DEVOCIONAIS DIÁRIOS PARA TODO O MÊS DE ABRIL. ÓTIMO MATERIAL PARA USAR EM BOLETINS, INFORMATIVOS E CULTOS DEVOCIONAIS

1 de Abril
Ajuda ou Dureza Para com os Outros?
“É Cristo… o qual… também intercede por nós”. “O Espírito… intercede por nós”, Rom.8.34,27.
Precisaremos de mais algum argumento além deste para nos tornarmos intercessores – o de Cristo: “vivendo sempre para inter­ceder”, Heb.7:25 e o de que o Espírito Santo: “intercede por nós”? Estaremos nós vivendo num relacionamento tão vital com nossos semelhantes que, como filhos de Deus, guiados pelo Espírito, realizamos o trabalho de intercessão por natureza? Comecemos pelas circunstâncias que agora fazem parte de nossa vida: nosso lar, nossos negócios, nosso país, a crise actual que nos atinge tanto a nós como a outros – será que tais coisas não nos estão esmagando também? Estarão elas impedindo que nós entremos na presença de Deus e nos deixem sem tempo disponível para adorá-lo? Façamos então uma parada para entrarmos num relacionamento realmente vivo com Deus e que o nosso relacionamento com os outros possa ser mantido no plano da intercessão, através do qual Deus opera suas maravilhas.
Cuidemos para que, pela ânsia de fazer a vontade de Deus, não nos venhamos a antecipar a Ele em nada. Por norma corremos à frente dele nas nossas mil e uma actividades e como consequência ficamos tão sobrecarregados com pessoas e seus problemas, que não adoramos Deus e não inter­cedemos como devemos por essa razão. Se os pesos e pressões da vida desabarem sobre nós e não formos achados numa atitude de adoração, isso produzirá não só dureza para com Deus, como desespero dentro da própria alma. Deus está sempre em forma de promover o nosso encontro com quem não temos nenhuma afinidade e a menos que o estejamos adorando, a nossa reacção mais comum será tratar as pessoas de forma fria e gelada, citar-lhes um versículo como se lhes estivés­semos dando uma facada, ou “pregar-lhes um sermão” para nos retirarmos logo de seguida. O cristão insensível deve entristecer profundamente o coração do seu Criador.
Estaremos nós directamente tão envolvidos com o Senhor e com o Espírito Santo na tarefa de intercessão como deveríamos estar?
2 de Abril
A Glória Insuperável
“O Senhor me enviou para que recuperes a vista”, Act.9.17.
Quando Paulo recuperou a vista, recebeu uma revelação espiritual directamente da pessoa de Jesus Cristo e toda a sua vida e pregação consequentes, nada foram mais senão o Jesus Cristo que viu: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado”. Ele não permitiu que nada mais, a não ser a própria Pessoa de Jesus Cristo, tomassem posse de sua mente e alma.
Temos que aprender a manter o mais alto grau de carácter em nossas vidas, revelado na visão que estivemos com Jesus Cristo.
A característica permanente da pessoa espiritual é a interpreta­ção que faz do Senhor Jesus Cristo para com ela própria e a interpretação dos propósitos de Deus para com todos os outros. A suprema devoção da vida dela só pode ser Jesus Cristo. Sempre que nos deparamos com uma pessoa assim, sentimos que se trata de um homem segundo o coração de Deus.
Não permita que nada o desvie da revelação da pessoa de Jesus Cristo e da Sua manifestação em si. Essa é a prova que comprovará se você é espiritual ou não. Caso outras coisas exerçam ainda um crescente fascínio sobre si, é porque você não é espiritual.
“Assim que meus olhos contemplaram Jesus,
Perdi de vista tudo o mais;
Minha visão espiritual ficou assim acorrentada,
Quando fitei o Crucificado”.
3 de Abril
Se Conheceras…!
“Se conheceras… o que é devido à paz! Mas isto agora está oculto aos teus olhos”, Luc.19.42.
Jesus acabara de entrar triunfante em Jerusalém e a cidade se agitou e perturbou até seus fundamentos. Mas, havia ali um deus estranho: o orgulho do farisaísmo; era religioso e correcto mas não passava de um “sepulcro caiado, que, por fora, se mostra belo, mas interiormente está cheio de ossos de mortos e de toda imundície!”, Mat.23:27.
O que me está cegando neste “meu dia”? Terei um deus estranho – não um monstro repelente, mas uma inclinação atraente que me governa? Mais de uma vez Deus já me colocou frente a frente com esse deus e percebi que teria que entregá-lo, mas não o fiz. Atravessei a crise escapando por um milagre e após isso achei-me segurando esse deus estranho ainda; estava cego às coisas devidas à minha paz. É constrangedor pensar que podemos estar a ouvir o Espírito de Deus a falar-nos livremente para ainda assim aumentar na nossa própria condenação aos olhos de Deus.
“Se conheceras…” Deus fala direccionado para o coração, apontando nele, seguido daquelas lágrimas de Jesus. Essas palavras implicam a existência duma responsabilidade culposa; Deus nos responsabiliza até porque não vemos. “Mas isto está agora oculto aos teus olhos” – porque a nossa inclinação natural nunca foi entregue a ele. Que profunda tristeza a dessa expressão: “Poderia ter sido!” Deus nunca abre portas que tenham sido fechadas. Ele abre outras portas, mas faz-nos lembrar que existem portas que nós fechamos, portas que nunca precisariam ter sido fechadas, pensamentos que nunca precisariam ter sido manchados. Não se atemorize quando Deus lhe trouxer à lembrança o passado. Deixe que a memória actue a seu favor, em forma de lembrança. Ela é ministra de Deus, com suas reprovações e correcções, produzindo dor. Deus transfor­mará o que “poderia ter sido” numa lição para uma sementeira promissora de futuro.
4 de Abril
Os Caminhos Para Uma Fé constante
“Eis que vem a hora… em que sereis dispersos”, João 16.32.
Jesus não está repreendendo os seus discípulos nesta passagem; a fé que eles tinham era real, mas era desordenada e desfocada, não era actuante dentro de coisas concretas. Os discípulos estavam dispersos, preocupados com seus próprios interesses, voltados para interesses que não eram os de Jesus Cristo. Depois de entrarmos num relacionamento perfeito com Deus pela santificação, nossa fé tem que ser exercitada em coisas mais concretas. Seremos dispersos, não para o trabalho, mas para as desolações íntimas e para sabermos o que significa morrer para aceder às bênçãos de Deus. Estaremos preparados para isso? Não que tenhamos escolhido, mas é que Deus maneja nossas circunstâncias de modo a que cheguemos a tal fim. Enquanto não tivermos passado por essa experiência, nossa fé será sustentada apenas por sentimentos e com bênçãos. Mas, uma vez lá, não importa onde Deus nos coloca, nem quais as desolações íntimas pelas quais possamos haver experimentado, podemos louvar a Deus porque tudo está bem de facto. Essa é a fé que opera nas coisas concretas.
