lição 14 EBD. Tema: Organizando Igrejas em Creta

Lição 14 EBD. Tema: Organizando Igrejas em Creta

Tito 1:5-16; Tito 1:5: “Foi por esta causa que deixei você em Creta: para que pusesse em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituisse presbíteros, conforme prescrevi a você.”

E curioso notar como os valores do mundo corporativo são antagônicos aos do reino de Deus. Enquanto as multinacionais buscam pelos empreendedores notáveis, líderes natos com diversas habilidades e perceptiva ambição pelo sucesso para compor seus quadros de executivos, o Senhor busca por homens íntegros e irrepreensíveis. Aprende-se claramente que, para o Senhor, caráter vem bem antes de qualquer habilidade. E a razão, como disse John Stott, é que “antes de ser ministro da Palavra ou da igreja, os líderes são ministros ou servos de Cristo” (Sinais de uma Igreja Viva., Editora Fiel).

Nesta lição, notamos que os “executivos do Senhor”, que em breve assumiriam “cargos”, “empossados” por Tito, deviam ser homens que contemplassem todos os requisitos já existentes e “publicados” por Paulo. Observemos com muita atenção esse momento valioso da vida da igreja e aprendamos, não como devem ser apenas os pastores, e sim todos aqueles que se consideram servos do Senhor.

Aqui, Tito recebe de Paulo duas responsabilidades (Tt 1.5): organizar algumas coisas ainda necessárias e constituir presbíteros nas igrejas da região. Para isso, já existiam direções definidas (“conforme prescrevi a você”). Que ensino valioso! Possuímos a palavra do Senhor, que organiza as coisas e define quem continuará o processo de “suprir o que ainda falta àfé que vocês têm” (lTs 3.10) e presidirá bem a igreja de Jesus conforme Ele quer (lTm 5.17; lPe 5.2).

I.Características dos líderes na igreja (Tt 1.5-9)

1.Irrepreensíveis no casamento e na vida familiar (v.6)

Os líderes da igreja são homens que causam o primeiro impacto na própria casa. Antes de tudo, pais e maridos exemplares. Percebe-se que, antes de dirigir a igreja, o Senhor requer que os líderes saibam das direções do coração de seus filhos. Antes de pregar em púlpitos, encarando multidões, têm que aprender a enxergar a sua mulher como única e ser-lhe fiel até à morte. Para Sua igreja, Cristo busca homens que exercem o mais nobre dos governos – o do próprio lar.

2.Irrepreensíveis no caráter (v.7)

Os presbíteros não podem ser pessoas que possuem certas características. Paulo dá duas “listinhas” a Tito. Por elas, serão identificados aqueles que o Senhor ergueu para liderar a Sua igreja. A primeira lista contém pontos negativos.

a.Desclassificados – Veja referências bíblicas que denunciam a desclassificação de tais pessoas para o ministério:

  • Arrogante – Que se considera superior aos outros. É um líder que acredita, seja lá por qual razão, que todos são menores que ele. Só consegue enxergar o outro “de cima pra baixo”. Está desclassificado por Paulo em Filipenses 2.3: “Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo.”
  • Irascível – Faz da ira uma resposta recorrente a qualquer contrariedade que venha a passar. E uma pessoa desequilibrada, que frequentemente usa um vocabulário destruidor e que suas reações são sempre um perigo iminente. Desclassificado por 2Timóteo 2.24: “O servo do Senhor não deve andar metido em brigas, mas deve ser brando para com todos”.
  • Dado ao vinho – Possui o hábito de entregar-se à bebida alcoólica. Habacuque 2.5 nos diz que “o vinho é enganoso”. Assim, ser escravo dele (Tt 2.3) será uma flagrante contradição na vida daqueles a quem Cristo libertou. A sobriedade exigida da igreja não pode faltar no líder (lPe 1.13). Desclassificado pela ordem de que não devemos nos encher de vinho, mas do Espírito (Ef 5.18).
  • Violento – Suas armas não são espirituais, e os seus combates não se desenrolam nas regiões celestiais. Um homem que marca com sangue a sua terra não possui a menor possibilidade de assumir um rebanho, pois se torna presa fácil e não é cuidador. O presbítero, irremediavelmente, “leva desaforo pra casa”. Desclassificado pelo fato de Deus ter ouvido a oração do salmista (Sl 140.1,4).
  • Cobiçoso de torpe ganância – Alguém que aprendeu que tudo e todos existem para fazê-lo “subir de jatinho”. Esse não é pastor, mas negociante de ovelhas. É nojento (torpe) aos olhos do Senhor. Desclassificado pelo Salmo 10.3: “Pois o perverso se gloria da sua própria cobiça, o avarento maldiz o Senhor e blasfema contra ele”.

b.Aprovados – Percebe-se que as virtudes esperadas na vida dos presbíteros são os opostos diretos às negativas descritas, por isso veja a expressão “pelo contrário” (v.8 NA A); algo que Paulo gosta de usar nas suas “listinhas”, como em ITimóteo 6.11.

