Pastor Josias Moura

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01.11.2015 – EXPONDO O EVANGELHO DE MARCOS – CAPITULO 14

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EXPONDO O EVANGELHO DE MARCOS

CAPITULO 14

Os principais sacerdotes e os escribas já estavam determinados a matar Jesus, mas queriam fazer isso depois da Páscoa. Parecia-lhes mais sábio esperar até depois das cele­brações pascais, já que Jesus era uma pessoa popular, e Jerusalém estava cheia de judeus entusias­mados; contudo, Deus tinha outros planos. Judas possibilitaria que os líderes prendessem o Senhor du­rante a celebração (vv. 10-11; Mt 26:14-16). O Cordeiro de Deus devia morrer na Páscoa. Nesse ca­pítulo, Marcos apresenta Jesus em quatro papéis diferentes.

I. Jesus, o Convidado honrado (14:1-11)

Esse evento (Mt 26:6-13; Jo 12:2-11) ocorre antes da entrada triunfal em Jerusalém, mas Marcos o põe aqui sem fornecer referência de tempo, como João fez (Jo 12:1). Não sabe­mos quem é Simão, o leproso. Tal­vez fosse alguém de Betânia que Jesus curara de lepra e cuja casa estava aberta ao Mestre, como a de Maria, Marta e Lázaro.

O ato de amor de Maria foi aceito por Jesus, criticado por Judas e pelos outros discípulos (Jo 12:4-6) e relatado à igreja por intermédio da Palavra (v. 9). Durante a Páscoa, os judeus tentavam com mais empenho ajudar o pobre, e Jesus não se opu­nha a esse bom costume. O perfume custava um ano de salário da média dos trabalhadores, portanto o dinhei­ro obtido com sua venda alimentaria muitos pobres. Todavia, Maria queria ungir Jesus em preparação para sua morte e sepultamento, e isso era mais importante que alimentar os pobres.

Sua boa ação glorificava a Deus e representava uma bênção para todo o mundo (vv. 6,9; Mt 5:14-16). No versículo 4, a palavra “desper­dício”, em grego, é a mesma para “perdição” em João 17:12; e este versículo refere-se a Judas. Judas era o “desperdiçador”, não Maria! Ele desperdiçou as oportunidades que Deus lhe deu e, no fim, dilapidou a própria vida ao suicidar-se. Que contraste entre Maria, a adoradora, e Judas, o traidor!

II. Jesus, o Convidado gracioso (14:12-26)

Jesus pediu que Pedro e João (Lc 22:8) preparassem o cenáculo para a última Páscoa que celebraria com os discípulos. Era incomum um ho­mem carregar um cântaro de água, pois essa era uma tarefa das mulhe­res. Jesus tinha de ser cuidadoso ao fazer as coisas para não causar pro­blemas para os outros, já que seus inimigos o vigiavam.

Aquela noite, Jesus fez duas re­velações espantosas. Primeiro, ele falou que um dos Doze era traidor (vv. 17-21). A forma como cada discípulo se expressou: “Porventura, sou eu?”, indica que ninguém à mesa se considerava culpado. Jesus prote­geu Judas até o fim e deu-lhe todas as chances para se arrepender. Não devemos pensar em Judas como um robô fadado a cumprir uma profecia (SI 41:9; 55:12-14), mas como um homem que pecou ao desperdiçar suas possibilidades.

A segunda revelação foi que Pe­dro o trairia. Jesus revelou isso pela primeira vez após Judas deixar o cenáculo (Jo 13:31-38; Lc 22:31-38) e depois repetiu quando ele e o discí­pulo foram ao jardim de Getsêmani (vv. 26-31; Mt 26:30-35). Claro que Pedro, com sua autoconfiança car­nal, negou que tal coisa pudesse acontecer, mas isso aconteceu.