“… E me deixareis só”. Teremos abandonado Jesus sendo dispersivos diante de sua providência? Porque não vermos Deus em nossas situações? A escuridão nos sobrevém pela soberania de Deus também. Estaremos preparados para deixar que Deus faça de nós o que ele quiser quando desejar? Estaremos nós preparados para passar ao largo das suas bênçãos também, para longe delas? Enquanto Jesus Cristo não for o Senhor de toda a nossa vida, teremos todos os outros objectivos próprios para atingirmos ainda; nossa fé, embora autêntica, ainda não é sólida e concreta. Deus nunca se apressa; se esperarmos, Deus nos mostrará que nossos interesses não estão voltados para ele, mas apenas para suas bênçãos. O sentir as bênçãos de Deus é uma mera importância básica.
“Tende bom ânimo, eu venci o mundo”, João 16:33. Constância (eternidade) espiritual é o que de mais precisamos.
5 de Abril
A Agonia Dele e Nossa Comunhão
“Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar”, Mat.26.36,38.
Jamais poderemos avaliar por completo a agonia em Getsêmani, mas mesmo assim não será por essa razão que a devemos entender do modo errado. Trata-se duma agonia de Deus em homem, uma só Pessoa face a face com todo o pecado do homem. Em termos de experiência pessoal, nada sabemos sobre Getsêmani. Getsêmani e Calvário representam algo singular; são os portais da vida para qualquer um de nós.
Não era a morte na cruz que Jesus temia no Getsêmani. Ele declara enfaticamente que viera precisamente para morrer. No Getsêmani, ele temeu falhar como Filho do homem. Sair-se-ia bem como Filho de Deus – Satanás não poderia atingi-lo nesse Seu aspecto próprio; mas o ataque de Satanás visava a que Jesus vencesse apenas nesse aspecto; e isso significaria que ele não poderia ser o Salvador. Leia o registro da sua agonia à luz da tentação: “Apartou-se dele o diabo até momento oportuno”. No Getsêmani, Satanás voltou e saiu dali derrotado de novo. O último ataque de Satanás contra o Senhor como Filho do homem foi no Getsêmani.
A agonia do Getsêmani é a agonia do Filho de Deus no cumprimento do seu destino como Salvador do mundo. O véu rasgou-se por inteiro para revelar o que ele padeceu, para que pudéssemos ser feitos filhos de Deus. Sua agonia é a base da simplicidade de tudo quanto nos salva. A cruz de Cristo é um triunfo para o Filho do homem. Ela não foi apenas um sinal de que o Senhor triunfou, mas que triunfou para salvar a raça humana. Todo ser humano pode agora acercar-se da presença de Deus devido ao que o Filho do homem sofreu ali.
6 de Abril
A Colisão de Deus com o Pecado
“Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados”, 1 Ped.2.24.
A cruz de Jesus é a manifestação do juízo de Deus sobre o pecado. Não podemos tolerar jamais a ideia de martírio associada à cruz de Jesus Cristo. A cruz foi um sublime triunfo, que fez os fundamentos do inferno serem abalados. Não há nada mais certo, no tempo ou na eternidade, do que o que Jesus Cristo fez na Sua cruz: dum momento para outro ele recolocou toda a raça humana às portas dum relacionamento concreto com Deus. Ele fez da redenção a base da vida humana – abriu o caminho para que todo filho de homem pudesse entrar facilmente numa comunhão sadia com Deus.
A cruz não foi um acaso para Jesus: ele veio propositadamente para passar por ela. Ele é o “Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo”, Apoc.13:8. Todo o sentido da encarnação está pregado na cruz. Cuidemos para não separar o Deus da carne do Filho, o qual “se manifestou em carne e se fez pecado por nós”, 1 Tim.3:16; 2 Cor.5:21. A encarnação tinha como finalidade a redenção. Deus fez-se homem e carne com o propósito de eliminar o pecado de vez; não com o propósito de se auto-realizar. A cruz é o centro do tempo e da eternidade, a resposta para os enigmas de ambos.
A cruz não é a cruz dum homem, mas a cruz de Deus e a cruz de Deus nunca poderá ser entendida por uma simples experiência humana. A cruz é Deus a demonstrar a Sua natureza, o portal através do qual qualquer indivíduo da raça humana pode entrar para uma união de facto com Deus. Podemos chegar à cruz, mas não poderemos transpô-la; nela vivemos a vida para a qual a cruz é também o acesso.
O ponto fulcral da salvação é a cruz de Jesus e a razão por que é tão fácil obter a salvação explica-se no alto preço que esta custou a Deus. A cruz é o ponto onde Deus e o pecador colidem e o caminho para a vida se abre – mas a colisão dá-se no coração do homem e impacto foi absorvido pelo coração de Deus.
7 de Abril
Por que nos Falta Entendimento?
“Ordenou-lhes Jesus que não divulgassem as coisas que tinham visto, até ao dia quando o Filho do homem ressuscitasse dentre os mortos”, Mar.9.9.
Não diga nada até que o Filho do homem o ressuscite a si – até que a vida do Cristo ressuscitado o domine de tal forma que entenda por inteiro o que o Cristo histórico ensinou para aplicar e escrever em si agora. Quando você chegar interiormente à conclusão certa, a palavra que Jesus falou como verdade que se realiza agora, só então se tornará tão claro para si que se admirará de não tê-la entendido assim antes. Você não a poderia ter entendido antes, porque não tinha alcançado a disposição que lhe permitiria suportá-la e subscrevê-la.
Não é que o Senhor esconda de nós alguns factos; claro que não. É que só podemos suportá-los quando atingimos certa maturidade na vida espiritual. “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora”. Antes que possamos estar preparados para supor­tar determinada palavra precisamos entrar em comunhão com a vida ressurgia de Cristo. Será que entendemos alguma coisa sobre a comunicação dessa vida ressurrecta? A evidência de que a entende­mos é se o Senhor pode, agora, interpretar dentro de nós para nós sua Palavra. Deus não pode revelar-nos coisa alguma se não tivermos o seu Espírito. Uma atitude obstinada em nós impedirá que Deus nos revele qualquer coisa. Se já temos determinada convicção sobre certa doutrina, impossibilitamos Deus de nos dar mais revelações sobre esse mesmo assunto. Mas assim que a vida de ressurreição de Cristo nos domina por inteiro, esse período de obstinação tem seu fim contado.
“Ordenou-lhes… que não divulgassem…” Muitos divulgam o que viram no monte da transfiguração! Tiveram a visão e testificam dela, mas sua vida não correspondeu ao que viram; o Filho do homem ainda não ressuscitou neles. Eu me pergunto quando irá ser ele totalmente formado em si e em mim.
8 de Abril
O Destino da Sua Ressurreição
“Porventura não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na
sua glória?” Luc.24.26.
A cruz do Senhor é a entrada na sua vida: sua ressurreição quer dizer para nós que ele tem poder, agora, para me transmitir toda a sua vida. Quando experimento o renascimento do alto recebo do Senhor ressuscitado a sua própria vida.