3.Irrepreensíveis na conduta (v.8)

a.No contato com as pessoas

Ser hospitaleiro – A palavra no grego quer dizer amigo de estrangeiros. No tempo de Paulo, havia muito movimento de crentes por causa de perseguição. Era essencial que tais pessoas encontrassem uma porta aberta na comunidade cristã.

Ser amigo do bem – A segunda palavra quer dizer: amigo de coisas boas ou amigo de boas pessoas. O líder na igreja deve demonstrar devoção a tudo aquilo que é melhor.

b.Na própria vida

Ser “sóbrio” – Segundo Kelly “em contraste com os traços desordeiros condenados” no versículo 7.

Ser”justo, piedoso” – Segundo Kelly “isso é, exemplar nos relacionamentos tanto com seu próximo quanto com Deus”.

Ter”domínio de si” que faz parte do fruto do Espírito (G1 5.23).

4.Irrepreensíveis na doutrina (1:9)

Nota-se que algo que se espera desses homens quanto à doutrina é que sejam apegados a ela. Homens que meditam dia e noite na Palavra (Sl 1.2) e, como resultado, tremem (is 66.2). Assim, possuem “poder” nas palavras, pois, além de transformados, não ensinam “achismos” nem se perdem em discussões fúteis (Tt 3.9).

II.Como lidar com os falsos mestres e as falsas doutrinas (Tt 1.10-16)

Tito precisava ficar de olhos bem abertos para um grupo perigoso na vida da igreja. Paulo destaca algumas marcas daqueles que “parecem, mas não são”. Trata-se de pessoas más, que certamente causariam grandes danos às novas igrejas em Creta.

1.Sua identidade (v.io)

A rebeldia é marca flagrante nos falsos mestres: pessoas que não se submetem ao evangelho de Cristo, o deus delas é o próprio ventre (Rm 16.18), e o baluarte é uma religião (nesse caso, os judeus da circuncisão). Tito precisava agir, pois a prisão do legalismo religioso promove uma distância abismai da graça.

2.Sua influência (vii)

Como podemos emudecer pessoas que não param de falar? Penso que anunciando o genuíno evangelho de Cristo. O campo duro e difícil para qualquer enganador é aquele que foi preparado pela verdade, que dificilmente será uma terra boa para as sementes do mal. Para isso, precisa-se entrar nas casas (relacionamento) e libertar as pessoas pelo anúncio das boas-novas de Cristo (Jo 8.32). Urge que falemos a verdade, e assim emudeceremos os enganadores.

3.Seu caráter (v.i2 i4)

Tito e os presbíteros deviam repreender os crentes da igreja de Creta que, por causa das falhas no caráter dos cretenses, forneciam solo fértil para a disseminação do erro, especialmente aquele que promovia ociosidade e especulação. Bastava repreendê-los pela verdade do Senhor. Mentira, ferocidade e preguiça são denúncias já confirmadas. A saúde da nossa fé depende também da forma que reagimos frente aos mentirosos, pois são sedutores, objetivam neutralizar o cristão na sua caminhada e mudar o seu foco. São estes os mesmos que Davi advertiu a seu filho, Salomão (Pv 4.14-16).

4.Seus erros (v.14 16)

a.Ocupam-se com os mandamentos de homens – Paulo diz, em Gálatas 1.10, que os conceitos dos homens sobre ele não tinham importância, mas sim os do Senhor. Os falsos mestres não possuem esse valor.

b.Tem noção falsa de pureza – Que se baseia na lei da rédea, do controle, da proibição no tocar nisso ou naquilo. O evangelho nos diz que, quando Jesus tocou no leproso (imundo), foi o homem quem ficou curado, não Jesus que Se contaminou. Isso é o evangelho!

c.Professam conhecer a Deus, mas pelas obras o negam – Nada possui uma declaração mais evidente da nossa fé em Deus do que as nossas reações e os nossos valores. A questão não é se professamos a fé, mas como o que professamos se associa aos nossos atos. Os falsos mestres são aqueles que, como não há Deus como referência de vida, a conduta deve estar de acordo com a religião, com o conjunto de normas, mesmo que totalmente desassociada ao caráter de Yaweh.

Conclusão

Paulo registra a palavra REPROVADO (Tt 1.16). Que coisa dura de ler! Há aqueles que são reprovados, e outros que assumirão o presbitério, obra esta que Paulo chama de excelente (lTm 3.1).

Oremos e trabalhemos para que a Igreja de Cristo seja presenteada com homens APROVADOS. Que Jeremias 3.15, em que Deus diz: “Darei a vocês pastores segundo o meu coração, que os apascentem com conhecimento e com inteligência”, seja testemunhado por nós e pelas nossas gerações!

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