SERMÃO: MOMENTOS QUE ANTECEDEM A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO

Atos 1

1.    Introdução

Após Jesus ressuscitar e subir ao céu a Igreja que permaneceu na terra, começa a viver um novo momento.

Nesse novo momento podemos encontrar diversos sentimentos diferentes nos corações daqueles fiéis. Haviam aqueles que esperavam a promessa em Jerusalém. Haviam aqueles que estavam em conflito por causa das perseguições. Outros estavam no monte das oliveiras olhando para o céu, quando de repente um anjo encontra-se com eles. E também haviam aqueles que não sabiam o que fazer já que Jesus agora não estava entre eles.

Verificamos que Jesus permaneceu 40 dias entre os seus seguidores após a ressureição. Neste período, Jesus os preparou para o grande movimento do Espírito Santo que estava por chegar.

É muito bom pensarmos nos momentos que antecedem o enchimento do Espírito Santo.

Geralmente, estamos sempre pensamento no Enchimento do Espírito Santo, ou, no ato em si. Mas, o que será que acontece nos momentos anteriores a este enchimento? Em que ambiente, ou momento este enchimento acontece? Vamos ver os momentos que antecederam o enchimento com Espírito da Igreja Apostólica primitiva.

2.    O que acontece nos momentos anterriores a descida do E.S?

2.1.        Nos momentos que antecedem a descida do Espírito Santo Há uma confiança nas promessas(“…ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do pai… v.4”)

Durante 40 dias Jesus esteve com os discípulos e agora já não estava mais. As perseguições começam a acontecer. Resta para aqueles discípulos apenas uma promessa. E Jesus lhes ordena que “…esperassem em Jerusalém a promessa do Pai.”.

Mas, o que significa “esperar em Jerusalém”. Jerusalém era o centro de tudo, da religião, da política, das decisões importantes. Ali tudo acontecia. Jerusalém era o lugar onde Deus ia começar uma grande obra de avivamento e fazer com que aquela igreja crescesse.

Todos nós também temos a nossa Jerusalém. É o nosso ministério, a nossa Igreja, a nossa cidade, é o nosso estado, é o lugar que queremos alcançar para Cristo.

A ordem de Cristo era clara: Fiquem em Jerusalém. Talvez muitos desejassem sair de Lá, mas Deus iria começar algo novo naquele lugar. E havia uma promessa!

O que faz um crente, um discípulo permanecer firme em sua visão, seu trabalho, e sua missão é o fato de todos termos uma promessa.

Assim foi com Abraão. Certa vez Deus chama Abraão para fora de sua casa e manda que ele olhe para o céu. E ali lhe faz uma promessa: “Olha, agora para os céus e conta as estrelas, se as podes contar. Assim será a tua semente”(Gn. 15:5).

Abraão tinha apenas uma promessa. Ele não tinha a saúde, não tinha a juventude, sua esposa Sara era estéril, e Deus lhe faz uma promessa tão ousada como esta. Abraão creu contra as próprias circunstâncias.

Em muitos momentos de nossas vidas, todas as circunstâncias irão apresentar-se contra as nossas convicções. Surgem muitos momentos assim na vida familiar, na vida emocional, financeira, ou ainda no ministério, ou na igreja.

Nestes momentos, precisamos rever as promessas de Deus, e nos apegar a elas. Nessas horas somos sustentados pelas promessas de Deus para nossas vidas.

2.2.        Nos momentos que antecedem a descida do Espírito Santo Há um sentimento de esperança(“…Senhor, é nesse tempo que restaurarás o reino a Israel…” v.6)

Durante 40 dias, Jesus esteve com seus discípulos. Então alguém lhe pergunta: “Senhor em que tempo restauraras o reino a Israel?”. Nessa pergunta vemos uma semente de esperança.

Os discípulos de Jesus eram homens esperançosos. Tinham tanta esperança que após Jesus ter subido aos céus, eles continuam juntos em vigilância, esperando o cumprimento da promessa.

Tomas Brook disse que A esperança consegue ver o céu através das mais densas nuvens.

Foi assim com Estevão. Ele estava cercado por inimigos que respiravam ódio contra ele. Os inimigos de Estevão estavam tão dominados pelo mal, que pegaram em pedras. Mas Atos 7: 55 diz: “Estevão estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus que estava à direita de Deus.”

Haviam nuvens tenebrosas de ódio e morte em torno de Estevão, mas a vida de Estevão estava cheia de esperança. POR CAUSA DA ESPERANÇA ESTEVÃO CONSEGUIU VER A GLÓRIA DE DEUS EM MEIO A DENSAS TREVAS QUE TENTARAM DESTRUI-LO.