Ao final da refeição de Pás­coa, Jesus pegou o pão e o vinho e deu-lhes um novo sentido ao insti­tuir a comunhão (ceia do Senhor, a eucaristia [“da[r] graças”]). Nós nos lembramos das pessoas por sua vida, mas Jesus quer que nos lem­bremos dele por sua morte, a bên­ção espiritual que recebemos como filhos de Deus por intermédio de sua morte. O hino que entoam é de Salmos 115—118. Imagine Jesus entoando um hino pouco antes de ser preso e crucificado!

III.                                                                                                      jesus, o Filho submisso (14:27-42)

Quando eles chegam ao Getsêma­ni (que significa “prensa de oliva”), Jesus cita Zacarias 13:7 a fim de ad­vertir os discípulos de não ficarem por ali por muito tempo nem o se­guirem após sua prisão. Ele também lhes diz uma palavra de encoraja­mento: ele ressuscitaria da morte e os encontraria na Galiléia. Essa é a quinta menção que faz à sua res­surreição (8:31; 9:9,31; 10:34), po­rém os discípulos simplesmente não compreenderam sua mensagem.

A frase “tomado de pavor e de angústia” revela o sofrimento hu­mano do nosso Senhor no jardim (Hb 5:7-8). Ele sente-se tomado de angústia quando contempla o “cá­lice” do qual deve beber: fazer-se pecado na cruz e ser separado do Pai. A presença e a oração dos ami­gos teriam representado muito para ele, mas eles dormiram! “Chegou a hora!” (Jo 2:4; 7:30; 8:20; 12:23; 13:1; 17:1), e ele estava pronto para fazer a vontade do Pai.

IV.                                                                 
                                    
Jesus, o preso obediente (14:43-72)

Judas desconhecia tanto o coração de Jesus que veio com uma “turba” de soldados armados para prendê- lo! Judas era tão hipócrita que usou beijos, um sinal de afeição, para trair Jesus. Pedro estava tão despre­parado espiritualmente que tentou defender Jesus com a espada! Se ele tivesse ouvido a oração de seu Mes­tre, saberia que Jesus estava pronto para morrer. Jesus tinha um cálice nas mãos e fez a vontade do Pai

“para que se cumprissem as Escri­turas”. Pedro tinha uma espada namão e opôs-se à vontade do Pai, e Jesus teve de desfazer o dano que a espada fizera na orelha de Malco (Lc 22:49-51).

Quem era o jovem no jardim (vv. 51-52)? Alguns pensam que seja João Marcos, já que apenas seu evangelho o menciona. O cenáculo ficava próximo da casa de João Mar­cos, e Judas e seu bando foram lá primeiro? Marcos enrolou um len­çol apressadamente em seu corpo e seguiu-os? Nunca saberemos exa­tamente quem era aquele moço, a menos que o Senhor nos explique isso no céu.

Primeiro, levaram Jesus ao sumo sacerdote em comando, Anás, sogro de Caifás (Jo 18:13-24). A seguir, entregaram Jesus a Caifás e ao con­selho judeu perante o qual pessoas testemunharam contra Jesus. No en­tanto, havia discrepâncias entre os testemunhos delas. A afirmação mes­siânica de Jesus, do versículo 62, foi muito forte, e o sumo sacerdote não a suportou e o declarou culpado.

Pedro, como os outros discí­pulos, fugiu do local (v. 50); toda­via, a seguir, ele e João desobede­cem à ordem do Senhor (v. 27) e o seguem. Isso leva Pedro direta­mente para as redes da tentação, e ele nega o Senhor três vezes. A predição do Senhor torna-se ver­dade (v. 30), contudo o cantar do galo faz com que Pedro se arre­penda (Lc 22:62). Se um apóstolo que viveu com Jesus pôde cair em tal pecado, imagine como temos de acautelar-nos, e vigiar, e orar! João 21:15-19 assegura que Pedro foi perdoado e restaurado ao mi­nistério apostólico.

 

É formado em Teologia,  Análise e desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. Especializado  em Tecnologias de aprendizagem a distância,  produção de conteúdos digitais para a Internet e Mestre em Teologia.

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