O objectivo do Senhor na ressurreição é o poder conduzir “muitos filhos à glória”. O cumprimento do seu propósito lhe permitirá fazer de todos nós filhos e filhas de Deus. Nunca teremos com Deus o relacionamento que o Filho de Deus tem; mas somos levados pelo Filho ao relacionamento de filhos. Quando o Senhor ressuscitou dos mortos, ressurgiu para uma vida inteiramente nova, para uma vida a qual ele não havia vivido antes de se tornar carne. Ele ressuscitou para uma vida que nunca existiu até ali; a sua ressurreição, para nós, significa que somos ressuscitados para essa nova vida dele, não para a nossa velha vida com novos recursos. Um dia teremos um corpo semelhante ao seu corpo glorioso, mas podemos conhecer agora a eficácia da sua ressurreição por nós e andar em total novidade de vida. “Para o conhecer e o poder da sua ressurreição”.
“Assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste”. “Espírito Santo” é o nome que se dá à Vida Eterna actuando em seres humanos aqui, já. O Espírito Santo é a Divindade em acção, aplicando expiação tirando do pecado a nossa vida. Graças a Deus que é verdade – uma verdade gloriosa e cheia de majestade, isto é, que o Espírito Santo pode fazer actuar em nós a própria natureza de Jesus Cristo, se lhe obedecermos, Act.5:32.
9 de Abril
Viu Jesus mesmo?
“Depois disto, manifestou-se em outra forma a dois deles”, Marc.16.12.
Sermos salvos e ver Jesus não são a mesma coisa. Há muitos que são participantes da graça de Deus e nunca viram Jesus. Mas, vendo a Jesus, nunca mais será o mesmo; as outras coisas nunca mais o atrairão como antes depois de vê-lo, exercendo seu poder sobre si.
Procure sempre fazer distinção entre o que você sabe que Jesus é e o que ele só fez por si. Se seu conhecimento se limita apenas ao que ele fez por nós, você não tem um Deus suficientemente majestoso; mas, se tiver tido uma visão de Jesus como ele é, as experiências podem ir e vir, você permanecerá firme “como quem vê aquele que é invisível”. O cego de nascença não sabia quem Jesus era até que o Senhor lhe apareceu e se revelou a ele. Jesus aparece àqueles por quem fez alguma coisa; mas não podemos nós mesmos determinar o momento de sua vinda. De repente, a qualquer momento, ele pode vir. “Agora eu o vejo!” João 9:25.
Jesus tem que aparecer a um amigo seu pessoalmente, como já apareceu a si também; ninguém pode ver Jesus através de olhos alheios. Quando um vê a Jesus e o outro não, ocorre uma separação entre essas duas pessoas. Você não pode trazer o seu amigo a Jesus, a menos que Deus o traga. Você já viu a Jesus? Então desejará que outros o vejam também. “E, indo eles o anunciaram aos demais, mas também estes dois não deram crédi­to”, Marc.16:13. Mas precisa contar-lhes, ainda que não acreditem.
“Oh, pudesse eu contar-vos, por certo creriam em mim!
Pudesse eu apenas dizer-vos o que presenciei!
Como contar ou como fazer-vos receber e entender,
Como, a não ser que Ele vos traga para onde me trouxe também?”
10 de Abril
Decisão Completa e Decisiva Acerca do Pecado
“Sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído e não sirvamos o pecado como escravos”, Rom.6.6.
Co-crucificação. Já chegou a tomar este tipo de decisão acerca do pecado – que ele deve ser totalmente exterminado em si? Leva muito tempo a chegarmos a tomar esta decisão moral em relação ao seu pecado, mas o grande momento de nossa vida é quando decidimos que, assim como Jesus Cristo morreu pêlos pecados do mundo, assim também o pecado deve morrer para mim; não apenas que o pecado seja contido, suprimido ou contra­riado, mas antes totalmente crucificado. Ninguém pode levar outro a tomar essa decisão por ele. Podemos estar seriamente convencidos e religiosamente convencidos, mas o que precisamos fazer é chegar à realidade que Paulo se impôs poder esclarecer aqui.
Aprume-se, passe uma hora a sós com Deus, tome essa decisão e ore: “Senhor, identifica-me com a tua morte até que eu saiba que o pecado que há em mim está morto”. Tome a decisão moral de que o pecado que há em si esteja morto.
Não se tratava de uma expectativa espiritual da parte de Paulo, mas de realidade factual, duma experiência muito radical e identificada. Estarei disposto a deixar que o Espírito de Deus me sonde até que eu entenda o que é essa disposição sobre todo o pecado – aquilo que milita contra o Espírito de Deus em mim? Depois disso, estarei de acordo com o veredicto de Deus sobre essa disposição do pecado em mim – que deve estar identificado com a morte de Jesus? Não posso considerar-me “morto para o pecado”, Rom.6:11 a menos que tenha passado por essa radical decisão da vontade, diante de Deus.
Já desfruto do glorioso privilégio de estar realmente e factualmente crucificado com Cristo, até que nada mais resista em mim, a não ser a vida do próprio Cristo?
“Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”, Gal.2:20.
11 de Abril
Semelhança Moral
“Porque se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição”, Rom.6.5.
Co-ressurreição. A prova de que fui realmente crucificado com Jesus é que tenho em mim mesmo a distinta marca e semelhança d’Ele. A infusão do Espírito de Jesus em mim assemelha a minha vida com a de Deus. A ressurreição de Jesus deu ao Espírito autoridade para transmitir-me essa vida de Deus e minha vida deve ser construída na base da vida dele. Posso ter agora a vida ressurrecta de Jesus Cristo, que se manifestará em santidade.
O que todos os escritos do apóstolo Paulo deixam entender é que, depois que decidimos identificarmo-nos com Jesus na sua morte, a vida ressurgida de Jesus invade cada parcela da nossa própria natureza humana. Será necessário, então, Sua omnipotência para viver a vida do Filho de Deus neste corpo mortal. O Espírito Santo não pode ser acomodado em nós como um hóspede numa casa; ele tem que ter acesso a todos os compartimentos por ser realmente casa Sua. Uma vez que eu me decida em relação ao “homem velho” – a disposição de coração anterior para pecar – que será identificado com a mesma morte de Jesus, então o Espírito Santo me invadirá. Ele toma controle de tudo; minha parte é andar na luz e obedecer a tudo que ele me revela desde então. Depois que já tomei a decisão moral sobre o pecado, é fácil considerar-me realmente morto para o mesmo, porque acho em mim, a tempo inteiro, a vida de Jesus activa e activando. Assim como existe apenas um tipo de humanidade, assim também existe apenas um tipo de santidade, a santidade de Jesus, essa mesma a qual me é dada. Deus coloca em mim a santidade de seu Filho e assim eu passo a pertencer espiritualmente a uma nova ordem de Vida e de vivência.
