Lição 12 EBD. Tema: Pregar o evangelho

Lição 12 EBD. Tema: Pregar o Evangelho

2Timóteo 4.1-22, 2Timóteo 4.2

“Pregue a palavra, insista, quer seja oportuno, quer não, corrija, repreenda, exorte com toda a paciência e doutrina.”

Paulo estava preso e tinha a preocupação de que o evangelho de Cristo continuasse sendo pregado. Timóteo foi advertido, conjurado, a continuar pregando. Ele precisava fazer da pregação da palavra de Deus o objetivo primordial de sua vida. Com essa forte convicção, Paulo o orienta e, de certa forma, nos orienta também a pregarmos o evangelho a qualquer tempo, em qualquer lugar, a qualquer pessoa. Essa pregação, no entanto, precisa ser cercada de certos predicativos.

I.Pregar com fidelidade e ousadia (2Tm 4.1-5)

O evangelho de Cristo é a mensagem mais preciosa que alguém necessita ouvir. Assim, precisamos pregar com fidelidade e ousadia. Paulo nos dá alguns motivos relevantes para pregarmos ousadamente.

1.Por causa do julgamento (v.1-2). Paulo está gritando: “Diante de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu Reino, peço a você com insistência que pregue a palavra”. Ele entendia que a pregação era a única maneira de preparar os homens para o julgamento que ocorrerá quando Jesus regressar. Ele se refere àquele julgamento que será realizado após a ressurreição (2Co 5.10). Essa pregação apaixonada salvará alguns e condenará outros. Apenas devemos lembrar que, mesmo pregando com tanta ousadia, não devemos ultrapassar os limites do bom senso. Preguemos “com toda a paciência e doutrina” (v.2).

2.Por causa da doutrina (v.3-4). O velho apóstolo parece estar em nossas igrejas dizendo: “não deixemos que as igrejas sejam dirigidas por falsos mestres, por gente que fala para aguçar os desejos humanos”. Haverá um tempo em que os ouvintes preferirão ouvir as fábulas, as histórias bonitas e extravagantes em detrimento do verdadeiro evangelho de Cristo (v.3). Será que já chegou esse tempo em que a maioria dos homens terá dificuldade para ouvir a verdade? Sejamos firmes em nossa proclamação. Devemos ser fiéis e ousados. O evangelho é digno desse cuidado especial.

3.Por causa do ministério (v.5). Paulo orienta Timóteo a se diferenciar dos que pregam para agradar aos homens. Ele diz: “Mas você…” (v.5). Ele não podería impedir que homens maus pregassem fábulas e doutrinas falsas, mas Timóteo não deveria se unir a eles. O servo fiel terá que suportar as aflições, terá que fazer o árduo trabalho de evangelista e cumprir cabalmente, sem interrupção, o ministério dado por Deus, sabendo que passará por muitas tribulações (jo 16.33).

II.Pregar com perseverança (2Tm 4.6-8)

Ao fechar a cortina da vida, a cena que está diante de Paulo é a de que ele logo partirá para se encontrar com Cristo (v.6-7; Fp 1.23). Mas ele não termina sua carreira como fracassado, ao contrário, olha para o passado e diz: “Combatí o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” Paulo não desperdiçou sua vida vivendo de forma banal, não investiu seu tempo correndo atrás de coisas vãs e passageiras. Ele apresenta, neste texto, o significado de pregar com perseverança.

1.Significa combater o bom combate. Paulo combateu o bom combate. O termo aqui no grego é agonizomai, que traz a conotação de uma luta intensa, até agonizar, até não aguentar mais. Nós também nos encontramos numa batalha espiritual constante. A Bíblia faz referência a três inimigos do salvo: Satanás (lPe 5.8-9), o mundo (ljo 2.15-17) e a nossa própria carne (G15.16-17). Felizmente temos os recursos para ser vitoriosos. A leitura da Bíblia, a oração e a comunhão com os irmãos são algumas das ferramentas para vencermos sempre.

2.Significa completar a carreira. Paulo correu até ao fim. A vida cristã é como uma grande corrida, e devemos correr com perseverança até à bandeirada final (Hb 12.1-2). Completar a carreira significa fazer tudo o que deve ser feito. Paulo exorta Timóteo a cumprir cabalmente o ministério confiado a ele (e a nós!) (v.5). Jesus é o maior exemplo desse ministério completo. Ele mesmo foi incentivado a receber a glória sem a cruz, especialmente na tentação, no deserto (Mt 4.8-9), porém, não retrocedeu até que tudo estivesse consumado. Jesus nos amou até ao fim (jo 13.1).

3.Significa guardar a fé. Agora Paulo usa o verbo guardar, que tem o sentido de observar, não de esconder. Ele lutou conforme a exata determinação que recebera de Deus, não acrescentou nem tirou nada; ele obedeceu.

O Espírito Santo nos ajuda a preservar esse tesouro (2Tm 1.14). Assim, no mesmo Espírito, em meio a tantas lutas, falsas doutrinas e desvios doutrinários que rodeiam a igreja de Cristo, devemos guardar a fé, a doutrina, a convicção doutrinária, os seus postulados, aquilo que aprendemos desde o início.

III.Pregar com parceria e amizade cristã (2Tm 4.9-13,19-22)

Precisamos sempre ter amigos cristãos. O próprio Senhor Jesus se cercou de discípulos que mais tarde foram chamados de amigos (Jo 15.15). Salomão nos ensina que há amigos mais chegados do que irmão (Pv 18.24). Paulo cita tantos amigos em suas cartas. Aqui, neste texto, ele fala de Timóteo, Lucas, Marcos, Tíquico, Carpo, Priscila e Aquila, Onesíforo, Erasmo, Trófimo, Eubulo, Prudente, Lino, Cláudia. Ele nunca trabalhou de maneira isolada.

