SERMÃO PARA CASAMENTO: As características dos votos conjugais (Pregado pelo Pr Josias Moura em Cerimônia de casamento coletivo)

A Bíblia diz assim:

“Melhor é serem dois do que um, porque tem melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois caindo não haverá quem o levante. Também, se os dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.” Ecl. 4:9 a 12

1.  Introdução

Em primeiro lugar quero parabenizá-los pela decisão que tomaram de participar desta cerimônia de casamento coletivo, formalizando perante Deus a união de vocês.

Vocês tinham a opção de permanecerem casados apenas civilmente, mas escolheram honrar a Deus, firmando um compromisso público diante do Senhor, diante desta Igreja e seus familiares e amigos, aqui reunidos.

Vocês escolheram participar deste cerimonial porque entendem que uma união respaldada por Deus e realizada no altar de uma Igreja coloca a cada de vocês em legalidade para com Deus.

Vocês estão aqui, diante deste altar, porque necessitam da benção de Deus sobre suas vidas. E eu entendo que é a presença de Deus que nos anima e motiva todos os dias a vivermos uma vida em família, superando as lutas e desafios que uma vida familiar nos impõe.

Em nosso tempo, muitos casais fazem uma escolha diferente da que vocês fizeram. Não conhecendo a Deus, menosprezam a importância de um casamento religioso e civil, e passam a viver juntos numa condição de ilegalidade espiritual. NÓS NÃO TEMOS A BENÇAO DE DEUS NUMA RELAÇÃO CONJUGAL CARACTERIZADA PELA ILEGALIDADE. É na legalidade que temos a aprovação de Deus. É na legalidade que temos o satisfação e realização no casamento. E eu declaro, que só há legalidade na relação entre um homem e uma mulher que se unem diante de Deus e conforme as leis do pais.

Talvez alguns de vocês não estariam aqui neste altar, caso não conhecessem a Jesus como salvador e Senhor. Entendo que é a experiência com Deus, que faz um casal, desejar entrar na legalidade de uma vida conjugal, confirmada por um casamento religioso e civilmente atestado pelas leis do nosso país.

2.  Existem algumas características que eu quero destacar acerca dos votos que vocês fazem aqui neste altar:

2.1    Vocês tomaram uma decisão voluntária

Vocês tinham a opção de permanecer sem um casamento civil e religioso. Mas, cada um de vocês decidiu casar. É você é responsável pela decisão que tomou. Quero frisar, que Deus deu ao homem o direito de decidir, o direito da escolha ou ao livre arbítrio.

Devemos compreender que toda escolha tem conseqüência. Nós estamos sempre diante de situações onde temos que fazer escolhas.

Nas escolhas referentes a vida familiar, nossos atos podem ser fonte de benção ou maldição. Em Deut. 11:26 o Senhor diz : 26 Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição.

Portanto, meus irmãos façam sempre uso da graça e sabedoria de Deus para tomarem todas decisões na vida de vocês.

2.2    Vocês participam de uma proclamação pública nesta noite que é uma resposta para uma sociedade que tem perdido o senso da importância  da aliança entre um homem e uma mulher.

Cada dia que passa, as pessoas estão levando menos a sério os votos e os compromissos de fidelidade. O número de divórcios tem aumentado em ritmo muito acelerado e preocupante.

Parece que as pessoas em geral não estão nem aí para o fato de Deus odiar o repúdio (Malaquias 2.10-16). Pensam que o divórcio é a solução para os problemas de relacionamento.

Muitos perderam o temor do Senhor que é base de sustentação dos relacionamentos humanos como ensinou o Apóstolo Paulo (Ef 5.21, 22 e 25; Cl 3.18). Paulo ressalta as expressões importantes como:  “no temor do Senhor”, “como ao Senhor” e “como convém no Senhor”, mostrando que, respeitando a Deus e buscando agradá-lo, encontraremos uma maneira de nos entendermos bem com a outra pessoa. Temos aí um bom fundamento para a solução das diferenças, crises e problemas do casamento.

Então, o casal, no temor do Senhor, deve levar a sério sua aliança e compromisso; ambos devem procurar nutrir o amor e o afeto. Cada um deve se esforçar por preservar a unidade, a harmonia, promovendo, assim, a felicidade do lar.

É possível quando se tem vontade, quando se tem fé e quando se busca amar construir um lar conhecido como um lugar onde habita a paz.

2.3    Vocês  tem compromisso  com promessas incondicionais através desta cerimônia

O que foi prometido deve ser cumprido até que a morte os separe. Segundo o que foi projetado por Deus, casamento não é um relacionamento descartável, é um compromisso que deve durar a vida inteira.

Ilustração. Quando Dietrich Bonhoeffer (Ditrich Bonrofer) estava encerrado na prisão nazista, escreveu um sermão de casamento de uma sobrinha sua. Entre as muitas verdades que escreveu, eu quero destacar algumas delas:

“O casamento é maior do que o amor que vocês tem um pelo outro. Ele tem em si grande dignidade e força por ser a ordenança santa através da qual Deus planejou  perpetuação da raça humana, até o fim dos tempos.

………

Em seu amor, vocês vêem apenas o ‘sétimo céu’ da sua felicidade, mas no casamento recebem uma posição de responsabilidade perante o mundo e a raça humana.

Seu amor é propriedade particular, mas o casamento não pertence apenas a vocês; é um símbolo social, uma função de responsabilidade”.  E eu acrescento: é um patrimônio de Deus.

2.4    Vocês fazem votos que estabelecem direitos e deveres.

No casamento há deveres e direitos, existem obrigações e benefícios. Temos o direito ser amados, mas temos o dever de amar. Quando maridos e esposas não cumprem seus deveres, surgem conflitos e crises que podem ser muito sérias.

Aos homens quero lembrar: você é o cabeça do lar. Como tal, tem a solene tarefa de proteger e amparar a esposa. Aliás, você é o provedor de todos os meios necessários para o bem estar físico, moral e espiritual dela. Mas, não exija da sua esposa, obediência e submissão cega, porque você é o cabeça do lar. Nunca esqueçam que Autoridade não se impõe, mas se conquista pela força do amor. Simplesmente, ame verdadeiramente a sua esposa e ela jamais questionará sobre a sua submissão.

Às mulheres recomendo: Respeite o seu marido e aceite a missão que Deus confiou a ele. Dê preferência, sempre, ao juízo do seu esposo. Seja submissa a ele, no Senhor.

A ambos sugiro: Aconselhem-se juntos. Não tomem decisões sérias sem que haja acordo mútuo.Quando as decisões são tomadas dessa forma, ambos são responsáveis pelos erros e acertos. Mesmo com o passar dos anos, procurem exercitar o romantismo. Procurem ter sempre, palavras carinhosas e encorajadoras.

3.  Conclusão

Quero finalizar as minhas palavras lembrando o que diz o Pr. José Lopes da Cunha, no Jornal Batista: “Todo casamento precisa ser uma casa solidamente edificada sobre a rocha, capaz de permanecer em pé ainda que haja “chuva no telhado, rio nos alicerces, vento nas paredes”. (José Lopes da Cunha, em O Jornal Batista, pg 4b – 10 a 16/12/2001).

Pr. Josias Moura de Menezes

Pregado na Igreja do Betel Geisel em Cerimônia de casamento coletivo

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