12 de Abril
Domínio Repleto e Efectivo
“A morte já não tem domínio sobre ele… quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus”, Rom.6.9-11.
Co-Vida Eterna. Vida eterna é a vida de Jesus manifesta por ser humano e é mesmo vida, não uma cópia dela, que se manifesta em nosso corpo mortal quando somos nascidos de Deus. A vida eterna não é um dom vindo de Deus, vida eterna é o próprio Deus. A força e o poder que se manifestam em Jesus, manifestar-se-ão em nós através da Sua graça soberana, após tomarmos esta decisão moral relativamente ao pecado. “Recebereis poder, ao vir sobre vós o Espírito Santo” – não poder como um dom do Espírito Santo; o poder é o próprio Espírito Santo em Pessoa, não algo que ele transmite. A vida que estava em Jesus se torna nossa por meio da sua cruz como consequência de nos termos identifi­cado e relacionado com ele de forma real. Se temos dificuldade em nos acertarmos com Deus, de estarmos sintonizados numa mesma vida, é porque não nos queremos decidir ainda e em definitivo sobre o pecado. Assim que nos decidirmos, a vida de Deus em Sua plenitude logo nos invadirá. Jesus veio para nos dar a própria vida: “para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus”. A vida eterna nada tem a ver com tempo; é a vida que Jesus viveu quando estava na terra. A única fonte de vida é o Senhor Jesus Cristo.
O mais fraco dos crentes pode experimentar o poder da divindade do Filho de Deus; basta que esteja disposto a render-se integralmente a ele. Qualquer resíduo de energia própria, turva essa vida que é Jesus. Temos que estar em total e contínua rendição e seguramente a majestosa vida de Deus inundará cada parte de todo o nosso ser a seu devido tempo e os homens logo saberão que estivemos com Jesus.
13 de Abril
O que Fazer Sempre que o Peso é Enorme?
“Confia os teus cuidados ao Senhor”, Sal.55.22.
Precisamos saber quando é que estará certo carregar determinado fardo e quando nos é errado. Nunca devemos carregar o fardo do pecado ou da dúvida, mas há fardos, colocados por Deus sobre nós, que ele não pretende retirar de nós para que os lancemos sobre ele. “Lança o teu cuidado sobre o Senhor”, (Corrigida.) Se encetamos um traba­lho para Deus e perdemos contacto com ele, o sentido de respon­sabilidade será terrivelmente esmagador e profundamente sentido; mas, se lançamos sobre Deus aquilo que ele colocou sobre nós, ele elimina a responsabilidade, substituindo-o por uma tomada de consciência d’Ele próprio.
Muitos obreiros saem para o serviço evangélico com grande coragem e impulsos nobres, mas, sem uma comunhão íntima com Jesus Cristo e logo se acham esmagados. Eles não sabem o que fazer de seu fardo; ficam extenuados e levam as pessoas a comenta­rem: “Que fim amargo para um começo tão animado!” “Lança o teu cuidado sobre o Senhor” – por acaso tem-no carregado sozinho? Coloque-o deliberadamente sobre os ombros de Deus. “O governo está sobre os seus ombros.” Entregue a Deus aquilo que ele lhe tiver dado; não lance fora o seu fardo, mas coloque-o sobre o Senhor e o consentimento do companheirismo lhe aliviará de todo o seu peso; no entanto, nunca se tente despir do fardo.
14 de Abril
Invencibilidade Interna
“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim… ” Mat.11.29.
“O Senhor corrige a quem ama”. Como se tornam mesquinhas as nossas muitas queixas! O Senhor começa a levar-nos ao ponto de podemos ter uma comunhão exclusiva com ele e assim que isso se torna possível começamos a gemer e a clamar: “Oh, Senhor, deixa-me ser como as outras pessoas!” Jesus está a pedir-nos para segurarmos o outro lado do Seu jugo – “O meu jugo é leve, permanece do meu lado para o carregamos juntos”. Você tem esse tipo de identificação plena com o Jesus Cristo? Se assim é, agradecerá a Deus pelo peso e pressão de Sua mão sobre si.
“Multiplica as forças do que não tem nenhum vigor”. Deus vem e remove nosso sentimentalismo e nosso queixume se transforma em hino de louvor. A única maneira de conhecermos a força de Deus é tomarmos sobre nós o jugo de Jesus para aprender dele.
“A alegria do Senhor é a vossa força”. De onde tiramos alegria como crentes? Se não conhecêssemos certas pessoas, diríamos: “Oh, ele (ou ela) não tem que suportar nada”. Procure ser inteirado sobre a realidade. O próprio facto de haver ali paz, luz e a própria alegria de Deus, é prova de que o fardo também estará por ali. O fardo que Deus coloca sobre nós esmaga as uvas e faz escorrer o vinho; a maioria das pessoas vê apenas o vinho. Nenhum poder na terra ou no inferno pode vencer o Espírito de Deus dentro do espírito humano; é uma invencibilidade interior.
Se há lamúrias em seu íntimo, atire-as para bem longe de si, sem dó. É um crime ser assim estando inteirado sobre a força e o poder de Deus.
15 de Abril
Falha em Ouvir Melhor
“Os altos, porém, não foram tirados de Israel; todavia o coração de Asa foi perfeito todos os seus dias”, 2Cron.15.17.
A obediência de Asa, no tocante ao seu exterior, não foi totalmente perfeita; ele estava correcto no essencial, mas não propriamente certo. Tenha a maior cautela sobre aquelas coisas que o levam a pensar: “Oh, isso não tem muita importância, isto não é grave” O fato de não terem muita importância para si, pode significar que têm uma importância tremenda para Deus. Na vida do filho de Deus, não existe nada que não seja importante. Por quanto tempo constrangiremos Deus a persistir em nos ensinar sempre a mesma coisa? Ele nunca perde a Sua paciência. E você diz: “Sei que estou bem com Deus”, mas, “os lugares altos” permanecem; existe ainda alguma coisa na qual não obedeceu a Deus? Tem afirmado que seu coração está bem com Deus, mas existirá alguma coisa em sua vida sobre a qual Deus o leva a questionar-se? Sempre que houver dúvida sobre algo, abra mão dessa coisa logo, seja o que for. Nada é trivial demais para ser abandonado.
Ainda existe algo ligado à sua vida física ou intelectual, à qual não está prestando a mais minuciosa atenção? Provavelmente até já acertou seus passos com aquelas coisas principais, mas estará desleixado em relação a outras? Existe ainda alguma falha na sua disciplina diária? Você não tem necessidade de dar dias de folga à sua disciplina espiritual assim como seu coração também não precisa de dia de descanso nenhum. Você não pode tirar um feriado moral para si e ainda assim persistir em pensar que é um ser moralmente correcto, nem pode tirar descanso espiritual e pensar que permanece espiritual. Deus quer a si por inteiro e isso significa que você tem de permanecer vigilante para que se tenha como manter sempre em “boa forma”. Isso leva o seu tempo. Existe gente que acha e espera poder “chegar lá” num minuto.
