Estudo Bíblico para classe única da Escola Bíblica dominical da Igreja Betel Geisel

O jejum que Deus requer

"e então jejuarão naqueles dias." Marcos 2: 20

Textos Base: Atos 13:1-3 e Mt. 4:1-11

A ênfase à vida devocional é resultado do avivamento. Estudar a Bíblia e procurar vivê-la, dedicar-se à oração e ao jejum são atividades de pessoas que estão muito preocupadas com seu relacionamento com Deus.

No entanto, muitas pessoas vão-se acomodando. Pas­sam a ler menos a Bíblia, a orar e a jejuar. Que nos ensinam as Escrituras sobre jejum? É uma atividade saudável para nossa fé? Veremos isso nesta lição.

I – QUE É O JEJUM

Jejum é a abstinência total de alimentos. Deve ser uma prática religiosa voluntária associada à pureza de vida, Is 58: 3-7. Para o catolicismo, o jejum é penitência através da qual o fiel adquire méritos diante de Deus. À luz do Novo Testamento, não podemos concordar com tal conceito, Hb 10: 18.

O que podemos deduzir mediante o estudo bíblico é que o jejum libera forças espirituais, canalizadas pela oração, At 13: 2 e Mt 17: 21, para o serviço de Deus. Eis porque sempre devemos associar o jejum à oração, e ambos ao coração quebrantado e contrito, que é sacrifício agradável a Deus, SI 51: 17. O apóstolo Paulo, logo após sua conversão em Damasco, fez um jejum completo durante três dias, At 9: 9: não tomou água e nada comeu.

A necessidade do jejum

Muitos levam sua vida religiosa apenas por meio da freqüência aos cultos e momentos de louvor. São os que lêem no trecho de Mc. 2:18-22 apenas a ex­pressão "os teus discí­pulos não jejuam", con­cluindo apressadamen­te que tal exercício espi­ritual não é pratica "dos filhos das bodas".

Esquecem-se, por isso, das palavras do próprio Cristo "Dias virão, con­tudo, em que lhes será tirado o noivo; e nesse tempo jejuarão. "v. 20. A prática do jejum forta­lece a vida espiritual, aproxima o crente de Deus, conduz ã santificação e ao desejo de servir ao Reino.

II – O JEJUM NA BÍBLIA

a) No Antigo Testamento. O jejum era um preceito da Lei em Israel. A nação inteira era convocada a jejuar no dia da expiação, Lv 16: 29. Excepcionalmente, era feito nas ocasiões de calamidade nacional, Jz 20: 26; Jl 2: 12; Jn 3: 5, ou de luto geral, 1 Sm 31: 13. Após o cativeiro, foram introduzidos outros dias de jejum, Zc 8: 19.

Veja algumas das circunstâncias em que o povo jejuou:

Diante da iminência da guerra, pedindo socorro ao Senhor, 2 Cr 20: 3;

Confessando pecados, humilhando-se perante o Se­nhor e pedindo vida abençoada para as famílias, Ed 8: 21;

Em atitude de contrição, Ne 9:1; Et 4: 3; SI 35:13

O profeta Isaías criticou o jejum praticado como simples ritual religioso. Rituais não servem para nada. Comunhão com Deus exige atitudes que mostrem a nova vida que temos pelo novo nascimento, Is 58: 5, 6.

b) No Novo Testamento. Ao tempo de Jesus, os fariseus chegaram a jejuar duas vezes por semana, Lc 18: 12. Mas eram hipócritas e foram, por isso, criticados. Jesus ensinou que quem jejua não deve mostrar-se contristado ou abatido, com o propósito de que os outros percebam seu jejum, Mt 6: 16, 18.

Um aspecto importante do ensino de Jesus sobre o jejum está em Mt 17: 21 e Mc 9: 29. O Senhor menciona o jejum e a oração como fontes de autoridade sobre poderes espiri­tuais malignos. O próprio Jesus fez um jejum de 40 dias, Mt 4. Pelo jejum, oração e poder da Palavra ele venceu o diabo. A Igreja primitiva jejuava antes de tomar decisões importan­tes, At 13: 2-3; 14: 23, 2 Co 6: 5 e 11: 27.

QUANDO DEVEMOS JEJUAR?

a – antes de tomarmos passos decisivos, Et 4: 16

b – Na busca da vonta­de do Senhor,

c – Antes e depois da escolha dos obreiros para a Igreja, At 13: 3 e 14: 23.

III – DEVEMOS JEJUAR

Sabemos que o jejum deve ser praticado não para alcançarmos bênção de Deus pelo autoflagelo, mas para revelação do genuíno arrependimento. A experiência cristã nos tem demonstrado, sobejamente, que, após a prática da oração com o jejum, acontecem fenômenos sempre ligados a manifestações extraordinárias do poder de Deus: maior poder na evangelização, com maior número de casos de recebimento de "dons espirituais" e de pessoas libertadas de espíritos imundos; maior alegria no Espírito com um louvor mais edificante e vidas mais dinâmicas, diligentes e frutíferas.

O grande problema das igrejas não é o "fanatismo" de alguns que "vivem só orando e jejuando", mas é o mal de uma grande maioria que quase não ora. Aqueles que expe­rimentam o jejum com oração podem testemunhar, com humildade, sobre a grande bênção desta prática nos lares e nas igrejas. Lancemos fora expedientes humanos e nos firmemos nesta prática bíblica. Atos 13: 1-3 e 14: 23 são uma ilustração de como podemos ter mais missionários realmente chamados e mais líderes realmente ungidos.

IV – O JEJUM QUE A BÍBLIA RECOMENDA

As circunstâncias e a comunhão com Deus irão dizer o tempo e o modo para o seu jejum. Deve ser de intensidade idêntica aos problemas que enfrenta na realização da obra do Senhor. Num jejum prolongado, é aconselhável retirar-se para um lugar à parte. Jesus foi para o deserto quando jejuou quarenta dias.

Um jejum pode ser total ou parcial. Depois de um jejum prolongado, aconselha-se uma dieta de alimentos leves. Normalmente o jejum sem água não deve exceder a três dias. Não nos esqueçamos de que Deus não requer o absurdo e o prejudicial dos seus servos. "O que não é de fé é pecado", Rm 14: 23.

O jejum recomendado pelo profeta Isaías (58: 9) deve ser o seguinte:

não alimentar a injustiça – "se tirares do meio de ti o jugo";

não alimentar o ódio – "se tirares o dedo que ameaça";

não alimentar as ofensas – "se tirares o falar injurioso",

ser justo e íntegro. Os benefícios desse jejum virão àquele que teme ao Senhor, Is 58: 8 -14.

Pr Josias Moura

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