A esperança nos faz olhar alem das circunstancias naturais. Muitos só conseguem ver problemas e dificuldades em muitas situações da vida.  Quando estamos com a vida cheia de esperança, vemos a água em meio ao deserto, vemos vida em meio a morte, vemos paz em meio a guerra, vemos alegria em meio a angustia, vemos restauração em meio a destruição.

2.3.        Nos momentos que antecedem a descida do Espírito Santo Há um espírito de conquista(“…Sereis minhas testemunhas… até os confins da terra…” v.8)

Neste versículo vemos uma promessa: “recebereis poder …”. Mas o que fazer com tanto poder? Tanto poder não poder vir sobre nossas vidas para que o usemos em nosso próprio benefício.  A Bíblia diz que receberemos poder  para ser testemunhas até os confins da terra.

O PODER DO ESPIRITO NOS É DADO PARA QUE POSSAMOS ATINGIR A NOSSA CIDADE, NOSSO ESTADO, O NOSSO PAIS E OS CONFINS DA TERRA.

O objetivo desse poder é o de nos transformar em conquistadores. De fato irmãos, Deus nos chamou para sermos conquistadores.

Quando falamos de conquista, devemos nos lembrar de alguns autênticos conquistadores. Daniel, chega a Babilônia como escravo, e Deus coloca sobre ele um espírito excelente. Por causa disso, Daniel conquista as mais elevadas posições no reino, e marca a historia de uma nação e a vida de um rei.

Precisamos lembrar de José. José chega ao Egito como escravo. A Bíblia diz: “O senhor era com José, e foi varão prospero,,,, e tudo que José fazia o Senhor prosperava em sua mão”. (Gn. 39:3,4)

Quando Deus chama Josué para liderar o povo diz: “….Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo dei….” ( Jô. 1:8)

A descida do Espírito Santo sobre o povo no dia de Pentecostes, fez com que Pedro, cheio do Espírito, começasse a pregar a palavra para milhares de pessoas. Naquele dia, aquela pregação inflamada e poderosa retirou 3000 almas do inferno conquistando-as para Cristo.

Portanto, saiamos para a conquista. Este mundo que jaz no maligno, precisa ser reconquistado para Cristo.

2.4.        Nos momentos que antecedem a descida do Espírito Santo Há perseverança na oração(“…perseveraram unanimente em oração…” v.14)

Antes do Pentecoste, a Igreja orava. Este era um comportamento diário da Igreja. Em Atos 2:1 a Bíblia diz: “Estavam todos reunidos num só lugar”. Havia uma maioria que orava, que buscava que clamava pela promessa e pelo poder do Espírito.

A grande necessidade em nossos dias é de oração. Foi a incessante oração que trouxe no dia de Pentecostes os céus à terra. De fato, a igreja de joelhos traz os céus à terra.

Um famoso cientista Isac Newton disse: “Posso usar meu telescópio e observar milhões de quilômetros no espaço; mas posso entrar no meu quarto e em oração aproximar-me mais de meu Deus, sem ajuda de           qualquer instrumento”.

Atos 12:5 diz: “…a igreja fazia continua oração a Deus…”. A oração era uma rotina na vida daqueles fieis. É por isso que aqueles irmãos eram visitados pelo Espírito.  Em todo avivamento, em toda descida do Espírito, vamos descobrir que existem aqueles que estão pagando o preço.

Temos que voltar a orar como Ana, que pedia desesperadamente por um milagre e diz: “venho derramando minha alma perante o Senhor”. E o milagre aconteceu. Temos que orar como Elias, que “…pediu que não chovesse, e por três anos e seis meses não choveu, depois orou outra vez, e o céu deu chuva”. (Tiago 5:17,18)

ILUSTRAÇÃO: William Burns, orava diariamente durante horas seguidas quando começou seu ministério. Ele tinha vinte anos. Um dia de manha, quando a sua mãe chegou ao quarto para o chamar encontrou-o deitado no chão onde tinha passado toda a noite em estado de oração. Ele respondeu o chamado da mãe com as palavras: “Mãe, Deus deu-me a Escócia hoje”. Dentro de pouco tempo toda a Escocia foi sacudida por um poderoso e grande avivamento e milhares de pessoas foram salvas e visitadas pelo Espírito Santo.

Chegou o tempo em que devemos orar assim: “Senhor, nos dá esta cidade, Senhor nos dá este Estado”.

(Sermão pregado pelo Pr. Josias Moura de Menezes)

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