16 de Abril
Você Pode Descer do Alto?
“Enquanto tendes a luz, crede na luz”, João 12.36.
Todos nós temos momentos nos quais nos sentimos no melhor das nossas capacidades e afirmamos assim: “Estou pronto para tudo; se pudesse sentir-me sempre assim!” Não fomos feitos com essa capacidade em nós. Esses momentos são daqueles momentos de percepção aos quais teremos que corresponder do mesmo modo quando não temos essa mesma disposição. Muitos de nós não nos sintonizamos bem com esta vida rotineira, quando são escassos os grandes momentos. Mas teremos de pautar nossa vida comum pelo padrão que nos é manifestado em grandes ocasiões.
Nunca se permita que o sentimento que o estimulou num grande momento desvaneça nem por um pouco. Não se coloque numa prateleira de descanso dizendo: “Que estimulante estar neste estado de espírito!” Aja imediatamente, faça qualquer coisa, mesmo quando não se inclina a fazê-la. Se numa reunião de oração Deus lhe mostrou algo que deve fazer, não se limite a prometer: “Eu o farei” mas faça-o imediatamente! Agarre-se a si mesmo pelo colarinho, arremessa para bem longe sua inaptidão. A preguiça sempre se dá a conhecer através dos anseios por grandes momentos. Falamos em esforçar-nos para alcançar a experiência do “monte”, mas precisamos aprender a viver no nosso dia-a-dia cinzento, mas em perfeito acordo com o que vimos no “monte”.
Não se deixe esmorecer apenas porque ficou frustrado uma ou outra vez; volte a cara para a luta. Queime as pontes na sua retaguarda para não voltar atrás e firme-se de novo naquele compro­misso que fez com Deus quando esteve no alto. Não fique para reavaliar as suas decisões, mas trate de toma-las e empreendê-las à luz dos grandes momentos que teve.
17 de Abril
Tudo ou Nada
“Simão Pedro, ouvindo que era o Senhor, cingiu-se com sua veste porque se havia despido, e lançou-se ao mar”, João 21.7.
Você já passou por uma crise na qual deliberada, enfática e ousadamente pôde abrir mão de tudo que tem? É uma experiência da vontade do homem. Você pode confrontar-se com ela muitas vezes no exterior, mas is­so nem sempre serve para algo. A verdadeira crise da sua entrega pessoal ocorre em seu interior, não no exterior. O abrir mão de coisas externas pode ser indício de escravidão total e não de liberdade.
Será que já entregou deliberadamente toda a sua vontade a Jesus Cristo? É uma acção da vontade, não da emotividade; a emoção é simplesmente a orla dourada da acção que empreende. Se se permitir que a emoção tome o lugar dianteiro, nunca realizará nenhuma acção. Não pergunte a Deus como vai ser essa acção, aja apenas baseado no que Deus já lhe demonstrou poder fazer, seja no tocante a uma questão simples ou mais profunda.
Se já ouviu a voz de Jesus Cristo enquanto no cimo das ondas, arremesse para longe de si todas as suas convicções e as suas coerências e nunca permita que essas coisas anulem seu relacionamen­to íntimo com ele.
18 de Abril
Prontidão
“Deus… o chamou… Ele respondeu: Eis-me aqui”, Ex.3.4.
Quando Deus nos chama, muitos de nós nos confundimos com isso, como que perdidos num nevoeiro e nem respondemos sequer. Esta resposta de Moisés demonstrou que ele sabia onde estava e como estava. Disponibilidade significa um relacionamento integral com o Deus vivo e conhecimento de onde estamos nesse dado momento. Ficamos tão preocupados em explicar a Deus onde gostaríamos de ir! A pessoa que está pronta para Deus e para o seu trabalho é aquela que leva o prémio quando chega a sua hora na convocação. Ficamos aguardando uma grande oportunidade, algo sensacional, mas só quando ela vem apressamo-nos em exclamar: “Eis-me aqui” Sempre que Jesus Cristo alcança notoriedade, estamos presentes, mas não estamos prontos para as tarefas mais obscuras.
Disponibilidade significa estarmos totalmente prontificados para fazer tanto as coisas mais insignificantes quanto as grandiosas. Não existe nenhuma diferença entre as mesmas. Não temos nenhuma preferência quanto ao que faremos; seja qual for o programa que Deus administra para nós, estamos ali logo prontos. Quando surge alguma tarefa, ouvimos a voz de Deus, como o Senhor ouviu a voz de seu Pai e estamos preparados para realizá-la logo através daquela prontidão de nosso amor por ele. Jesus Cristo deseja lidar connosco como o seu Pai lidou com ele. Ele pode-nos colocar onde quiser, sob tarefas agradáveis ou servis, porque a união em nós é a mesma do Pai com ele. “Para que sejam um, como nós o somos”.
Esteja pronto para as visitas relâmpago de Deus, aquelas que nos possam surpreender ainda. Uma pessoa que está sempre pronta nunca necessita preparar-se. Pense no tempo que perdemos tentando uma preparação exclusiva após o chamar de Deus! Aquela sarça-ardente é um símbolo da alma disponível e de tudo o que a possa cercar; ela está inflamada através da presença de Deus.
19 de Abril
Esteja Atento Contra as Tentações Mínimas
“Porque Joab se tinha desviado seguindo a Adonias, ainda que se não desviara seguindo a Absalão”, 1 Reis 2.28.
Joab passou na grande prova; permaneceu absolutamente leal a David e não foi atrás do Absalão fascinante e ambicioso. Mas, ainda assim, perto do fim da sua vida, desviou-se e seguiu o covarde Adonias. Permaneça atento, pois onde alguém recuou é exactamente o ponto onde qualquer um pode recuar também, 1Cor.10.13. Você atravessou bem uma grande crise, mas agora fique atento às pequenas coisas; leve em conta as coisinhas consi­deradas “insignificantes” por muitos.
Temos tendência a dizer: “Tendo vencido a crise maior, não há a mínima probabilidade de que eu venha, agora, a voltar-me para as coisas do mundo de novo”. Não tentemos pressupor de onde virá a tentação; o perigo está sempre nas coisas “menos prováveis”. Depois de uma grande experiência espiritual essas “coisinhas insignificantes” tornam-se as mais perigosas; elas não são dominantes, mas lembre-se de que estão por perto e se não estivermos precavidos, elas nos servirão para tropeçar. Você sempre se manteve fiel para com Deus sob grandes e intensas provações? Cuidado agora com as ameaças ocultas e insignificantes. Não seja morbidamente introspectivo, olhando o futuro com pavor, mas mantenha-se alerta ao que se acha ao seu redor; mantenha sua memória aguçada diante de Deus. Uma força não vigiada é fraqueza dobrada, porque é aí que as “coisinhas insigni­ficantes” nos pegam. As personagens da Bíblia caíram pelos seus pontos fortes, nunca pelos fracos.
“Guardados pelo poder de Deus” – essa é a única forja para a segurança, 1 Ped.1:5.
