Estudo para o culto de doutrina da Igreja do Betel Brasileiro Geisel. Tema: A doutrina da divindade de Cristo

1) Introdução

Para completar o ensino bíblico acerca de Jesus Cristo, precisamos declarar não só que ele era plenamente humano, mas também plenamente divino. A igreja tem empregado o termo encarnação para referir-se ao fato de que Jesus era Deus em carne humana.

Assim, a encarnação foi o ato pelo qual Deus Filho assumiu a natureza humana. A comprovação bíblica da divindade de Cristo é bem ampla na Bíblia. Vamos examinar os textos que comprovam esta doutrina.

2) Provas Bíblicas da divindade de Cristo

A palavra Deus (theos) atribuída a Cristo.

Apesar de a palavra theos, “Deus”, ser em geral reservada no Novo Testamento para Deus Pai, há algumas passagens em que é também empregada em referência a Jesus Cristo. Em todos esses trechos, a palavra “Deus” é empregada com um sentido denso em referência àquele que é Criador do céu e da terra, o governante de tudo.

No Antigo Testamento temos uma passagem que se aplica a Cristo em Isaías 9:6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;”.

Jesus declarou existir antes de Abraão, usou o nome “EU SOU”, e afirmou a sua eternidade.

Quando Jesus disse a seus opositores judeus que Abraão vira seu dia (o dia de Cristo), eles o contestaram: “Ainda não tens cinqüenta anos e viste Abraão?” (Jo 8.57). É aqui que Jesus faz uma declaração mais desafiadora: “Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 8.58).

Jesus estava atribuindo a si mesmo as mesmas palavras que Deus empregou quando identificou-se a Moisés. Jesus estava atribuindo a si o título "eu sou", pelo qual designa-se como o que existe eternamente, o Deus que é a fonte da existência dele próprio e que sempre foi e sempre será. Quando os judeus ouviram essa declaração enfática, e incomum, sabiam que ele estava alegando ser Deus. "Então, pegaram em pedas para atirarem nele; mas Jesus se ocultou e saiu do templo" (Jo 8.59).

Outra forte alegação de divindade é a declaração de Jesus no final de Apocalipse: Eu sou o Alfa e o Omega, o Primeiro e o Ultimo, o Princípio e o Fim" (Ap 22.13). Quando isso é combinado com a declaração de Deus Pai em Apocalipse 1.8, "Eu sou o Alfa e o Omega", também constitui uma forte alegação de divindade equivalente à de Deus Pai. Soberano sobre toda a história e sobre toda a criação, Jesus é o princípio e o fim. Ele é eterno.

A Bíblia apresenta Jesus como aquele que fez o universo e a expressão exata do Pai.

Os primeiros três versículos de Hebreus são enfáticos ao dizer que o Filho é aquele a quem Deus "constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo" Hb 1.2). Esse Filho, diz o autor, "é o resplendor da glória e a expressão exata [lit., é a "duplicata exata’, gr. chamktõr] do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder" (Hb 1.3). Jesus é a duplicata exata da "natureza" (ou ser, gr. hypostasis) de Deus, que o torna exatamente igual a Deus em todos os atributos. Além disso, ele mantém continuamente o universo "pela palavra do seu poder", algo que só Deus podia fazer.

Essas passagens combinam-se para indicar que o título "Filho de Deus", quando aplicado a Cristo, declara com firmeza sua divindade como o Filho eterno na Trindade, alguém igual ao Pai em todos os seus atributos.

Jesus demonstrou ter o atributo da onipotência

Jesus demonstrou sua onipotência quando acalmou a tempestade no mar com uma palavra (Mt 8.26-27), multiplicou os pães e peixes (Mt 14.19) e transformou a água em vinho (Jo 2.1-11).

De modo semelhante, depois que Jesus acalmou a tempestade no mar da Galileia, os discípulos disseram: "Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?" (Mt 8.27). Era a autoridade do próprio Jesus a que o vento e as ondas estavam sujeitos, e isso só podia ser a autoridade de Deus que domina sobre os mares e tem poder para acalmar as ondas (Cf. SI 65.7; 89.9; 107.29).

Jesus afirmou ter a onipresença e a soberania divina

Ao olhar para o futuro, quando a igreja seria estabelecida, Jesus podia dizer: "… onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles" (Mt 18.20). Além disso, antes de deixar a terra, disse aos discípulos: "E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mt 28.20).23

Vê-se que Jesus possuía soberania divina, um tipo de autoridade exclusiva de Deus, no fato de que ele podia perdoar pecados (Mc 2.5-7).

Diferente dos profetas do Antigo Testamento que declaravam "Assim diz o Senhor", ele podia introduzir suas declarações com a frase: "Eu, porém, vos digo" (Mt 5.22, 28, 32, 34, 39, 44) – uma alegação surpreendente da própria autoridade.

Ele podia falar com a autoridade do próprio Deus porque ele mesmo era plenamente Deus. O Pai tinha-lhe dado "todas as coisas", bem como a autoridade para revelar o Pai a quem desejasse (Mt 11.25-27). Sua autoridade é tal, que o futuro estado eterno de cada um no universo depende do fato de crer nele ou rejeitá-lo (Jo 3.36).

Jesus prova a sua divindade por ser digno de culto e adoração

Outra confirmação clara da divindade de Cristo é o fato de ele ser considerado digno de culto, algo que não pode ser dito de nenhuma outra criatura, inclusive anjos (veja Ap 19.10), mas só de Deus. A Bíblia ainda diz de Cristo: "Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Fp 2.9-11). De modo semelhante, Deus ordena que os anjos adorem a Cristo, pois lemos: "E todos os anjos de Deus o adorem" (Hb 1.6).

João tem permissão de vislumbrar o culto que ocorre no céu, pelo que vê milhares e milhares de anjos e criaturas celestes em torno do trono de Deus dizendo: "Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor" (Ap 5.12). Então ele ouve "toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Aquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos" (Ap 5.13). Cristo é aqui chamado "o Cordeiro que foi morto", sendo-lhe concedido o culto universal oferecido a Deus Pai, demonstrando-se assim claramente sua equivalência em divindade.

3) Conclusão

Cristo é plenamente divino. O Novo Testamento, em centenas de versículos explícitos que chamam Jesus de “Deus” e “Senhor” e empregam alguns outros títulos de divindade em referência a ele, e em muitas passagens que lhe atribuem ações ou palavras aplicáveis somente ao próprio Deus, declara repetidas vezes a divindade plena e absoluta de Jesus Cristo. “Aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude” (Cl 1.19) e “nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Cl 2.9).

Assim, se Jesus não fosse plenamente Deus, não teríamos salvação e, por fim, nenhum cristianismo. Não é por acaso que ao longo da história os grupos que abandonaram a crença na plena divindade de Cristo não têm permanecido muito tempo na fé cristã, desviando-se.

“Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho” (2Jo 9).

Na próxima semana continuaremos. Não perca.

Pr. Josias Moura

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