Pastor Josias Moura

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13.12.2015 – Expondo o livro de Gênesis – Capitulo 3

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Expondo o livro de Gênesis – Capitulo 3

Este é um capítulo especial onde trataremos de um tema central na Bíblia: A queda do homem e suas consequências.

1.  Tentação (3:1-6)

A.           O tentador

Deus não é o autor do pecado nem tenta as pessoas para que pequem; esse é o trabalho do demônio (Tg 1:13). Já vimos que Satanás caiu em pecado antes da obra de Gêne­sis 1:3ss. Originalmente, ele era um bonito anjo que se regozijava com a criação de Deus (Jó 38:4-7), mas ele pecou e foi julgado por Deus (Is 14:12-17; Ez 28:11-19). Observe que Satanás veio a Eva na pele de uma serpente, pois é mascarado e não aparece para as pessoas com caráter verdadeiro., Em Gêne­sis 3, Satanás é a serpente que en­gana (2 Co 11:3); em Gênesis 4, ele é o mentiroso homicida (Jo 8:44). Temos de ter cuidado para evitar os caminhos enganosos dele.

B.            O alvo

Satanás mira a mente de Eva (2 Co 11:1-3; 1 Tm 2:9-15) e consegue enganá-la. A mente do homem é uma parte de seu ser que foi cria­da à imagem de Deus (Cl 3:9-10).

Assim, Satanás ataca Deus quando ataca a mente humana. Satanás usa mentiras. Ele é mentiroso, o pai da mentira Jo 8:44).

C.            A tática

Satanás não pode vencer se a mente se apega à verdade de Deus; mas, se a mente duvida da Palavra de Deus, ela abre espaço para que as men­tiras do demônio se instalem. Sata­nás questiona a Palavra de Deus (v. 1), nega a Palavra de Deus (v. 4) e, depois, a substitui por suas próprias mentiras (v. 5). Observe que Satanás tenta minar nossa fé na bondade de Deus — ele sugere a Eva que Deus resistia a eles ao mantê-los afastados da árvore do conhecimento do bem e do mal. Quando questionamos a bondade de Deus e duvidamos de seu amor, favorecemos diretamente Satanás. Este faz com que a tenta­ção soe maravilhosa ao dizer: “Se­reis como Deus” (ARC). O próprio Satanás quis ser “semelhante ao Al­tíssimo” (Is 14:14), e, séculos mais tarde, ele ofereceu a Cristo “todos os reinos do mundo”, se Cristo o adorasse (Mt 4:8).

D.           A tragédia

Eva não devia ter dado “lugar ao diabo” (Ef 4:27); ela devia ter se apegado à Palavra de Deus e resis­tido ao diabo. Nós nos pergunta­mos onde estava Adão durante essa conversa. De qualquer forma, Eva afastou-se da Palavra de Deus ao negligenciá-la livremente (v. 2); ela acrescentou “nem tocareis” à Pa­lavra (v. 3); e ela mudou a Palavra de Deus de “certamente morrerás” para “para que não morrais” (v. 3). No versículo 6, vemos a trágica ação da cobiça da carne (“boa para se comer”), dos olhos (“agradável aos olhos”) e da vaidade (“desejá­vel para dar entendimento”) — veja 1 João 2:15-1 7. É difícil pecar sozi­nho. Há algo em nós que nos faz querer compartilhar o pecado com os outros. Adão pecou deliberada- mente e mergulhou o mundo em julgamento (1 Tm 2:14).

2. Condenação (3:7-19)

A.           Interna (vv. 7-13)

De imediato, veio a perda da ino­cência e da glória e o sentimento de culpa. Eles tentaram cobrir a nudez com vestimentas feitas por eles mesmos, as quais Deus não aceitou (v. 21). Além disso, vemos a perda do desejo de ter amizade com Deus. Eles se escondem quan­do ouvem Deus se aproximando! A culpa, o temor e a vergonha que­bram a amizade que usufruíam com Deus antes da desobediência. Observe que também cresce uma atitude de autodefesa: o homem culpa a mulher, a mulher culpa a serpente. Vemos aqui o trágico efeito interior do pecado.

B.            Externa (vv. 14-19)

É provável que a serpente que Sa­tanás usou não seja a criatura ras­tejante que conhecemos hoje. O nome sugere brilho e glória, mas a criatura foi julgada e condenada a uma vida vil na poeira, porque se rendeu a Satanás e tomou parte na tentação. O julgamento da mulher envolveu concepções múltiplas e dor no parto. Ela teve que se sujei­tar a seu marido. Observe que Pau­lo sugere que as mulheres cristãs que casam com homens não-salvos correm perigo especial ao dar à luz crianças (1 Tm 2:8-15). O julgamen­to do homem envolveu seu traba­lho: o deserto substituiu o paraíso, e o suor e a exaustão do trabalho pesado no campo substituíram a alegria de ministrar no jardim. Deus não puniu o trabalho, pois o traba­lho não é pecaminoso (2:15). São o suor, a exaustão e os obstáculos da natureza que nos lembram a queda do homem. Toda a criação foi amal­diçoada e está em servidão por cau­sa do pecado (Rm 8:15-25).