20 de Abril
Pode um Santo Acusar Deus de Falsidade?
“Porque quantas são as promessas de Deus tantas têm nele o sim:… Também por ele é o amem”, 2 Cor.1.20.
Jesus contou a parábola dos talentos, narrada em Mat.25, como uma advertência de que é possível estimarmos erroneamente nossa capacidade. Essa parábola nada tem a ver com dons naturais, mas com o dom de Pentecostes do Espírito Santo. Não devemos medir nossa capacidade espiritual pela instrução ou pelo intelecto; nossas capacidades para coisas espirituais medem-se pelas promessas de Deus. Se temos menos do que aquilo que Deus deseja que tenhamos, não tardaremos a difamá-lo como o servo difamou o seu senhor: “Esperas demais de mim; mais do que posso realizar com a capacidade que me destes; exiges demais de mim, não posso manter-me fiel a ti, no lugar onde me colocaste”. Ante o Espírito do Deus todo-poderoso nunca diga: “Não posso”. Nunca dê lugar às limitações da capacidade natural. Se já recebemos o Espírito Santo, Deus espera que as obras do Espírito Santo se manifestem em nós.
O servo justificou tudo o que fez e condenou seu senhor de todas as formas: “Tuas exigências estão totalmente desproporcionadas com o que me deste”. Estaremos difamando a Deus atrevendo-nos a nos preocupar, sabendo que ele disse: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescen­tadas”? Preocupar-se significa fazer exactamente o que aquele servo insinuou: “Eu sei que tua intenção foi desamparar-me”. A pessoa naturalmente preguiçosa é sempre caprichosa: “Eu não tive uma boa oportunidade na vida”. E quem é preguiçoso espiritualmente é capcioso com Deus. Os preguiçosos sempre agem com atitudes independentes. Nunca nos esqueçamos de que a nossa capacidade, em questões espirituais, se mede pelas promessas de Deus. Será Deus capaz de cumprir suas promessas? Nossa resposta depende de termos ou não recebido o Espírito Santo.
21 de Abril
Não Magoe o Seu Senhor
“Filipe, há tanto tempo estou convosco e não me tens conheci­do?” João 14.9.
O Senhor deve estar constantemente admirado connosco – admirado por ver como somos pouco simples. São nossas próprias opiniões que nos tornam tolos; quando somos simples nunca somos tolos; temos discernimento o tempo todo. Filipe esperava a revelação de um tremendo mistério, porém, não aquele que conhecia. O mistério de Deus não está no que vai acontecer; já é presente em nós. Nós o esperamos para daqui a pouco, em algum evento em forma de cataclismo. Podemos não ter nenhuma relutância em obedecer a Jesus, mas é provável que o estejamos magoando com as perguntas que lhe fazemos. “Senhor, mostra-nos o Pai”. A resposta dele é directa: “Ele está aqui, sempre aqui, ou não está em parte nenhuma”. Esperamos que Deus se manifeste a seus filhos; Deus só se manifesta em seus filhos. As outras pessoas é que vêem a Sua manifestação neles; o filho de Deus não. Queremos estar conscientes de Deus, mas, se estamos pedindo a Deus que nos dê experiências, ou se pomos as expe­riências visíveis em relevo, magoamos o Senhor. As próprias per­guntas que fazemos magoam Jesus, porque não são perguntas próprias de uma criança.
“Não se turbe o vosso coração”. Então estarei eu magoando Jesus ao permitir que meu coração se turbe? Se confio no carácter de Jesus, estarei vivendo de acordo com essa convicção? Estarei permitindo que alguma coisa me perturbe o coração, que dúvidas mórbidas penetrem nele? Tenho que chegar a um relacionamento confiante, em que aceito tudo da maneira que ele o envia até mim. Deus nunca nos guia “daqui a pouco”, mas sempre “agora”. Tome plena consciência de que o Senhor está aqui agora e a libertação dele é imediata.
22 de Abril
A Luz que Falha
“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando… a glória do Senhor”, 2 Cor.3.18.
O servo de Deus deve viver tão bem sem a assistência de outros que nunca perceba que está só. Nas primeiras fases da vida cristã as tristezas nos sobrevêm; pessoas que costumavam ser luzes se apagam e as que costumavam ficar ao nosso lado se vão. Temos que nos habituar tanto a isso que nunca saibamos que estamos sós. “Todos me abandonaram… Mas o Senhor me assistiu”, 2Tim.4.16,17. Temos que construir nossa fé, não sobre luzes mortiças, mas sobre a luz que nunca se apaga. Quando os “grandes” homens se vão, entristecemo-nos, mas depois compreendemos que eles estavam destinados a partir, que a única coisa que permanece é contemplarmos por nós mesmos a face de Deus.
Não permita que algo o impeça de olhar fixamente a face de Deus com relação a si e as suas convicções; e todas as vezes que você for pregar, busque primeiro a face de Deus a respeito dessas mesmas coisas e então a glória tudo permeará. Obreiro cristão é aquele que sempre busca a face de Deus antes de falar às pessoas. A característica do ministério de Cristo é a da glória inconsciente que o permeia. “Não sabia Moisés que seu rosto resplandecia, depois de haver Deus falado com ele”.
Não fomos chamados para exibir nossas dúvidas ou para revelar os êxtases de nossa vida com Deus. O segredo da vida do obreiro é manter-se o tempo todo sintonizado com Deus.
23 de Abril
Idolatrando o Trabalho
“Porque de Deus somos cooperadores”, 1 Cor.3.9.
Tenhamos o cuidado de que nenhum trabalho para Deus nos leve a desviar dele os nossos olhos. Grande número de obreiros cristãos se torna idolatra do trabalho. A única preocupação do obreiro deveria ser manter-se concentrado em Deus; isso significaria que em todas as outras áreas da vida – mentalmente, moralmente e espiritualmente – iria desfrutar da liberdade que um filho tem, um filho que adora, não um filho desmembrado. O obreiro cuja característica predominante não é essa afiliação com Deus expõe-se ao sufoco do trabalho; consequentemente torna-se desgastado e abatido. Acaba-se a sua liberdade e o prazer na vida em Deus; nervos, mente e coração se tornam caprichosos e a tal ponto sobrecarregados que a bênção de Deus não pode permanecer mais por ali. Mas o contrário disso é igualmente verdade – havendo concentração em Deus, todas as áreas da vida permanecem livres e sob o exclusivo domínio de Deus. Ficamos isentos da responsabilidade do trabalho, trabalhando; a única respon­sabilidade que temos é mantermo-nos em constante contacto com Deus sem nunca permitir que coisa alguma impeça a nossa cooperação com ele. A liberdade que temos após a santificação é a liberdade típica de uma criança; as coisas que costumavam embaraçar-nos a vida desvanecem. Mas tenhamos o cuidado de lembrar que fomos libertos somente com uma finalidade – permanecer inteiramente dedica­dos àquele de quem nos podemos tornar cooperadores.
