Estudo Bíblico para o culto de doutrina: A Educação de Filhos

(Estudo ministrado no culto de doutrina da Igreja do Betel Brasileiro do Geisel

LUCAS 2.39-52

É grande a crise no setor educacional aqui no Brasil. Algumas tentativas têm sido feitas para melhorar o nível de escolaridade, mas sem o desejável êxito. Há milhares de crianças e adolescentes sem escola, produzindo especialmente a triste delinqüência juvenil. Alguns profissionais da educação só pensam na remuneração e esquecem de que a missão maior de um educador é transmitir os conhecimentos para auxiliar na boa formação dos educandos.

Mas, a tarefa de educar não é só da Escola, e sim da família e da Igreja. A família, como um núcleo social, está, cada dia mais, sendo desafiada a cumprir a tarefa da educação de filhos. Será que ela está cumprindo bem esta função?

Deus é o autor da família e esta encontra-se no Seu plano. A família não pode viver isolada e precisa ser caracterizada como sendo um grupo que vive em amor.

São vários e graves os problemas na família. A educação de filhos é um deles. Sabe-se que muitas são as famílias que simplesmente transferem para a escola e a Igreja a respon­sabilidade de educação dos seus filhos.

Um dos problemas que os pais costumam ter na educação de seus filhos é decidir quanto ao certo e o errado, isto é, deve-se ou não exigir isto, ou aquilo. Alguns procuram os líderes religiosos, professores, psicólogos, etc. Outros, lêem revistas e livros sobre o as­sunto; mas, na maioria das vezes a confusão aumenta e muitos sentem-se como que perdi­dos. O relacionamento entre pais e filhos, à semelhança de relacionamentos inter-pessoais que envolvem ligações afetivas, tem uma grande carga de confronto entre pessoas, gerando discordâncias de opiniões. E impossível que não ocorram discordâncias e problemas na educação de filhos.

Aqui neste estudo não estão fórmulas mágicas, normas, leis ou regras universais para educação de filhos.

 

LIÇÕES PRÁTICAS

Neste episódio em que a família de Jesus revela sua religiosidade indo a Jerusalém para participar da Festa da Páscoa, é possível aprender lições a respeito da educação que Jesus rece­beu naquele lar tão humilde.

1. UMA EDUCAÇÃO QUE OFERECE LIBERDADE, MAS IMPÕE LIMITES

Os pais de Jesus ficaram preocupados com o seu desaparecimento ali em Jerusalém e passa­ram a procurá-lo. Seus pais lhe deram a liberdade de estar naquela festa, abrindo-lhe um espaço para suas atividades. Ele tinha que voltar para casa e não o fez. Portanto, uma educação correta é aquela que oferece liberdade, mas impõe limites.

É bom lembrar que, desde o início da raça humana, Deus já apresentava este princípio de liberdade com limites. No Jardim do Édem, Adão e Eva possuíam uma liberdade quase total, mas Deus havia imposto um limite que era não comer do fruto da árvore. (Gn 2.15-17).

O ser humano é livre, mas nem tudo o que ele fizer lhe trará benefícios e alegria. Por isso, o apóstolo Paulo disse: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém…” (I Co 10.23).

Infelizmente, alguns pais oferecem total liberdade aos seus filhos. Daí surge a libertinagem e alguns filhos acabam dominando seus pais. A Bíblia declara que não se deve retirar a disciplina da criança (Pv 23.13). Quando há necessidade de disciplina é porque os limites da liberdade foram desrespeitados. Portanto, a verdadeira educação precisa oferecer liberdade, mas deve esta­belecer limites.

2. UMA EDUCAÇÃO QUE OBJETIVA UM COMPROMISSO RELIGIOSO

A procura pelo menino Jesus levou cerca de 3 dias. Ao final deste período, Jesus é localizado no templo, dialogando com os doutores da lei. Ele não foi encontrado em algum outro lugar impróprio, e declarou: “…me cumpria estar na casa de meu Pai”. Isso revela que a educação que recebera era no sentido de infundir em sua mente os verdadeiros princípios bíblicos. Com este ato, Jesus está se ingressando no judaísmo, podendo ter acesso à lei e aos demais ritos judaicos.

Ana e Elcana procuraram educar seu filho Samuel sempre no templo, perto do Sacerdote Eli (ISm 2.11,21 e 28).

