UMA ANALISE DO ADVENTISMO A LUZ DAS ESCRITURAS.

Ministrado pelo Pr Josias Moura no culto de doutrina da Igreja Betel.

1.  Introdução

Não podemos pensar na origem dos “sabatistas” sem recordar os conflitos entre o apóstolo Paulo e os judaizantes. A luta entre o legalismo e o evangelho da graça de Deus é antiga, e continua em tempos modernos no vigoroso programa dos Adventistas do Sétimo Dia. O sabatismo é uma seita perigosa que mistura muitas verdades bíblicas com erros tremendos no que se refere às doutrinas cristãs. 13

2.  A origem

Guilherme Miller, o fundador do sabatismo, nasceu em 1782 em Massachussetts, EUA, numa família batista. A partir de 1818, ele começou a ensinar a volta de Cristo, divulgando suas “doutrinas escatológicas” e atraindo após si grande número de adeptos. Miller faleceu em 1849, mas deixou as bases para seus seguidores fundarem o Adventismo, infelizmente.

A síntese histórica do Adventismo

Guilherme Miller, que era pastor batista no Estado de Nova Iorque, dedicou-se ao estudo detalhado das Escrituras proféticas. Convenceu-se de que Daniel 8.14 se referia a vinda de Cristo para “purificar o santuário”. Calculando que cada um dos 2.300 dias representava um ano, tomou  como ponto de partida o regresso de Esdras e seus compatriotas a Jerusalém em 457 a . C. e chegou à conclusão de que Cristo voltaria à terra em 1843. Jesus afirmou, entretanto, que: “Porém daquele dia e hora ninguém sabe…” (Mt 24.36).

O fracasso de Miller

Movido pelo interesse dos crentes em relação à volta de Cristo, Miller levou milhares de pessoas a se prepararem para o fim do mundo. Muitos doaram suas lavouras para receber o Senhor no dia 21 de março de 1843; chegou o dia e o evento esperado não aconteceu. Miller revisou os seus cálculos, descobriu um erro de um ano, marcando a volta de Cristo para o dia 21 de março de 1844. Ao chegar essa data, nada aconteceu. Uma vez mais um novo cálculo indicou que seria no dia 22 de outubro do mesmo ano, porém essa previsão também falhou, indicando que não nos pertence saber os tempos de Deus (At 1.7).

O arrependimento de Miller

Guilherme Miller, dando toda a prova de sua sinceridade e honra, confessou simplesmente que havia se equivocado em seu sistema de interpretação bíblica. Ele arrependeu-se, mas defendeu a interpretação errada que havia proclamado por um quarto de século. Dos muitos que o seguiram, três se uniram para formar uma nova igreja, baseados numa nova interpretação da mensagem divulgada por Miller. Segundo Paulo, foram levados pelos “ventos de doutrinas” (Ef 4.14).

3.  O avanço do Adventismo

Hiram Edson, um amigo pessoal de Miller, teve uma “revelação”. Nela compreendeu que Miller não estava equivocado em relação a data, mas sim em relação ao local. Edson partilhou com outros membros de seu grupo as “boas-novas” e outros dois grupos se uniram a essa “nova revelação”: um dirigido por Joseph Bates e outro dirigido por Hellen G. White. Através da Bíblia compreendemos que tais profetas são loucos (Ez 13.3-6).

a) As revelações de Helen White

Helen White contribuiu muito com a formação das doutrinas adventistas através de seus escritos. Embora a igreja Adventista afirme que a Bíblia é sua base doutrinária, ainda crê que Deus inspirou Helen White na interpretação das Escrituras e em seus conselhos. Ao aconselhar Timóteo, Paulo o advertiu contra tais situações (II Tm 4. 3,4).

b) As obras de Helen White

Os livros de Helen White são considerados pelos adventistas como “inspirados” por Deus e no mesmo nível da Bíblia, que citam apenas para comprovar o que ensinam, buscando versículos ou passagens isoladas. O livro “O Grande Conflito” é considerado a obra prima de Helen White, sendo recomendado largamente. Para o crente a Bíblia é “O livros dos livros” (SI 119.97-104).

c) Os nomes da seita

Os adventistas já usaram através dos tempos inúmeros títulos para sua seita, que atualmente chama-se: igreja Adventista do Sétimo Dia, conhecida como Sabatista ou Sabatismo. A verdadeira igreja de Cristo não está fundamentada no Sábado (Mc 2.28), e sim em Cristo (Mt 16.18).