Não temos o direito de determinar o lugar onde devemos ser colocados, nem de termos ideias preconcebidas quanto à obra para a qual Deus nos possa estar a preparar. Deus planeia tudo; onde quer que ele nos coloque, nossa única meta deve ser dedicarmo-nos através duma sincera devoção a ele exclusivamente e na execução dessa mesma obra. Depois, “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-lo conforme as tuas forças”, Ecl.9:10.
24 de Abril
O Alerta Contra o Anseio pelo Sucesso Espiritual
“Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem…” Luc.10.20.
Como obreiros cristãos, o que nos pode vir a atraiçoar não é o mundanismo, não é o pecado, mas a auto-promoção espiritual – seguir os padrões e aqueles moldes da era religiosa na qual nos encontramos, com os olhos voltados para o sucesso espiritual. Não busque nada que não seja a aprovação de Deus. “Saiamos… a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério”, Heb.13:13. Em Luc.10:20 Jesus disse aos discípulos que não se rejubilassem com o sucesso no serviço; todavia, parece ser esse o principal motivo com que a maioria de nós se rejubila. Nossa perspectiva é um tanto quanto comercial por tantas almas salvas e santificadas e por isso damos graças a Deus dizendo que assim é que está tudo bem. Nosso trabalho só começa depois que a graça de Deus possa estabelecer seus alicerces firmemente; não temos que salvar almas, temos que discípulá-las. Salvação e santificação são obras da graça soberana de Deus; nosso trabalho como discípulos de Cristo é fazer discípulos até que essas pessoas estejam totalmente rendidas a Deus. Uma vida totalmente consagrada a Deus é de mais valia para ele do que cem vidas apenas despertadas pelo Espírito. Como obreiros de Deus, devemos reproduzir espiritualmente a nossa própria espécie; será esse o testemunho de Deus de que somos realmente feitos obreiros. Deus, pela sua graça, nos eleva a um determinado padrão de vida e será ali que nos tornamos equivalentes a responsáveis pela reprodução desse padrão em todos os demais.
A não ser que o obreiro viva uma “vida oculta de Cristo em Deus”, Col.3:3, correrá o risco de se tornar num ditador irritante e não num discípulo que pode ainda vir a permanecer em Deus. Muitos de nós somos ditadores; impomo-nos a pessoas e em reuniões. Jesus nunca se impõe dessa forma. Sempre que o Senhor falava de discípulado, iniciava com um “SE”, nunca com uma afirmação enfática: “Você tem que…” O discípulado deixa clara uma opção a tomar.
25 de Abril
Oportuno e Prontificado
“Insta quer seja oportuno, quer não”, 2 Tim.4.2.
Muitos de nós temos aquela mórbida tendência para estarmos prontos a agir quando não nos é oportuno fazê-lo. Mas o termo “oportuno” aqui nesse texto na verdade não se refere à ocasião e, sim, a nós mesmos: “Insta, quer seja oportuno, quer não”, quer sintamos vontade quer não. Se fizermos apenas aquilo que nos sentimos inclinados a fazer, alguns de nós nunca fará nada – nunca. No campo espiritual existem pessoas incompatíveis e despregadas, pessoas espiritualmente decrépitas, que se recusam a fazer algo, a menos que sintam uma inspiração sobrenatural. A prova de que o nosso relacionamento com Deus está correcto é que fazemos o melhor que podemos, quer nos sintamos inspirados ou não.
Um dos grandes perigos para o obreiro cristão é fazer de seus grandes momentos uma forma de idolatria. Quando o Espírito de Deus nos proporciona um momento de inspiração e discernimento, dizemos: “Agora serei sempre assim para Deus”. Não, não seremos; Deus cuidará para que não o sejamos. Aqueles momentos são exclusiva­mente fornecidos como uma dádiva de Deus. Não podemos proporcioná-los a nós mesmos quando bem entendemos e quando nos convém mais. Se dissermos que seremos sempre o melhor que pudermos ser, nós nos transformaremos em intoleráveis tropeços para Deus; nunca faremos coisa com coisa a menos que Deus nos mantenha conscientemente inspirados sempre. Se transformarmos nossos melhores momentos num deus digno de servidão, acabare­mos descobrindo que Deus se afastou de nossa vida e só voltará quando cumprirmos a tarefa que está para ser feita ainda e aprenderemos a não tornar nenhum de nossos grandes momentos numa forma de ídolo.
26 de Abril
A Escalada Suprema
“Toma teu filho… oferece-o ali em holocausto, sobre um dos
montes, que eu te mostrarei”, Gen.22.2.
O carácter de qualquer pessoa determinará como ela interpreta a vontade de Deus, Sal.18.25,26. Abraão entendeu que a ordem de Deus significava que ele teria que matar seu filho e apenas pela dor de uma tremenda provação podia livrar-se de ideias pré-concebidas quanto a esse assunto. Deus não tinha outro recurso ao seu dispor do qual pudesse lançar mão para purificar a sua fé. Se obedecemos ao que Deus diz movidos por uma convicção sincera, ele nos liberta dos preconceitos que nos levam a ter uma imagem errada sobre ele. Existem muitas crenças desse tipo das quais nos devemos livrar; por exemplo, a de que Deus tira uma criança porque a mãe a ama demais – isso é mentira do diabo e uma caricatura da verdadeira natureza de Deus. Se o diabo puder impedir-nos de realizar a suprema escalada e de nos livrarmos de falsos preconceitos a respeito de Deus, ele o fará; mas, se nos mantivermos fiéis a Deus, Deus nos fará passar por uma prova que nos levará a um melhor e mais neutro conhecimento dele.
O ponto culminante da fé de Abraão era que ele estava prepa­rado para fazer qualquer coisa por Deus. Estava ali para obedecer a Deus, não importava a crença que tivesse que contrariar para isso. Abraão não era um seguidor de suas próprias convicções, pois de contrário teria sacrificado Isaque e dito que a voz do anjo era a voz do diabo. Essa é a atitude do fanático. Se você permanecer fiel a Deus, Deus o guiará através de todas as barreiras até ao âmago do conhecimento dele; mas há sempre essa condição – renunciar a convicções e a crenças tradicionais. Não peça a Deus para prová-lo. Nunca faça uma declaração como a de Pedro: “Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão, como para a morte”. Abraão não fez nenhuma declaração desse tipo; permaneceu fiel a Deus e Deus assim pôde purificar toda a sua fé.
27 de Abril
Que é que Você Quer?
“E procuras tu grandezas?” Jer.45.5.
Você anda à procura de grandes coisas para si mesmo? Não procurando ser grande você mesmo, mas procurando grandes coisas de Deus para si pessoalmente? Deus quer que você tenha um relacionamento mais íntimo com ele, que não consista meramente em receber seus dons; ele quer que você o conheça. As grandes coisas são casuais e não permanecem para sempre. Deus nunca nos dá nada por mero acaso. Não há nada mais fácil do que entrar num relacionamento correcto com Deus, a não ser quando não é Deus quem queremos, mas apenas o que ele nos dá.
