Sermão: Lições da Santa Ceia Sobre o Agir de Deus

Lições da Santa Ceia Sobre o Agir de Deus

Texto: João 13:1-20; 31-35 (NTLH)

Jesus ensina o significado de servir

1 Faltava somente um dia para a Festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a hora de deixar este mundo e ir para o Pai. Ele sempre havia amado os seus que estavam neste mundo e os amou até o fim. 2 Jesus e os seus discípulos estavam jantando. O Diabo já havia posto na cabeça de Judas, filho de Simão Iscariotes, a idéia de trair Jesus. 3 Jesus sabia que o Pai lhe tinha dado todo o poder. E sabia também que tinha vindo de Deus e ia para Deus. 4 Então se levantou, tirou a sua capa, pegou uma toalha e amarrou na cintura. 5 Em seguida pôs água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha.
 6 Quando chegou perto de Simão Pedro, este lhe perguntou: —Vai lavar os meus pés, Senhor?
 7 Jesus respondeu: —Agora você não entende o que estou fazendo, porém mais tarde vai entender!
 8 —O senhor nunca lavará os meus pés! —disse Pedro. —Se eu não lavar, você não será mais meu discípulo! —respondeu Jesus.
 9 “—Então, Senhor, não lave somente os meus pés; lave também as minhas mãos e a minha cabeça! —pediu Simão Pedro.”
 10 Aí Jesus disse: —Quem já tomou banho está completamente limpo e precisa lavar somente os pés. Vocês todos estão limpos, isto é, todos menos um. 11 Jesus sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: “Todos menos um. ”
 12 Depois de lavar os pés dos seus discípulos, Jesus vestiu de novo a capa, sentou-se outra vez à mesa e perguntou: —Vocês entenderam o que eu fiz? 13 Vocês me chamam de “Mestre” e de “Senhor” e têm razão, pois eu sou mesmo. 14 Se eu, o Senhor e o Mestre, lavei os pés de vocês, então vocês devem lavar os pés uns dos outros. 15 Pois eu dei o exemplo para que vocês façam o que eu fiz. 16 Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o empregado não é mais importante do que o patrão, e o mensageiro não é mais importante do que aquele que o enviou. 17 Já que vocês conhecem esta verdade, serão felizes se a praticarem.

Jesus fala da traição

 18 “—Não estou falando de vocês todos; eu conheço aqueles que escolhi. Pois tem de se cumprir o que as Escrituras Sagradas dizem: “Aquele que toma refeições comigo se virou contra mim”.” 19 Digo isso a vocês agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vocês creiam que “EU SOU QUEM SOU”. 20 “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem receber aquele que eu enviar estará também me recebendo; e quem me recebe recebe aquele que me enviou.”

Jesus prediz que Pedro o vai negar

 31 Quando Judas saiu, Jesus disse: —Agora a natureza divina do Filho do Homem é revelada, e por meio dele é revelada também a natureza gloriosa de Deus. 32 E, se por meio dele a natureza gloriosa de Deus for revelada, então Deus revelará em si mesmo a natureza divina do Filho do Homem. E Deus fará isso agora mesmo.

 33 Meus filhos, não vou ficar com vocês por muito tempo. Vocês vão me procurar, mas eu digo agora o que já disse aos líderes judeus: vocês não podem ir para onde eu vou. 34 Eu lhes dou este novo mandamento: amem uns aos outros. Assim como eu os amei, amem também uns aos outros. 35 Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos.

Introdução 

Neste cenário, onde Jesus está reunido com seus discípulos, ele nos ensina algumas lições importantes. Lições que são ensinadas por meio de seu exemplo.

No texto acima há 03 momentos: O momento em que Jesus ensina o que é servir, o momento em que fala que será traído  e por fim o momento em que prediz que Pedro o negará.

Vejamos nesta ocasião como Jesus age e o que nos ensina:

I. Jesus age nos dando certeza do seu amor. v. 1

“Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.”

 – O discípulo precisa crer que o amor de Deus é incondicional.  Mesmo quando não correspondido Deus continua amando os seus. Mesmo quando somos infiéis Deus continua nos amando. Mesmo sendo humilhado, acusado injustamente, abandonado, preso e finalmente morto, Jesus continua amando os seus. 