4.  Algumas doutrinas do Adventismo

Os sabatistas misturam algumas verdades com seus erros, assim enganam aos que, com sinceridade, buscam a verdade. Normalmente citam a Bíblia, porém sem o cuidado de examinar o contexto. Embora muitas de suas doutrinas sejam ortodoxas, existem outras que desviam o crente da verdade. Convém que os crentes conheçam essas doutrinas e saibam como refutá-las, tendo em vista que os adventistas também se dedicam ao proselitismo, algo que Jesus criticou nos fariseus (Mt 23.15).

A doutrina do sono da alma

Os adventistas ensinam que as almas dos justos dormem até a ressurreição e o juízo final. Este “sono da alma” é um estado de silêncio, inatividade e inteira inconsciência. Baseiam esta crença, principalmente, em Eclesiastes 9.5, que diz: “Os mortos não sabem coisa nenhuma”. O contexto demonstra que este versículo está falando sobre a relação dos mortos com a vida terrena e não sobre o estado da alma depois da morte.

Provas bíblicas da consciência da alma depois da morte acham-se nas palavras de Paulo quando diz que, ao deixar o corpo, estaria com o Senhor, (Fp 1.23,24; II Co 5.1-8). Em Apocalipse 6:9, vemos que os mártires da grande tribulação demonstram ter consciência após a morte física e não ficam em estado do sono da alma. Na parábola do rico e Lázaro, vemos que eles estão em estado de consciência e não de sono.

A aniquilação de Satanás e dos maus

Os adventistas ensinam que Satanás, seus demônios e todos os maus serão aniquilados. Os escritos de Helen White dizem que a teoria do castigo eterno é “uma das doutrinas falsas que constituem o vinho das abominações da Babilônia”. Jesus Cristo usou a palavra “eterno” para referir-se à duração das bênçãos dos salvos e ao tormento dos perdidos em Mateus 25.46. Além disso, ele não disse aniquilação eterna, e sim castigo eterno (Mc 9.43,44).

A observância obrigatória do sábado

Os adventistas ensinam que os cristãos devem observar o sábado como o dia de repouso e não o domingo. Crêem os adventistas que os que guardam o domingo aceitarão a “marca da besta”. Helen White ensinou que a observância do sábado é o selo de Deus. Vemos, pois, que o sábado foi uma parte do pacto especial feito entre Deus e Israel (Ez 20.10-13). Ao repousar de seu trabalho semanal, o povo de Israel devia recordar como o Senhor lhe havia dado o repouso da dura servidão do Egito (Dt 5.12-15). Para os salvos em Jesus Cristo, todos os dias são para o Senhor. A palavra profética que previa a chegada do novo concerto (Jr 31.31-33) e o fim do sábado (Os 2.11) se cumpriu em Jesus (Cl 2.14-17). Por esta razão, o sábado não aparece nos quatro preceitos de Atos 15.20,29. Paulo parecia que estava escrevendo aos adventistas quando escreveu aos Gaiatas sobre o engano dos judaizantes que queriam fazê-los guardar a lei (Gl 2.16).

Jesus disse, corrigindo a visão distorcida dos fariseus, “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2:27). O que Jesus quis dizer é que o sábado não foi instituído para escravizar as pessoas, mas para beneficiá-las. Finalmente, embora os princípios morais expressos nos mandamentos sejam reafirmados no NT, o mandamento de separar o sábado como o dia de descanso e de culto a Deus é o único mandamento que não é repetido. Há muito boas razões para isso. Os crentes do Novo Testamento não estão debaixo da Lei do AT (Rm 6:14; Gl 3:24-25). Pela ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana (Mt 28:1), por suas contínuas aparições em vários domingos (Jo 20:26), e pela descida do Espírito Santo num dia de domingo (At 2:1), a igreja primitiva passou a cultuar no domingo, regularmente (At 20:7; 1 Co 16:2).

O culto no domingo foi ainda consagrado pelo Senhor quando ele apareceu a João naquela última grande visão “no dia do Senhor” (Ap 1:10). É por estas razões que os cristãos cultuam no domingo, em vez de o fazerem no sábado dos judeus.