Se você chegou apenas aquele ponto de pedir coisas a Deus, ainda não atingiu o primeiro degrau daquela entrega total; tornou-se um cristão segundo o seu próprio ponto de vista. “Eu pedi a Deus o Espírito Santo, mas ele não me deu o descanso e a paz que eu esperava ter recebido”. Imediatamente Deus aponta a razão: “Você não está buscando o Senhor; está buscando alguma coisa para si”. Jesus diz: “Pedi, e dar-se-vos-á”. Peça a Deus o que você quiser, mas não peça enquanto não tiver aprendido a pedir a coisa certa. Quando nos achegarmos mais a Deus, pararemos de lhe pedir coisas. “Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais”. Então, por que pedir? Para que cheguemos a conhecê-lo.
Está em busca de grandes coisas para si mesmo? “Oh, Senhor, baptiza-me com o Espírito Santo”. Se Deus não o fizer, será porque ainda falta algo na sua entrega a ele; ainda há alguma coisa que você não quer fazer. Você está disposto a perguntar a si mesmo o que é que quer de Deus e por que o quer? Deus prefere a perfeição final à perfeição do momento. Ele não está preocupado em abençoá-lo e torná-lo feliz agora; ele está desenvolvendo a sua perfeição suprema todo este tempo: “para que todos sejam um, como nós somos um”.
28 de Abril
O que Receberá?
“Eu te darei a tua vida como despojo, em todo lugar para onde fores”, Jer.45.5.
Esse é o inabalável segredo do Senhor para aqueles que nele confiam: “Eu te darei a tua vida”. Que mais deseja o homem senão a sua vida? É o que há de essencial nele. “Tua vida como despojo” significa que, aonde quer que você vá, ainda que seja no inferno, de lá sairá com vida; nada poderá prejudicá-la. Muitos de nós se mostram fascinados pela grandeza das coisas, não no sentido de ter propriedades e bens, claro, mas de bênçãos. Tudo isso terá que ser abandonado; mas há algo maior que nunca passará: a vida que está “oculta juntamente com Cristo, em Deus”.
Você está disposto a deixar que Deus o coloque dentro duma profunda união a ele e a não prestar mais atenção ao que você chama de coisas grandes? Está disposto a entregar-se totalmente a Deus e a abrir mão de tudo? A prova da entrega está em recusar-se a perguntar: “E quanto a isto?” Evite suposições. Tão logo você questiona: “E quanto a isto?”, fica evidente de como não se entregou, que não confia realmente em Deus. Assim que você se entrega, pára de ficar conjecturando o que Deus vai fazer. A entrega total implica em negar-se a si mesmo o luxo de fazer quaisquer perguntas. Se você se entregar totalmente a Deus, ele de pronto lhe dirá: “Eu te darei a tua vida como despojo”. A razão por que as pessoas se cansam da vida é que ela não lhes veio de Deus, não receberam de Deus a vida como despojo. A maneira de sair dessa situação é entregar-se a Deus. Quando finalmente conseguir render-se a ele, será você quem ficará mais espantado e encantado; Deus ter-se-á apossado totalmen­te de si e lhe terá dado a sua vida por despojo total. Se você ainda não chegou a esse ponto, ou será por causa da desobediência, ou por recusar-se a ser simples.
29 de Abril
A Maravilha da Incerteza
“Ainda não se manifestou o que havemos de ser”, 1 João 3.2.
Temos naturalmente uma tendência para sermos tão lógicos e previdentes que encaramos a incerteza como algo negativo. Achamos que temos sempre que atingir um fim determinado; mas não é assim na vida espiritual. Na vida espiritual vivemos seguros em nossa incerteza e por essa razão nunca nos fixamos em nada. O bom-senso diz: “Bem, suponhamos que eu estivesse em tal situação…” Mas é impossível imaginarmo-nos numa situação na qual nunca tenhamos estado.
A certeza é o distintivo da vida comum e racional; uma incerteza é a característica marcante da vida espiritual. Ter a certeza de Deus significa que estamos incertos em todos os nossos outros caminhos e admitimos mesmo não sabermos o que o dia nos trará. Isso, em geral, é dito com um suspiro de tristeza, contudo deveríamos dizê-lo com uma expressão de maravilhosa expectativa, pois sabemos que Deus está connosco. Estamos incertos quanto ao passo que daremos a seguir, mas estamos certos de Deus. Tão logo nos entregamos a Deus e cumpriremos o dever mais imediato, ele passa a suprir nossa vida de surpresas. Quando nos tornamos defensores de uma crença, alguma coisa morre em nós; não acreditamos em Deus, acreditamos apenas em nossa crença a respeito dele. Jesus disse: “Se não vos… tornardes como crianças”. A vida espiritual é como a vida de uma criança. Não estamos incertos quanto a Deus, mas incertos quanto ao que ele vai fazer em seguida. Se estivermos certos apenas de nossas crenças, nós nos tornaremos arrogantes e rigorosos e seremos inflexíveis em nossas opiniões; mas, quando estamos correctamente relacionados com Deus, a nossa vida logo se enche de expectativa e de uma incerteza espontânea e alegre.
“Crede também em mim”, disse Jesus; ele não disse: “Acreditai em certas coisas a meu respeito”. Deixemos tudo com ele; a maneira como ele agirá é gloriosamente incerta, mas ele agirá com toda a certeza. Permaneçamos fiéis a ele.
30 de Abril
A Espontaneidade do Amor
“O amor é paciente, é benigno…” 1 Cor.13.4.
O amor não é premeditado, mas antes espontâneo em tudo – ele imerge de maneira surpreendente. Não existe uma certeza matemática no amor que Paulo descreve aqui. Não podemos assegurar: “Não vou mais pensar nada de mal; vou crer em todas as coisas”. A característica do amor é a espontaneidade. Não pegamos as afirmações de Jesus e as colocamos diante de nós como um padrão; mas, quando o seu Espírito nos controla, sem perceber vivemos de acordo com o padrão que Ele em nós imprime; e olhando para trás ficamos admirados com a sinceridade de determinada emoção, prova de que agimos com a espontaneidade do verdadeiro amor. A natureza de todas as expressões da vida de Deus em nós só é discernida depois que passam.
As fontes do amor estão em Deus, não em nós. É um absurdo pensar que temos por natureza o amor de Deus em nosso coração; ele ali estará apenas quando houver sido derramado em nós pelo Espírito Santo.
Se tentamos provar a Deus o quanto o amamos, isso é prova de que não o amamos. A evidência de nosso amor por ele é a nossa absoluta espontaneidade nesse amor, a naturalidade com que ele surge de nós. Olhando para trás, não sabemos dizer por que fizemos certas coisas, pois as fizemos de acordo com a natureza espontânea do seu amor em nós. A vida de Deus se manifesta dessa forma espontânea porque as fontes do amor estão enraizadas no Espírito Santo, Rom.5.5.

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