Estudo para EBD Lição 03 – A oração e o culto público

Lição 03 – A oração e o culto público

1Timóteo 2.1-15;

Eclesiastes 5.1: “Guarde o pé, quando você entrar na Casa de Deus. Chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer um sacrifício de tolos, que fazem o mal sem se dar conta.”

O ambiente do culto é diferenciado. O “solo” é diferente, “é terra santa” (Êx 3.5). Qual é a nossa postura quando a oração é no culto? Uma coisa é orar no quarto fechado (Mt 6.6), e outra é orar em público. Vejamos algumas razões que podem justi­ficar o “medo” de falar em público:

  • consciência natural das próprias limitações (Êx 4.11);
  • timidez que dificulta a falar em público (Êx 4.10);
  • decepção antiga causa medo de fracassar (Êx4.1);
  • vontade de não ser visto (Êx 4.14).

 

I. A oração de todos por todos (ITm 2.1-8)

  1. Tempo para a oração “Antes de tudo’. Toda ação deveria ser precedida de oração. Aversão NTLH diz “Em primeiro lugar” – a oração deveria ter primazia. Temos pequena disposição em passar uma hora em oração, não obstante a isso, “muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg5.16).
  1. Variação da oração “ …súplicas, orações, intercessões, ações de graças… ”. Trata-se de quatro sinônimos que nos dão maior visão da oração: súplicas – necessidades mais específicas; orações – necessidades mais comuns, mas sempre presentes; intercessão – necessidades de outrem; ações de graças – expressões de gratidão, reconhecendo a bondade de Deus.
  1. Advertência para oração “…peço…” Paulo insiste a que se pratique a oração. Portanto, não era uma sugestão, e sim uma ordem. Precisamos nos disciplinar a ter vida de oração, a reservar um local e um tempo para a “oração do quarto fechado”, mas temos necessidade de “orar em todo lugar”.
  1. A abrangência da oração “… emfavor de todas as pessoas…” Não apenas pelos meus interesses, mas pelas autoridades, quer sejam boas ou não. Paulo estimula a que nossa oração alcance todos os grupos: governantes (v.2), todos os que têm autoridade (v.2), os gentios (v.7) e, por implicação, os judeus.
  1. 0 objetivo da oração “… para que vivamos vida mansa e tranquila…”
  2. 0 prazer da oração “Isto é bom e aceitável diante de Deus”. O Senhor tem satisfação em nossas orações, especialmente as de intercessão pelos outros.
  1. 0 local para oração em todos os lugares…”.

Todo tempo é tempo de orar; todo local é próprio para a oração. Incentive seus filhos a orarem a partir do culto doméstico; dê oportunidade para que eles cresçam nessa área tão importante da vida cristã. Que tal revezamento nas orações: um dá graças no café da manhã, outro no almoço e outro no jantar? Bons incentivos e reconhecimento proporcionarão crescimento sadio que os ajudará a vencer barreiras pessoais.

II. Os homens no culto (1Tm2.8)

Paulo agora descreve o que Deus espera de homens e mulheres no que diz respeito ao culto público. Embora tudo o que façamos seja “culto” ao Senhor, existe um momento e um local em que nos juntamos a outras pessoas para celebrar ao Senhor. Nesse momento, a postura de cada um de nós deve ser observada. Existem atividades nossas que só são cabíveis no culto pessoal, e outras que são restritas ao culto público.

No AT, o culto público era muito bem detalhado, e as recomendações tão claras e específicas, existindo uma postura adequada: “Guarde o pé, quando você entrar na Casa de Deus” (Ec 5.1). Não podemos esquecer que é necessária uma roupa apropriada no que tange ao ajuntamento para cultuar.

Alguns dos sinais ritualistas que faziam parte do culto público do AT não são encon­trados no NT. O que subsiste são os princípios que preservam a ordem. Neste texto, Paulo atenta para as atitudes próprias ao culto público.

  1. “Quero, pois, que os homens orem em todos os lugares”

Aqui Paulo reforça a necessidade de oração por parte de quem tem a responsabilidade da liderança, tanto no âmbito doméstico como eclesiástico. Os líderes possuem o privilégio de serem alvos da oração do povo de Deus, conforme o próprio Paulo recomenda (lTs 5.25; 2Ts 3.1; Hb 13.18), e também têm o compromisso de orar pelos liderados, conforme aqui é exposto.