Uma educação bíblica, coerente e equilibrada precisa proporcionar uma formação, cujo com­promisso maior, é com o reino de Deus. E preciso despertar nos filhos o interesse pela Casa de Deus. Para isso os pais devem amar a Igreja, os irmãos e os líderes da comunidade. Há indivíduos que falam tão mal da Igreja e mesmo assim querem que seus filhos a freqüentem. O Pr. Caio Fábio em seu livro “O que Deus uniu”, diz: “Os pais precisam ensinar os filhos a amar a Igreja, os irmãos e o Pastor. Mas, às vezes você critica tanto a Igreja, os irmãos e o Pastor, que seus filhos acabam não tendo quaisquer referências positivas sobre a Fraternidade”.

3. UMA EDUCAÇÃO QUE POSSUI A MARCA DO DIÁLOGO

Está claro no v.46 que Jesus estabeleceu um diálogo com os mestres ali presentes. “Ouvin- do-os e interrogando-os”. Onde será que Jesus aprendeu isso? É lógico que foi em sua família, pois em seu lar as pessoas possuíam o direito de falar e o diálogo era sempre uma realidade palpável. Mesmo após ter encontrado a Jesus, os seus pais estabeleceram uma conversa com ele (vv.48 e 49). Aqui percebe-se a presença do pai e da mãe dialogando com o filho. O casal unido enfrentou o problema do desaparecimento do filho. Disto aprende-se que a responsabilidade quanto ao cuidado com os filhos recai sobre o casal.

Os filhos têm o direito de falar e os pais não podem monopolizar a conversa numa demons­tração de autoritarismo.

Muitos pais querem falar pelos seus filhos. Alguns utilizam palavras impróprias, com agressões e ameaças, mentiras, xingamentos, apelidos, anedotas, etc. O sábio Salomão declara: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1).

Para que exista uma boa comunicação na família é necessário uma boa administração do tempo. Os pais devem gastar mais tempo com os filhos. Este diálogo precisa desencadear um relacionamento amoroso, alegre, jovial, esportivo e afetivo; pois, o relacionamento entre pais e filhos não é composto só de regras ou palavras, mas de um envolvimento entre eles.

4. UMA EDUCAÇÃO QUE ATINGE A PESSOA INTEGRALMENTE

O texto conclui afirmando que: “Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (v.52). Isso comprova que a educação que recebera atingiu todas as áreas de sua vida. Mexeu com todo o seu ser. Este verso serve, ainda, para condenar o Docetismo, a heresia que tentava fazer da humanidade de Jesus um mero fantasma ou simplesmente aparência, e não a de um homem autêntico, que precisava aprender, desenvolver-se e amadurecer.

A educação que Jesus recebeu de seus pais lhe proporcionou um crescimento integral. Vejamos os seguintes aspectos:

  • Intelectual – Aqui está a referência quanto ao seu desenvolvimento intelectual ou seja, a sua identidade. Ellicott disse que “a alma de Jesus era humana, isto é, sujeita às condições e limitações do conhecimento humano, e teve de aprender como devem fazê-lo todas as almas humanas”.
  • Físico – Jesus se desenvolveu fisicamente, pois era pessoa que caminhava muito, trabalha­va num serviço muito pesado na carpintaria de seu pai José. Justino Mártir (150 d.C) diz-nos que em seu tempo, diversos objetos de madeira, que eram reputados feitos pelas mãos de Jesus, eram intensamente procurados.
  • Espiritual – Este é o principal resultado da educação que recebeu, pois a sua vida espiritual era intensa e repleta de comunhão com Deus. Durante toda a sua caminhada terrena demonstrou desejo de estar junto ao Pai, gastando tempo para falar com Ele por meio da oração.
  • Social – O versículo expressa que Jesus se desenvolveu diante de Deus e dos homens. Isso mostra que Jesus se desenvolveu junto com o povo, nos lares, praças, ruas, nas praias, no mar, nas festas de casamento; sempre envolveu-se com as pessoas e estava acompanhado de multi­dões. Possuía bons amigos. E os seus filhos, têm boas amizades? Quantos estão oferecendo só uma educação intelectual para os seus filhos! Mas, a legítima educação é aquela que atinge a integralidade da vida humana, proporcionando às pessoas um desenvolvimento intelectual, físi­co, espiritual e social. Será que os nossos filhos estão sendo educados desta forma?

DISCUSSÃO

  1. A correria do dia-a-dia distancia os pais dos filhos. Em que isto afeta a educação dos filhos?
  2. A educação que você oferece aos seus filhos respeita o direito que o filho possui de ser um indivíduo único e livre? Comente.
  3. O que você entende por educação integral e quais são os seus benefícios?

Pr Josias Moura de Menezes

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