C.            Eterna (v. 15)

Esse foi o primeiro evangelho decla­rado na Bíblia: a boa-nova de que, no fim, a semente da mulher (Cristo) venceria Satanás e sua semente (Gl 4:4-5). O curso divide-se desse pon­to em diante: Satanás e sua família (semente) opõem-se a Deus e sua família. Deus mesmo põe a inimiza­ de (hostilidade) entre eles, e a guer­ra chega a seu ápice quando Deus expulsa Satanás para o inferno (Ap 20:10). Reveja a parábola do joio, em Mateus 13, e observe que Sa­tanás tem filhos, exatamente como Deus. Em Gênesis 4, Caim mata Abel, e 1 João 3:12 informa-nos que Caim “era do Maligno” — um filho do demônio. O Antigo Testamento é o relato das duas sementes em con­flito; o Novo Testamento é o registro do nascimento de Cristo e de sua vitória sobre Satanás por intermédio da cruz.

3.  Salvação (3:20-24)

O único evangelho que Adão conhe­cia era o que Deus disse em 3:15, contudo ele acreditou e foi salvo. Como sabemos que ele acreditou no que Deus disse? Porque deu o nome de Eva, que significa “vida”, ou “doadora de vida”, a sua mulher. Deus disse que Adão e Eva morre­ríam, e Adão morreu fisicamente de­pois de 930 anos. Contudo, ele tam­bém morreu espiritualmente, pois ficou separado de Deus por causa do pecado. Deus prometeu que o Salvador nascería por intermédio da mulher, e Adão acreditou nessa pro­messa e se salvou. Deus não mudou as conseqüências físicas do pecado, mas ele cancelou a conseqüência espiritual — o inferno.

No versículo 21, a vestimenta de peles retrata a salvação que temos em Cristo. É o derramar de sangue, a oferenda de uma vida inocente por causa da culpa. Adão e Eva tentaram cobrir o pecado e a vergonha com folhas (3:7), mas Deus não aceitou essas boas obras. Ele também não aceita essas obras hoje!

A Bíblia, com freqüência, usa as vestimentas para retratar a salva­ção (veja Is 61:10 e Zc 3). O filho pródigo vestiu-se de novo quando veio para casa (Lc 15:22). À vista de Deus, as vestimentas de auto-retidão e as boas obras são trapos imundos (Is 64:6). Note que Deus quer que Adão e Eva se cubram, ele apro­va esse sentimento de vergonha. A pessoa abolir isso e voltar à nudez é sempre um sinal de degeneração. O padrão de Deus é sempre a vesti­menta modesta (1 Tm 2:9).

Os versículos 22-24 mostram uma ação singular da graça de Deus: ele expulsou o homem e a mulher do jardim! Eles perderam o direito à árvore da vida ao desobedecer a Deus. Eles, se tivessem comido des­sa árvore, viveriam para sempre em seu estado pecaminoso. Isso signi­ficaria que o Salvador, o segundo Adão, não poderia vir para morrer a fim de salvar a humanidade do pecado. Por isso, Deus, ao expulsar Adão e Eva do paraíso, mostrou sua graça e misericórdia em relação a toda a raça humana. A espada que Deus pôs no jardim barrava a pas­sagem. Pode-se traduzir essa “espada flamejante” (NVI) por “fogo de Deus”, uma referência à sua santi­dade (Hb 12:29).

O contraste entre o primeiro Adão e o último Adão, Cristo, é ex­plicado em Romanos 5 e 1 Corín tios 15:42-49. Adão foi feito da ter­ra, mas Cristo desceu do céu. Adão foi tentado em um jardim perfeito, e Cristo foi tentado em um deserto terrível. Adão desobedeceu deliberadamente e mergulhou a raça hu­mana no pecado e na morte, mas Cristo obedeceu a Deus e trouxe justiça. Adão, como um ladrão, foi expulso do paraíso. Jesus, ao falar com um ladrão, disse: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23:43).

Observe que em Romanos 5 temos muito mais afirmações (9, 15,17,20) indicando que a morte de Cristo não nos trouxe apenas de volta à posição em que Adão esta­va, mas ela também nos deu muito mais que Adão já teve. Somos reis e sacerdotes para Deus e reinare­mos com Cristo para sempre!

 

É formado em Teologia,  Análise e desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. Especializado  em Tecnologias de aprendizagem a distância,  produção de conteúdos digitais para a Internet e Mestre em Teologia.

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