2 Pois em breve secarão como relva, murcharão como erva verde.
3 Confia no SENHOR e faze o bem; assim habitarás na terra e te alimentarás em segurança.
4 Agrada-te também do SENHOR, e ele satisfará o desejo do teu coração.
5 Entrega teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará.
6 Fará tua justiça sobressair como a luz, e teu direito, como o meio-dia.
7 Descansa no SENHOR e espera nele; não te aborreças por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do que trama o mal.

Introdução           

No Salmo 37, Davi, rei de Israel, alerta para o perigo de não administrarmos bem os nossos sentimentos. Corremos o risco de ficarmos indignados com os malfeitores e hospedarmos inveja em nosso coração de pessoas que praticam a iniquidade (v. 1). Devemos saber que a glória dessas pessoas é efêmera e que o vigor delas definhará como a relva (v. 2). Como podemos proteger nosso coração desses sentimentos mesquinhos?

            Em primeiro lugar, devemos por nossa confiança em Deus e viver de modo íntegro mesmo que sejamos vítimas de injustiças (v. 3).

Confiar em Deus num ambiente onde alguns praticam o mal e outros vivem às soltas na iniquidade é o antídoto para não ficarmos irritados nem termos inveja do aparente sucesso dos pecadores. Aqueles que confiam em Deus praticam o bem. Os malfeitores iníquos serão varridos e terão sua memória apagada, mas os mansos que não pagam o mal com o mal, antes confiam no Senhor, habitam a terra. Nas palavras de Jesus: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5.5).

            Em segundo lugar, devemos nos agradar do Senhor na certeza de que somente ele pode satisfazer os desejos do nosso coração (v. 4).

Em vez de fixarmos nossos olhos nos malfeitores para retaliarmos ou nos iníquos para os imitarmos, devemos nos agradar do Senhor. Os desejos do nosso coração não podem ser supridos com revide nem como inveja. Só o Senhor é a fonte que pode saciar os anelos mais profundos de nossa alma e dar-nos uma vida maiúscula e superlativa.

            Em terceiro lugar, devemos entregar nosso caminho ao Senhor, sabendo que ele suficientemente poderoso e bom para cuidar de nós (v. 5).

Isso significa que precisamos entregar nas mãos do Senhor tudo o que somos e temos e confiar nele, na certeza de que o mais ele fará. É imperativo colocar nas mãos de Deus os nossos planos, sonhos e aspirações. Ele é poderoso e sábio, assaz bondoso e sabe o que é melhor para nós. Somos pequenos e limitados demais para cuidar de nós mesmos. Não administramos o futuro. Não podemos sequer ficar de pé escorados no bordão da autoconfiança. Por isso, é sensato entregar nosso caminho ao Senhor, sabendo que ele é suficientemente poderoso para nos conduzir pelas veredas da justiça, pelas sendas da santidade e levar-nos ao destino da plena felicidade.

            Em quarto lugar, devemos descansar no Senhor na certeza de que aqueles que nele esperam estão seguros (v. 7).

A ordem é confiar, entregar e descansar. É impossível confiar sem entregar bem como entregar sem descansar. Não podemos colocar nossa vida nas mãos de Deus e tomá-la de volta. Não devemos depositar aos pés do Senhor nossa ansiedade e ao mesmo tempo trazer à baila nossos temores. A fé descansa na promessa. A fé apoia-se no caráter de Deus e confia na palavra de Deus. O resultado dessa entrega confiante é o descanso. Não precisamos viver atormentados pelo ruído das tempestades que nos ameaçam. Podemos nos agasalhar nos braços do Pai. Deus é a nossa cidade refúgio diante da fúria do inimigo. É nosso abrigo seguro no campo aceso da batalha. É nosso consolador, quando as lágrimas quentes brotam, como torrentes, dos nossos olhos.

Conclusão

O Salmo 37, depois de falar da alegria efêmera dos perversos e da felicidade permanente dos justos; da ruína completa dos ímpios e da vitória retumbante dos crentes, conclui dizendo que “vem do Senhor a salvação dos justos; ele é a sua fortaleza no dia da tribulação. O Senhor os ajuda e os livra; livra-os dos ímpios e os salva, porque nele buscam refúgio” (v. 39,40).

É formado em Teologia,  Análise e desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. Especializado  em Tecnologias de aprendizagem a distância,  produção de conteúdos digitais para a Internet e Mestre em Teologia.

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