  1. “Levantando mãos santas”

A postura física na oração não é uma questão tola, uma vez que em muitos lugares ela é citada (Ne 8.6; Tg 4.8; Lc 24.50). Aqui a expressão “mãos santas” alude não somente à postura do membro em si, mas se verifica a necessidade de santidade, de uma postura de alma limpa, conforme recomenda Davi (Sl 24.3-4).

  1. “Sem ira e sem animosidade”

A ideia presente aqui é que a oração vertical precisa ter o compromisso da oração horizontal. A minha postura com o irmão abre portas para a minha oração. O Senhor sempre valorizou a comunhão entre irmãos. Lembre-se da recomendação de Jesus no sermão da montanha: “Portanto, se você estiver trazendo sua oferta ao altar e lá se lembrar que o seu irmão tem alguma coisa contra você,… vá primeiro reconciliar-se com o seu irmão…” (Mt 5.23-24).

 

III. As mulheres no culto (ITm 2.9-15)

“Da mesma forma”; “semelhantemente” – Isso denota que exortações também eram passadas às mulheres, no que tange ao culto público. Enquanto para eles o investimento no culto se dava numa postura de santidade que devia iniciar na observação dos rela­cionamentos fraternais; para elas a postura adequada ao culto público devia começar em casa, com a escolha da roupa.

  1. “… em traje decente…”. O culto de todos nós começa mesmo em casa, na nossa motivação, no investimento individual. A recomendação paulina é que as mulheres se observem antes, para não serem observadas pela roupa. O atrativo delas não deveria ser as roupas. Ao vestirem­-se para o culto, as mulheres devem usar de bom senso, de decoro. O que Paulo tinha em mente é uma postura que não atraísse a atenção dos outros sobre elas. Paulo está dizendo que o verdadeiro adorno de uma mulher não deve se limitar ao vestuário. A mulher cristã sabe que o seu verdadeiro adorno não é ex-terno, embora a roupa seja a expressão de uma modéstia interna. Nada há de errado em as mulheres andarem bonitas e bem arrumadas, mas será preciso agir com mente sadia e evitar os excessos e extremos, isso é bom senso.
  1. “…boas obras…”. A prática de boas obras deveria ser a marca das mulheres cristãs. As pessoas olhariam tais obras e certamente “glorificariam a Deus”. O verdadeiro adorno da mulher virá pela realização de boas ações. Uma excelente recomendação aliada a essa é encontrada em lPedro 3.3-4, quando menciona as esposas. Embora Deus não se oponha à beleza externa, pois Ele mesmo assim criou e “viu que era bom”, Ele Se agrada da beleza que está no coração.
  1. “A mulher aprenda em silêncio”. Embora não tenhamos clareza sobre a razão por que Paulo escreveu esta seção, eis algumas idéias:

a) alguns mestres se infiltraram na igreja em Éfeso explorando a disposição das mulheres e ensinavam heresias, como proibição de casamento, abstinência de alimentos (lTm 41.3);

b) no tocante à aplicação deste ensino, existem duas escolas – uma ensina que esse assunto é temporal e circunstancial, pois lá havia viúvas que se entregavam aos prazeres (l.Tm 5.5-6), e outras mulheres carregadas de pecados (2Tm 3.6). A outra escola defende que esse ensino tem significação para todos os tempos e épocas, visto que Paulo usa dois argumentos fortes: a ordem da criação e a entrada do pecado, ou seja, na propriedade de Adão, no ato da criação; e na pro­priedade de Eva, no ato da queda. O primeiro argumento paulino é que “primeiro, foi formado Adão, depois, Eva”, ou, como ele mesmo diz em Coríntios: “Porque o homem não foi feito da mulher, mas a mulher foi feita do homem” (lCo 11.8). O segundo argumento alude à queda: “Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (lTm 2.14).

Paulo atribui às mulheres uma posição diferente da dos homens no culto público, não inferior. Entendemos que muitas mulheres dentro da igreja são verdadeiramente abençoadoras por sua prudência, sensatez, sabedoria, e que tais nunca reivindicaram títulos ou honras para si mesmas, deixando com o seu Senhor tais reconhecimentos e recompensas. E o Senhor, sendo fiel como é, o fará de bom grado.

Conclusão

A perspectiva de Deus para o culto exige fraternidade, simplicidade, santidade: “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher” (1 Co 11.11), “mas, se alguém quiser discutir essa questão, saiba que nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus” (lCo 11.16).

Lembre-se do sentimento de Davi no salmo 122: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor”, e dê atenção ao conselho do autor de Hebreus: “Não deixemos de nos congregar, como é costume de alguns. Pelo contrário, façamos admoestações, ainda mais agora que vocês veem que- o Dia se aproxima.” (Hb 10.25).

 

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