– O discípulo precisa crer  que o amor de Deus é sacrificial – “Mas Deus demonstra seu amor por nós pelo fato de ter Cristo morrido em nosso favor, quando ainda éramos pecadores.” (Romanos 5:8)  

– O discípulo precisa crer que o amor de Deus é proposital –  Desde o principio Deus resolveu amar. Ele tomou a iniciativa de amar. “Pois Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.”  (João 3:16). 

– A certeza do amor de Deus traz segurança.  Considerando os desafios que os discípulos enfrentariam logo após a morte de Jesus eles precisariam ter certeza de que Jesus os continuaria amando em qualquer circunstância.

II.  Jesus age trazendo aos seus discípulos consciência de sua missão

– Observe o que o Evangelista João percebeu e escreveu no verso 1 e 3: “…sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai …”. “ sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos e que ele viera de Deus e voltava para Deus…” A expressão “sabendo” nos mostra a consciência que Jesus tinha de sua missão neste mundo. Talvez este tenha sido um dos momentos mais emocionantes do ministério de Jesus, contudo ele não deixa suas emoções entorpecerem sua consciência. A sua missão estava bem vivida diante de seus olhos: “Morrer para salvar eu e você.”  

– A semelhança de Jesus, seus discípulos precisam ter consciência de seu papel neste mundo. Os discípulos não podem se distrair com as “demandas deste mundo que jaz no maligno.” É legitimo ter aspirações enquanto vivemos neste mundo, contudo nossa paixão e ambição maior é o avanço do reino de Deus.

III.  Jesus age tratando nosso mundo interior

– Os discípulos de Jesus precisam vencer o orgulho, a prepotência e o  egoísmo e assim aprenderem a servir. Jesus se levanta e lava-lhes os pés como exemplo daquilo que eles deveriam fazer uns aos outros. V.5

Jesus nos dá aqui um exemplo profundo do que significa servir. Lavar os pés de um convidado era um serviço que o criado da casa deveria realizar. Mas aqui vemos não o senhor da casa fazendo isso, e sim o SENHOR DO UNIVERSO, O SENHOR SOBERANDO SOBRE A HISTÓRIA, se colocando como servo da humanidade.

A atitude de Jesus de fazer o que era papel de um criado certamente confunde a Pedro. Toda a lógica de Pedro sobre o que era liderar foi confrontada pela atitude de Jesus. Pedro certamente achava que liderar era estar em uma posição de proeminência. Ao lavar os pés dos discípulos como um criado fazia, Jesus estava ensinado que a essência de nossa existência é viver para servir. 

 – Os discípulos precisam vencer a auto-suficiência, arrogância, a soberba. No verso 36 quando Pedro diz “Por ti darei a própria vida, Jesus responde: Darás a tua vida por mim?”  Em seguida Jesus prediz a negação de Pedro, mostrando-lhe que ele estava exposto a possibilidade de ter fraquezas como qualquer outra pessoa.

 IV.  Conclusão

Após ensinar sobre o amor, mostrando-lhes  qual era sentido de sua missão e ministrar-lhes sobre a importância de atuarem através do reino como servos, por fim aqui Jesus aponta aos discípulos um novo horizonte no verso 34:

“Novo mandamento vos dou; que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei…”

Amar o próximo não era um mandamento novo para os discípulos, pois este mandamento constava nas leis de Levítico no Antigo Testamento.  Porém “amar ao próximo assim como Cristo os amou era um mandamento revolucionário. Jesus agora pedia que eles praticarem o amor com base no amor sacrificial de Cristo por nós. Jesus aqui se coloca mais uma vez como referência para seus próprios discípulos.

Os discípulos precisam compreender que agora estavam em um novo momento.  E nesse novo momento deveriam trabalhar no reino motivados pelo amor.

O que será que motiva a você a mim, de fazermos qualquer em nossa Igreja? O que deve nos motivar para liderar, para evangelizar, para dirigir um culto, para organizar uma festividade, para fazer de um ministério de louvor e adoração?

A resposta é que DEVEMOS SER MOTIVADOS PELO AMOR. Já experimentamos esse amor em nossas vidas através do exemplo de Cristo. Que sejamos capazes de amar também como ele nos amou.

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