Além de tudo isso que foi dito, Jesus fez e permitiu que seus discipulos também realizassem muitas coisas no sábado que eram proibidas pelos fariseus. Mandou paralíticos curados carregarrem suas esteiras, permitiu que seus discipulos colhessem espigas no sábado, etc…, e por causa destas atitudes foi confrontado pelos fariseus.

5.  Mais alguns erros do adventismo

O ADVENTISMO TROPEÇA NA BÍBLIA

Na Revista Adventista de fevereiro de 1.984, página 37, podemos ler o que se segue: “Cremos que… Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia. Negamos que a qualidade ou grau de inspiração de Ellen White seja diferente dos encontrados nas Escrituras Sagradas”.

À luz de Ap.22.18,19, os adventistas necessitam se retratar, se não querem ser condenados:

“Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro;   e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro. ” (Apocalipse 22:18-19 RA)

Os adventistas às vezes se “defendem” da acusação acima, citando suas obras, nas quais os escritos de Ellen White e outras obras deles são, às vezes, chamados de LUZ MENOR e a Bíblia de LUZ MAIOR. Porém, esse “escudo”, muito longe de inocentá-los, expõe com naturalidade que são sutis e contraditórios. Sim, porque se os livros de Ellen White têm o mesmo peso da Bíblia, não são luz menor. E, se são uma luz menor, então não são tão inspirados quanto a Bíblia. E desse modo fica difícil sabermos em que crêem os adventistas. Afinal de contas, os escritos de Ellen White são ou não são do mesmo peso da Bíblia?

O ADVENTISMO TROPEÇA EM CRISTO

O ADVENTISMO prega ainda que Jesus também tinha o pecado original. Senão, vejamos:

“…Cristo tomou sobre Si as fraquezas da humanidade degenerada…” (O Desejado de Todas as Nações, Ellen G. White, CPB, 37ª edição, página 82).

“Em sua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída. De sua parte humana, Cristo herdou exatamente o que herda todo o filho de Adão_uma natureza pecaminosa” (Estudos Bíblicos, CPB, edição de 1979, páginas 140_141).

Que blasfêmia!  Jesus não podia pecar. Vejamos o que diz a Bíblia em Hebreus 4:15: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.”

O ADVENTISMO É EXCLUSIVISTA E PROSELITISTA

Basta-nos ler a Revista Adventista de abril/98 para vermos que os ADVENTISTAS usam chavões como: “Nós, a igreja verdadeira”; “Nós, o povo remanescente”; “Nós, o único povo que tem a verdade…” tanto que é assim, que nessa revista (abril/98), no editorial de Rubens Lessa, os ADVENTISTAS são aconselhados a deixarem de usar esses chavões “numa reunião em que não adventistas estão presentes”.

Atentemos para o fato de que Rubens Lessa não reprova o uso desses chavões, mas tão-somente sugere que os mesmos sejam evitados, se houver não-adventistas por perto. Esse malabarismo dos adventistas os torna mais perigosos do que os Testemunhas de Jeová, os Mórmons e outras seitas diabólicas. É que estes batem de frente conosco, tachando-nos de falsos profetas na cara.

Mas os Adventistas, embora pensem assim também, não nos dizem isso nos primeiros contatos, a fim de não espantarem a presa. Essa estratégia tem funcionado, pois é grande o número de evangélicos que já se deixam levar. E isso prova que é verdadeiro o provérbio: “Que Deus me defenda dos meus amigos, porque dos meus inimigos me defendo eu.”

Uma evidência de que os adventistas são proselitistas é o fato de eles publicarem espalhafatosamente, em seus periódicos, as “conversões” de evangélicos às suas fileiras, os quais dão os seus “testemunhos” (ou “tristemunhos”), dizendo que agora encontraram a verdade.  Sim, como os evangélicos vibram ao conquistar uma alma para Jesus, os Adventistas vibram quando conseguem arrancar duma igreja evangélica, um crente fraco e mal informado. Eles não nos vêem como aliados, mas como um campo missionário, no qual investem com afinco e muito tato

6.  Conclusão

Infelizmente, os adventistas estão bastante preparados para discutir suas heresias. É quase certo que citarão alguns versículos para provar que devemos guardar o sábado.

Para isto devemos mostrar-lhes quais são os mandamentos de Deus no Novo Testamento (I Jo 3.23; Jo 6.29; Rm 4.5). Procure fortalecer sua fé na obra perfeita de Cristo, pois Ele é o nosso repouso perfeito.

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