O texto nos apresenta razões por que Deus nos impulsiona à amizade espiritual.

1.Para o nosso auxílio pessoal e ministerial. Paulo pediu que Timóteo fosse ao seu encontro (v.9). Ele se sentia muito sozinho, pois havia perdido a companhia de Demas, de Crescente e de Tito. O Senhor Jesus teve o mesmo sentimento em Seus últimos dias de vida (Mt 26.38). Em todas as suas cartas, Paulo faz referência aos cooperadores, aos companheiros de ministério. Ele cita Urbano (Rm 16.9), Timóteo (Rm 16.21), Tito (2Co 8.23), Aristarco, Demas e Lucas (Fm 24). Feliz é o servo de Deus que atrai para a causa de Cristo os cooperadores, os que cooperam com ele. Lembremo-nos sempre de que somos servos, não senhores uns dos outros, e todos servos de Cristo. O único Senhor é Jesus, e mesmo Ele foi tantas vezes definido como “Servo” (is 53.11; At 3.13,26).

2.Para o nosso aperfeiçoamento espiritual. Ao se referir a João Marcos, Paulo o considera útil para o seu ministério (v.ll). No passado, João Marcos tinha abandonado a missão. Assim, quando Barnabé quis levá-lo para visitar as igrejas, Paulo não permitiu. Houve discórdia entre eles (At 15.36-41). Os anos se passaram, e agora Paulo reconheceu que João Marcos lhe seria muito útil no ministério. Deus usa os nossos companheiros de caminhada para nos ensinar, para nos aperfeiçoar, para nos modelar. Sem essa amizade cristã, não teríamos oportunidade de ser transformados por Deus.

3.Para o nosso suprimento. Paulo solicita ao seu pupilo Timóteo que leve até ele a sua capa e os seus livros (v.13). Ele pede estes favores a um de seus discípulos mais amados.

Em outros textos, Paulo se refere a pessoas que o sustentavam. A mãe de Rufo foi considerada por Paulo como sua própria mãe (Rm 16.13). A igreja de Filipos tinha levantado uma oferta para o velho apóstolo, agora preso (Fp 4.18). Ele aceitou de bom grado o que lhe foi oferecido. Semelhantemente Jesus também foi assistido por algumas mulheres (Mc 15.41).

IV.Pregar, mesmo havendo adversários e adversidades (2Tm 4.14-18)

Já vimos que Paulo era alguém que trabalhava em equipe, no entanto, esse homem de Deus tinha muitos adversários e grandes adversidades. Ele cita a dor que lhe impuseram as autoridades e as falsas testemunhas numa audiência judicial. É possível que Alexandre, citado no verso 14, tenha sido uma testemunha muito prejudicial ao velho apóstolo. Muitos o abandonaram durante o julgamento e não o defenderam (v.ló). Também temos amigos e parceiros, mas sempre haverá adversário e adversidade em nossa jornada cristã. Em tempo de adversidades, devemos tomar alguns cuidados.

1.Verificar cuidadosamente a adversidade. Paulo tinha plena convicção de que o sofrimento que lhe fora imposto era em função do evangelho (v.17). A pregação deveria ser protegida, e não a pessoa humana. A sua vitória não era em função de um livramento pessoal, mas da possibilidade de pregar o evangelho. Não há mérito algum em sofrer por causa de nossas próprias falhas, mas sofrer para que o evangelho flua é um desafio muito precioso (lPe 2.19-20). Sejamos gratos, no entanto, se o sofrimento nos vier por causa de Cristo e Sua obra. Tenhamos esse sofrimento como graça especial (Fp 1.29).

2.Trabalhar bem a reação (v.14-16). Observemos que Paulo, nos dias mais difíceis de sua vida, reagiu de modo cristão. Diante de Alexandre, simplesmente disse: ‘‘o Senhor dará a retribuição de acordo com o que ele fez” (v.14). Da mesma forma, diante dos que o abandonaram, se expressou assim: “Que isto não lhes seja posto na conta!” (v.ló). Paulo se assemelhou ao diácono Estêvão que, diante de seus algozes, pediu que Deus não lhes imputasse aquele pecado (At 7.60). Os dois estavam no mesmo espírito do Senhor Jesus, que suplicou perdão para os que O matavam, dizendo: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34).

A maturidade cristã é vista muito mais na reação do que na ação. A resposta aos adversários e às adversidades revelam muito mais o que somos do que quando agimos sem pressão alguma. Crentes maduros costumam reagir com prudência diante das contrariedades (Rm 12.17-18).

3.Confiar intensamente em Deus. Paulo não subestima a adversidade, nem a humana nem a maligna (v.18). O leão, aqui no final do verso 17, pode se referir a Nero, o Imperador, visto que era homem sanguinário, ou ao próprio Satanás, que por Pedro é comparado com o leão (lPe 5.8). Paulo, homem experimentado nas batalhas, nos exorta a tomarmos toda a armadura de Deus e, no final, permanecermos firmes (Ef 6.10-13).

Conclusão

Paulo termina essa carta e, possivelmente, três décadas de ministério, com duas expressões grandiosas: a primeira é: “A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (v.18). A segunda, após a saudação final foi dirigida a Timóteo: “O Senhor esteja com o seu espírito. A graça esteja com vocês” (v.22).

Com essas palavras, Paulo, na prisão, à beira da morte, esperava estimular o tímido Timóteo, e todos nós a continuarmos o trabalho de Deus, até que Cristo volte. Como bem terminou Stott o seu comentário: Dele a graça, a Ele a glória. Quais serão nossas últimas palavras?

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